Faculdade de Engenharia de Pesca - FEPESCA/CBRAG

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Campus de Bragança / Bibliotecária: Vivyanne Ribeiro das Merces Neves Fax: (91)3425-1593 E-mail: bibbraganca@ufpa.br

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  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Janela crítica de alimentação: influência do fornecimento tardio de náuplios de Artemia na larvicultura de Pyrrhulina brevis (Steindachner, 1876)
    (2026-07-21) REIS, Lailson Maia Pinheiro; SILVEIRA, Bianca Gomes da; http://lattes.cnpq.br/5241917717581947; https://orcid.org/0000-0001-5372-7180; OLIVEIRA, Leonnan Carlos Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/1868240974948844; https://orcid.org/0000-0001-7551-6528
    A consolidação da piscicultura de peixes ornamentais amazônicos depende do desenvolvimento de protocolos de larvicultura que maximizem a sobrevivência e o crescimento durante os primeiros dias de vida, fase considerada crítica para o sucesso produtivo. Entre as espécies com potencial para esse segmento, Pyrrhulina brevis destaca-se por suas características ornamentais e interesse comercial, embora ainda existam lacunas relacionadas ao manejo alimentar de suas larvas. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da introdução tardia de náuplios de Artemia na larvicultura de P. brevis. Foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado, composto por quatro tratamentos e quatro repetições. As larvas foram submetidas a diferentes atrasos no fornecimento de náuplios de Artemia (0, 2, 4 e 6 dias após o início da alimentação exógena) e alimentadas até o término do período experimental de 20 dias. Ao final do experimento, foram avaliados o desempenho zootécnico e o ponto de não retorno (PNR). Não foram observadas diferenças no comprimento, peso, uniformidade ou fator de condição de Fulton entre as larvas alimentadas sem atraso e aquelas submetidas ao atraso de 2 dias (p>0,05). Entretanto, atrasos de 4 dias ou mais resultaram em mortalidade total das larvas até o quinto dia de experimento. As larvas alimentadas desde o início apresentaram sobrevivência de 86,25%, significativamente superior aos 20% registrados para o atraso de 2 dias (p<0,05). O PNR foi estimado em 2,69 dias (9,69 dias após a eclosão). Os resultados demonstram que a introdução tardia de náuplios de Artemia compromete severamente a sobrevivência das larvas de P. brevis, evidenciando a necessidade de iniciar precocemente a alimentação exógena para garantir o sucesso da larvicultura da espécie.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Proteína hidrolisada de vísceras de frango em dietas para juvenis do peixe ornamental amazônico Pyrrhulina brevis (STEINDACHNER, 1876)
    (2026-02-24) SANTOS, Marcos Rodrigues dos; SILVEIRA, Bianca Gomes da; http://lattes.cnpq.br/5241917717581947; https://orcid.org/0000-0001-5372-7180; OLIVEIRA, Leonnan Carlos Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/1868240974948844; https://orcid.org/0000-0001-7551-6528
    A região amazônica abriga ampla diversidade de peixes ornamentais, entre os quais se destaca Pyrrhulina brevis, espécie de interesse internacional pela rusticidade, coloração e adaptabilidade, mas cuja criação em cativeiro é limitada pela ausência de protocolos nutricionais específicos. O alto custo e a variação na disponibilidade da farinha de peixe (FP), principal fonte proteica utilizada nas dietas aquícolas, reforçam a necessidade de alternativas sustentáveis, como a proteína hidrolisada de vísceras de frango (PHVF), subproduto avícola de elevado valor nutricional, boa digestibilidade e ampla disponibilidade. Este estudo avaliou, durante 45 dias, a substituição parcial da FP por PHVF em dietas isoprotéicas (42% PB) e isolipídicas (8% EE) para juvenis de P. brevis, utilizando 150 peixes distribuídos em cinco tratamentos com níveis crescentes de substituição (0%, 2,5%, 5,0%, 7,5% e 10%). Foram analisados parâmetros de desempenho produtivo dos animais, com peixes alimentados quatro vezes ao dia e qualidade da água mantida em condições adequadas. A substituição parcial da FP por PHVF não comprometeu a sobrevivência nem a uniformidade, ambas elevadas em todos os tratamentos, confirmando a viabilidade do ingrediente. O ganho de peso e a taxa de crescimento específico (TCE) apresentaram resposta quadrática em função dos níveis de substituição, com ponto ótimo estimado em 3,55% para ganho de peso e 3,73% para TCE, indicando efeito positivo na eficiência alimentar, enquanto níveis superiores reduziram o crescimento, possivelmente devido à saturação no transporte de peptídeos ou ao excesso de aminoácidos livres. Conclui-se que a PHVF pode substituir parcialmente a FP em dietas para juvenis de P. brevis, promovendo melhorias no ganho de peso e na taxa de crescimento específico sem prejuízo à sobrevivência, além de contribuir para a sustentabilidade da piscicultura ornamental amazônica ao reduzir a dependência de ingredientes de alto custo e valorizar resíduos agroindustriais em uma abordagem de economia circular.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Diagnóstico das embarcações pesqueiras e das relações sociais incutidas na carpintaria naval do litoral paraense
    (2025-03-21) RIBEIRO , Joerbt Franco; ANDRADE, Carlos Eduardo Rangel de; http://lattes.cnpq.br/2912577877996403; https://orcid.org/0000-0003-2973-6364; BARBOZA , Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X
    O estudo intitulado “Diagnóstico das embarcações pesqueiras e das relações sociais incutidas na carpintaria naval do litoral paraense” teve como principal objetivo valorizar compreender as relações sociais presentes na carpintaria naval do litoral do Para, e ainda realizar um diagnóstico das tipologias de embarcações construídas. A pesquisa foi realizada nos municípios de Augusto Corrêa e Bragança, onde foram mapeados os estaleiros e analisados os critérios locais de classificação das embarcações, bem como as relações sociais envolvidas na produção, no trabalho e no aprendizado do ofício. Para alcançar esses objetivos, foram visitados 18 estaleiros nos dois municípios, Bragança e Augusto Corrêa, e realizadas 34 entrevistas semiestruturadas entre os meses de setembro e dezembro de 2014, abrangendo 74 trabalhadores fixos e diaristas. Esse número representa cerca de 46% dos carpinteiros navais da região, o que proporcionou uma visão ampla da realidade do setor. Também foi realizado um monitoramento do número de embarcações construídas em 1 ano em alguns estaleiros da região. Toda a pesquisa foi alicerçada em uma relação mútua de diálogo, respeito e confiança, uma vez que atuo como carpinteiro naval na região há bastante tempo. O estudo identificou nove tipos principais de embarcações utilizadas na região: casco ou batelão, canoa, caíco, rabeta, bote (ou barco pequeno), barco, biana, lancha e catamarã. Algumas dessas embarcações possuem origem em outros estados, como a biana (Maranhão) e a lancha (Ceará), mas foram incorporadas à cultura naval local devido à sua funcionalidade e adaptabilidade ao ambiente pesqueiro da região. Embora os órgãos ambientais e de pesquisa classifiquem a frota pesqueira do litoral norte em sete categorias — montaria, canoa, canoa motorizada, barco de pequeno porte, barco de médio porte, barco industrial e geleira —, verificou-se que pescadores e carpinteiros apresentam dificuldade em reconhecer essa categorização oficial, pois utilizam critérios próprios baseados em aspectos práticos, como o tipo de madeira, forma do casco e propósito da embarcação. A pesquisa também revelou a estrutura hierárquica dentro dos estaleiros, onde, além do carpinteiro naval chefe, há outros profissionais desempenhando funções essenciais, como ajudantes de carpinteiro, calafates (responsáveis pela vedação das embarcações), fibradores, eletricistas, mecânicos, pintores e abridores de letras. Essa divisão do trabalho demonstra a complexidade do processo de construção naval artesanal, que envolve diversas etapas e especializações. Os dados levantados indicam que, em 2014, os estaleiros da região construíram aproximadamente 163 novas embarcações e realizaram o conserto de 326. A carpintaria naval na região se mantém essencialmente artesanal, embora o uso de alguns equipamentos eletrônicos auxilie em determinadas etapas do processo. No entanto, não há formação técnica formal para os 7 carpinteiros, e o conhecimento é transmitido de forma tradicional, geralmente de pai para filho ou entre familiares próximos. Contudo, percebe-se um baixo interesse dos jovens em continuar essa tradição, o que pode impactar a continuidade