Quando a navalha corta a vida: racismo e feminicídio da crônica à cena

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

02-04-2026

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Tipo de acesso

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RODRIGUES, Alessandro dos Santos. Quando a navalha corta a vida: racismo e feminicídio da crônica à cena. Orientador: Fernando Jorge dos Santos Farias. 2026. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Letras - Língua Portuguesa) - Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9438. Acesso em:.
O presente estudo discute o racismo e o feminicídio contra mulheres negras no Brasil a partir da crônica Professora Benedita, de Farias (2014), transfigurada para a peça teatral Bené, Benedita! (2024), roteirizada pelo mesmo autor. A história, suporte para as duas produções, tem origem em um caso real de racismo ocorrido em 2014, envolvendo uma estudante vítima de ofensas raciais na Universidade Federal do Pará – Campus Altamira, o que confere à narrativa um forte caráter de denúncia social. A leitura crítica investiga como a obra literária representa a violência estrutural e cotidiana sofrida por mulheres negras e de que modo a adaptação teatral amplia os sentidos da narrativa, possibilitando novas formas de representação, sensibilização e engajamento do público. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica e documental (Gil, 2002). Os resultados evidenciam que a literatura e o teatro funcionam como instrumentos de memória, resistência e crítica social, contribuindo para a compreensão do racismo estrutural e do feminicídio, bem como para a ampliação do impacto simbólico e político da narrativa ao transitar da literatura para a cena.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br