Proteína hidrolisada de vísceras de frango em dietas para juvenis do peixe ornamental amazônico Pyrrhulina brevis (STEINDACHNER, 1876)

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

24-02-2026

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SANTOS, Marcos Rodrigues dos. Proteína hidrolisada de vísceras de frango em dietas para juvenis do peixe ornamental amazônico Pyrrhulina brevis (STEINDACHNER, 1876). Orientador: Leonnan Carlos Carvalho de Oliveira; Coorientadora: Bianca Gomes da Silveira. 2026. 27 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Engenharia de Pesca) – Faculdade de Engenharia de Pesca. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9455. Acesso em: .
A região amazônica abriga ampla diversidade de peixes ornamentais, entre os quais se destaca Pyrrhulina brevis, espécie de interesse internacional pela rusticidade, coloração e adaptabilidade, mas cuja criação em cativeiro é limitada pela ausência de protocolos nutricionais específicos. O alto custo e a variação na disponibilidade da farinha de peixe (FP), principal fonte proteica utilizada nas dietas aquícolas, reforçam a necessidade de alternativas sustentáveis, como a proteína hidrolisada de vísceras de frango (PHVF), subproduto avícola de elevado valor nutricional, boa digestibilidade e ampla disponibilidade. Este estudo avaliou, durante 45 dias, a substituição parcial da FP por PHVF em dietas isoprotéicas (42% PB) e isolipídicas (8% EE) para juvenis de P. brevis, utilizando 150 peixes distribuídos em cinco tratamentos com níveis crescentes de substituição (0%, 2,5%, 5,0%, 7,5% e 10%). Foram analisados parâmetros de desempenho produtivo dos animais, com peixes alimentados quatro vezes ao dia e qualidade da água mantida em condições adequadas. A substituição parcial da FP por PHVF não comprometeu a sobrevivência nem a uniformidade, ambas elevadas em todos os tratamentos, confirmando a viabilidade do ingrediente. O ganho de peso e a taxa de crescimento específico (TCE) apresentaram resposta quadrática em função dos níveis de substituição, com ponto ótimo estimado em 3,55% para ganho de peso e 3,73% para TCE, indicando efeito positivo na eficiência alimentar, enquanto níveis superiores reduziram o crescimento, possivelmente devido à saturação no transporte de peptídeos ou ao excesso de aminoácidos livres. Conclui-se que a PHVF pode substituir parcialmente a FP em dietas para juvenis de P. brevis, promovendo melhorias no ganho de peso e na taxa de crescimento específico sem prejuízo à sobrevivência, além de contribuir para a sustentabilidade da piscicultura ornamental amazônica ao reduzir a dependência de ingredientes de alto custo e valorizar resíduos agroindustriais em uma abordagem de economia circular.

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