do ofício a longo prazo. Outro aspecto relevante identificado no estudo foi a precariedade da infraestrutura dos estaleiros, que não apresenta condições adequadas para o pleno funcionamento das atividades. Além disso, observou-se um uso insuficiente de equipamentos de proteção individual (EPIs), aumentando os riscos de acidentes de trabalho. A ausência de medidas de segurança reflete a falta de regulamentação e fiscalização específica para a carpintaria naval, o que compromete a proteção dos trabalhadores. Embora a carpintaria naval seja legalmente reconhecida como uma atividade pesqueira, os profissionais do setor continuam enfrentando grande invisibilidade, tanto em relação à implementação de políticas públicas específicas quanto à valorização de seus saberes tradicionais. Diante desse cenário, o monitoramento anual da produção de embarcações no município de Bragança revelou a relevância econômica e cultural do setor, destacando a necessidade urgente de iniciativas que promovam reestruturação e modernização dos estaleiros, garantindo melhores condições de trabalho, segurança e incentivo à continuidade desse ofício. Um dos dados mais interessantes é que nenhum carpinteiro naval se aposenta como carpinteiro, se aposentam como pescador ou lavrador, ou seja, sua profissão não lhes garante aposentadoria. Em relação aos auxílios de saúde, nenhum dos carpinteiros que trabalham na região, possui plano de saúde ou mesmo qualquer ajuda médica. Considerando ainda o aspecto de segurança do trabalho, não foi observado o uso de equipamentos de proteção individual, ou seja, trabalham sob condições inadequadas, na sua maioria usam um par de botas e uma luva na mão. Nesse contexto, os carpinteiros navais produzem suas embarcações mesmo com poucos recursos estruturais e financeiros, porém alicerçados em seus saberes e práticas. Buscam estratégias para adquirir a matéria prima (madeira) e recursos financeiros para começarem a construir, seja realizando acordos com patrões de pesca ou comprando os materiais e realizando o pagamento somente após a venda da embarcação; em outros casos realizam empréstimos com outros carpinteiros. Assim, suas experiências e competências são reconhecidas com vistas a definição de acordos sociais desses sujeitos dentro de seu grupo social.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Conhecimento local sobre a pescada amarela e a importância de sua bexiga natatória em um sistema pesqueiro artesanal na Amazônia
    (2025-09-16) BRITO , Amarildo Sales Nunes; LUTZ, Ítalo Antônio de Freitas; http://lattes.cnpq.br/9129676973207172; https://orcid.org/0000-0001-8664-6440; CORDEIRO , Carlos Alberto Martins; http://lattes.cnpq.br/5010139685215361
    O presente estudo investigou a pesca artesanal da pescada amarela Cynoscion acoupa na região costeira da Amazônia, com foco na importância socioeconômica da carne e da bexiga natatória (“grude”), a partir de monitoramento de embarcações e entrevistas com proprietários e pescadores. Foram analisados custos operacionais, receitas e percepções locais sobre a disponibilidade da espécie e as pressões sobre o estoque. Os resultados indicaram que, embora o volume desembarcado da carne seja muito superior ao da “grude”, é esta que sustenta economicamente a atividade, alcançando valores até 85 vezes maiores que o preço da carne. A rentabilidade da “grude” garante a viabilidade da pescaria, mas ao mesmo tempo intensifica a pressão sobre os estoques, favorecendo práticas predatórias como o mergulho. A maioria dos entrevistados (84,2%) relatou declínio populacional da espécie, atribuído principalmente ao excesso de embarcações e ao esforço pesqueiro desordenado. Além disso, a pesca se concentra em meses coincidentes com o período reprodutivo, aumentando os riscos de sobrepesca. O sistema pesqueiro artesanal da pescada amarela opera em equilíbrio econômico frágil, sustentado quase exclusivamente pela valorização internacional da “grude”. A forte dependência desse subproduto, somada à ausência de mecanismos de controle e rastreabilidade, ameaça a sustentabilidade da espécie e o modo de vida das comunidades.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Probiótico autóctone Enterococcus faecium em diferentes estratégias de alimentação da espécie ornamemtal amazonico Herus severus
