Percepções do estágio supervisionado na EJA: experiências formativas e desafios pedagógicos para educação climática

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

03-07-2026

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Citar como

RIBEIRO, Patrick Rosário. Percepções do estágio supervisionado na EJA: experiências formativas e desafios pedagógicos para educação climática. Orientadora: Priscilany Cavalcante dos Santos. 2026. 34 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências Biológicas. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9844. Acesso em: .
O estágio supervisionado na Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui uma etapa indispensável na formação docente, permitindo o contato com sujeitos que possuem trajetórias escolares interrompidas e histórias de vida marcadas por desigualdades socioeconômicas. O presente artigo objetivou revelar as percepções construídas durante o estágio supervisionado na EJA, destacando os desafios enfrentados, as estratégias pedagógicas utilizadas e as contribuições dessa experiência na formação docente crítica e inclusiva. Metodologicamente, a pesquisa adotou uma abordagem qualitativa de natureza descritiva e reflexiva, fundamentada no relato de experiência de um estágio realizado em uma escola pública, da rede estadual de ensino, no município de Bragança, Pará. As atividades ocorreram entre outubro e dezembro de 2025, envolvendo observação, participação e regência em uma turma de 20 alunos, tendo como eixo temático central o racismo ambiental. A coleta de dados baseou-se em observações diretas, anotações em diário de campo e conversas informais com alunos e o professor regente. Os resultados demonstram que a utilização de metodologias ativas e recursos variados como imagens artísticas, fotografias de áreas vulneráveis e vídeo foi essencial para promover o engajamento dos estudantes e a reflexão crítica sobre a justiça climática. Observou-se que a crise ambiental afeta populações historicamente vulnerabilizadas, e que a escola deve atuar como um espaço de diálogo que valide os saberes prévios dos educandos. Entretanto, a baixa frequência e a evasão escolar emergiram como desafios persistentes, reforçando a necessidade de políticas de acolhimento que considerem as especificidades laborais e sociais desse público. Conclui-se que o estágio na EJA cumpriu seu papel transformador, pois as reflexões que emergiram no processo de estágio na EJA favoreceram ao futuro professor uma prática pedagógica comprometida com a equidade e a justiça social.

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