Resistência à punção de ligações laje-pilar de borda sem armadura de cisalhamento com transferência de momento: uma avaliação da atualização da ABNT NBR 6118

Imagem de Miniatura

Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

11-12-2025

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

ANDRADE, Mateus da Silva. Resistência à punção de ligações laje-pilar de borda sem armadura de cisalhamento com transferência de momento: uma avaliação da atualização da ABNT NBR 6118. Orientador: Manoel José Mangabeira Pereira Filho. 2025. 54 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil) – Faculdade de Engenharia Civil, Campus Universitário de Tucuruí, Universidade Federal do Pará, Tucuruí, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9396. Acesso em:.
A verificação da resistência à punção de ligações laje-pilar é um ponto crítico de lajes lisas. A norma brasileira ABNT NBR 6118:2023, que apresenta uma recente atualização, estabelece disposições de projeto para avaliação da resistência à punção. Neste trabalho, comparam-se os resultados de ensaios experimentais com as estimativas obtidas pelas versões de 2014 e 2023 da norma, utilizando bancos de dados com resultados experimentais. Os bancos de dados foram compostos por 67 resultados de ensaios em ligações laje-pilar de borda, sem armadura de cisalhamento e com momento desbalanceado, selecionados em 32 programas experimentais independentes. Todas as lajes romperam por punção com altura útil (𝑑) variando entre 97 mm e 209 mm, taxa de armadura de flexão (𝜌) entre 0,45% e 2,14%, resistência à compressão do concreto (𝑓) entre 20,7 MPa e 84,1 MPa, e excentricidade (𝑒) entre 29,27 mm e 1221,14 mm. O desempenho das normas foi avaliado através da razão da carga última obtida no ensaio e a carga teórica calculada pelas versões da norma (𝑉/𝑉 ). A dispersão e tendência de 𝑉/𝑉 foram observadas em função dos parâmetros d, ρ, 𝑓, e/d. A análise estatística da razão entre carga última experimental e teórica (𝑉/𝑉 ) revelou que ambas as versões normativas apresentam comportamento conservador, com médias de 1,51 (2014) e 1,73 (2023), respectivamente. A versão atualizada mostrou maior dispersão (CV = 76,3% contra 70,3%), mas melhorou o limite inferior de segurança (5%-quantil de 0,90 contra 0,82). Os resultados destacam avanços na NBR 6118:2023, particularmente no tratamento de lajes com alturas úteis elevadas e taxas de armadura extremas, embora ainda permaneçam desafios na previsão precisa de casos com parâmetros fora da faixa convencional. Este estudo fornece subsídios técnicos para a discussão sobre a evolução das normas brasileiras e a segurança estrutural contra falhas frágeis por punção.

Fonte

Fonte URI

Disponível na internet via Sagitta