    (2023-12-13) BALTAZAR, Bruno; COSTA JUNIOR, Keber Santos; http://lattes.cnpq.br/7935915603957247; CORDEIRO, Carlos Alberto Martins; http://lattes.cnpq.br/5010139685215361
    A alimentação e nutrição adequada são fundamentais para os peixes nas várias fases de desenvolvimento, porém privações ou frequências alimentares inadequadas podem ocasionar problemas no desempenho produtivo e, nesse sentido, o uso de probióticos pode auxiliar no melhor aproveitamento de nutrientes e aumento de sanidade. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da privação e frequência alimentar de alevinos de Heros severus alimentados com dieta suplementadas com Enterococcus faecium. O experimento foi realizado em esquema fatorial 2 x 5, composto por duas frequências alimentares (Fr: 2x e 4x ao dia) e quatro privações alimentares (P: 7/0; P: 6/1, P: 5/2 e P: Alt), incluído o controle (C: 7/0, sem adição de probiótico), todos em triplicata, durante 45 dias. Ao final do experimento, analisou-se o desempenho zootécnico. Não houve interação entre a frequência e privação alimentar (p>0,05), o fator frequência não apresentou diferença significativa entre 2x e 4x contudo. Em relação ao fator privação, observou-se maiores valores de comprimento final, peso final, ganho de comprimento e ganho de peso para os peixes do tratamento com privação P: 7/0 e P: 6/1 em relação ao controle (C: 7/0), assim como se observou melhor conversão alimentar aparente e sobrevivência (100%). Portanto, o uso de probiótico E. faecium combinado com diferentes estratégias de frequência e privação alimentar proporcionou maior crescimento ao H. severus, recomendando-se a estratégia do tratamento P: 6/1.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    A piscicultura Familiar e a influência da sua definição sobre o acesso ao PRONAF
    (2025-03-20) CALDAS, Gefison de Sousa; BRABO, Marcos Ferreira; http://lattes.cnpq.br/4274389612082613
    A Lei Federal n° 11.959 de 29 de junho de 2009, que dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, define a aquicultura como familiar com base na Lei Federal n° 11.326 de 24 de julho de 2006, que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. O objetivo deste estudo foi analisar a influência da definição de piscicultura familiar sobre o acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Entre janeiro e dezembro de 2024, efetuou-se uma pesquisa documental que contemplou as normas jurídicas federais que incidem sobre a temática e as normatizações do Banco Central do Brasil acerca de crédito rural e especificamente do PRONAF. Constatou se que o PRONAF disponibilizava até R$400.000,00 por beneficiário no caso de investimento e até R$250.000,00 quando se tratava de custeio, por ano, no Plano Safra 2024/2025. No tocante a investimento, o valor é suficiente para implantar um empreendimento pelo menos duas vezes maior do que os limites estabelecidos pela legislação. Em se tratando de custeio, a capacidade produtiva do limite previsto para tanques-rede é muito superior ao de reservatórios hídricos, o que demonstra uma desnecessária e injustificável disparidade. Concluiu-se que não há motivação plausível para restringir o acesso ao PRONAF aos empreendimentos aquícolas com lâmina d’água até dois hectares e 500 m3 de tanques-rede, conforme prevê a Lei Federal n° 11.326 de 24 de julho de 2006.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Uso de spirulina e probiótico na alimentação do camarão-da Amazônia Macrobrachium amazonicum (Heller,1862)
    (2025-03-21) BRITO , Mariele Sales Nunes; MACIEL, Cristiana Ramalho; http://lattes.cnpq.br/4859858258491295; CORDEIRO, Carlos Alberto Martins; http://lattes.cnpq.br/5010139685215361
    O Macrobrachium amazonicum é uma das espécies de camarão com maior importância socioeconômia e tem gerado um grande interesse na carcinicultura devido a sua crescente popularidade e demanda na região norte e nordeste. No entanto, apesar da espécie ser onívora, a alimentação desses animais apresenta alto custo dentro do cultivo. Uma das alternativas seria a substituição da farinha de peixe nas dietas artificiais usadas na aquicultura por fontes de proteína vegetal. Tendo como suplemenação o uso de compostos estimulantes de organismos fitoplanctônicos e probióticos para o desenvolvimento na resistência zootécnica. Dessa forma, o trabalho teve como objetivo, verificar a influência do probiótico e spirulina durante o cultivo do camarão-da-amazônia na fase larval, quantificando os índices zootécnicos para determinar se houve melhora da resistência dos animais durante a fase larval. Para isso, foi realizada uma larvicultura, nas quais as larvas ao chegarem no estágio V foram transferidas para potes de 1,5 L com densidade de 100 larvas cada. Sendo divididas em três grupos experimentais: (1) controle (sem adição de probiótico e sem Spirulina), (2) adição de Spirulina e probiótico em pó Aqualimp® e (3) adição de Spirulina (Spirulina platensi). As doses de Spirulina foram crescentes (T0, T10, T20, T30, T40 e T50) e a dose de probiótico permaneceu constante em 12g. O efeito do probiótico sobre o crescimento e a sobrevivência não foram uniformes, tendo o tratamento T40 de Spirulina com os melhores resultados em peso e comprimento. O T50 apresentou uma melhor sobrevivência. A sobrevivência foi menor nos tratamentos com Spirulina + probiótico. Estudos futuros devem ser feitos para investigar estratégias que otimizem a dosagem de probiótico e Spirulina para maximizar o desempenho zootécnico.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    “Grude”: uma iguaria proveniente de peixes explotados no litoral amazônico para atendimento do mercado asiático
    (2025-03-20) AMORIM, Erica Matos de; MELO , Gabriela Costa Sarmento; http://lattes.cnpq.br/1713732367518730; https://orcid.org/0000-0001-5374-4132; BRABO, Marcos Ferreira; http://lattes.cnpq.br/4274389612082613
    O termo “grude” é empregado para designar a bexiga natatória de determinados peixes, que após um processo de limpeza e desidratação, atende ao mercado asiático para diversos fins, inclusive alimentação humana. O objetivo deste estudo foi analisar a importância da "grude" no contexto das exportações brasileiras de pescado e da receita de uma das principais pescarias comerciais praticadas no litoral amazônico. Realizou-se consulta à agentes financeiros que efetuam operações de crédito rural para esta atividade, entrevistas com responsáveis técnicos pela elaboração de projetos e com armadores de pesca do município de Bragança, estado do Pará, que autorizaram o acompanhamento da armação de embarcações e de seus respectivos desembarques. Os dados de exportação foram obtidos no Sistema de Estatística de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AGROSTAT), contemplando informações nas escalas nacional e estadual. Posteriormente, efetuou-se um levantamento de estabelecimentos processadores de grude no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Constatou-se que a “grude” possui uma participação na receita das pescarias estimada em 70%, ou seja, constituise no principal produto a ser comercializado. Nos desembarques, a proporção de pescada amarela e fauna acompanhante, onde a corvina representa quase a totalidade, é cerca de 60% e 40%, respectivamente. Este sistema de pesca seria inviável economicamente sem a receita proveniente da “grude”, dado o significativo investimento demandado na armação das embarcações. No que se refere à exportação brasileira de pescado, a média do período analisado foi de 45,3±10 mil toneladas, o correspondente a US$281,7±61 milhões, com a grude participando com 1,4±0,2% e 7,3±1,7% no que diz respeito a volume e valor monetário, respectivamente. A maior exportação de grude em termos de volume ocorreu no ano de 2020, com 733,4 toneladas, enquanto o maior valor se deu em 2019, com US$26,3 milhões. Em todos os anos, o estado do Pará foi o principal responsável pela exportação do produto, com participação média de 95,1±4,8% no volume e 99±0,8% no valor em relação ao total nacional, seguido por Santa Catarina. O cenário diagnosticado evidencia a importância socioeconômica da grude para o contexto brasileiro, assim como a necessidade de um olhar diferenciado por parte do poder público sobre sua cadeia produtiva.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Proteína hidrolisada de sangue de aves em dietas para juvenis do peixe ornamental amazônico acará severo (Heros severus, Heckel, 1840)
    (2025-04-02) SILVA FILHO, Mário Andretty Souza e; SILVEIRA, Bianca Gomes da; http://lattes.cnpq.br/5241917717581947; https://orcid.org/0000-0001-5372-7180; CAMPELO, Daniel Abreu Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/2787760801666473; https://orcid.org/0000-0001-9204-3566
    A demanda internacional por peixes ornamentais amazônicos é impulsionada pela ampla diversidade de formas, cores e comportamentos, fatores que elevam o valor desses peixes no mercado. O sucesso da piscicultura ornamental depende diretamente da oferta de condições ideais de criação, com destaque para o desenvolvimento de manejos alimentares adequados. A nutrição e alimentação dos organismos cultivados ainda representam um dos maiores desafios do setor, pois muitos protocolos de criação são baseados em práticas desenvolvidas para peixes de corte, o que pode comprometer o crescimento, a sanidade e a sobrevivência dos animais. Diante disso, com o presente estudo objetivamos avaliar a utilização de proteína hidrolisada de sangue de aves (PHSA) em dietas para juvenis de acará severo (Heros severus). Foram utilizados 180 peixes, com peso inicial médio de 0,003mg e comprimento médio inicial de 12,40mm. Os peixes foram distribuídos aleatoriamente em 18 aquários, cada um com capacidade de 5L, mantendo uma densidade de estocagem de 10 peixes por aquário. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos e três repetições. Foram testadas seis dietas isoprotéicas (40% de proteína bruta) e isolipídicas (8,93% de extrato etéreo). A dieta controle contém farinha de peixe como principal fonte de proteína, além de farinha de vísceras e concentrado proteico de soja. Enquanto as outras cinco dietas contêm níveis crescentes de proteína hidrolisada de sangue de aves (PHSA), 0,5%, 1,0%, 1,5%. 2,0%, e 2,5%. As dietas foram fornecidas quatro vezes ao dia, nos horários de 08:00, 11:00, 14:00 e 17:00 horas, até a saciedade aparente dos animais. Os peixes foram analisados quanto ao desempenho produtivo. Os maiores ganhos em comprimento ocorreram nos animais alimentados com dietas contendo níveis de 1,5% a 2,5% de PHSA (p>0,05). Os melhores resultados de peso e comprimento foram observados nos peixes alimentados com dietas contendo de 1,5% a 2,5% de PHSA (p>0,05). A inclusão de PHSA não afetou a uniformidade do lote, nem a sobrevivência dos peixes. A inclusão de 1,5 a 2,5% de PHSA em dietas para juvenis de acará severo foi eficiente, promovendo crescimento equilibrado e eficiência alimentar.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Saúde e segurança dos pescadores do município de Vigia, Nordeste do Pará
    (2025-03-21) SOARES, Valéria Sousa Borges; HOLANDA, Francisco Carlos Alberto Fonteles; http://lattes.cnpq.br/8493376458861060
    A atividade pesqueira é uma das mais antigas exercidas pelos seres humanos, além de ser uma atividade muito perigosa, o que acaba por ocasionar uma quantidade elevada de acidentes de trabalhos e doenças ocupacionais. Diante desta realidade, este trabalho tem por objetivo identificar os principais acidentes e doenças ocupacionais que os pescadores do município de Vigia, Nordeste do estado, são acometidos, além da disponibilidade de equipamentos de salvatagem e Equipamento de Proteção Individual. As coletas dessas informações ocorreram entre os meses de julho a dezembro de 2024, sendo usados roteiros de entrevista com perguntas semiestruturadas para a coleta dos dados. No total, 50 pescadores do sexo masculino participaram deste estudo, dentre eles artesanais e industriais. A pesca artesanal predomina no município de Vigia. A rede de emalhe é o apetrecho de pesca mais usado pelos pescadores, os quais encontram-se na faixa etária de 30 a 40 anos, possui reduzida escolaridade e mais de 20 anos atuando na profissão. Além disso, a maioria deles (66%) usa pelo menos um equipamento de proteção individual, sendo o chapéu o mais citado. O uso de equipamentos de salvatagem também foi registrado, dentre os quais a boa iluminação das embarcações e a presença de coletes salva-vidas foram os mais citados. No que diz respeito às doenças ocupacionais, 84% dos pescadores afirmaram ter sofrido ou sofrerem de alguma, sendo as mais citadas as dores nos braços, nas mãos e nas costas. Já os resultados de acidentes de trabalho foram confirmados por 72% dos entrevistados, sendo as principais ocorrências ferroadas com pescado e cortes. Importante frisar que o uso e disponibilidade de EPI, sem dúvidas, diminuiriam essas ocorrências.