A financeirização da educação superior: o modelo de governança corporativa e as estratégias mercadológicas do Grupo Ser Educacional S. A. (2018-2023)

Carregando...
Imagem de Miniatura

Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

02-09-2026

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

RIBEIRO, Paulo Henrique Borges. A financeirização da educação superior: o modelo de governança corporativa e as estratégias mercadológicas do Grupo Ser Educacional S.A. (2018-2023). Orientador: Raimundo Jorge Nascimento de Jesus. 2026. 49 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Sociais) - Faculdade de Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará. Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10435. Acesso em:.
O presente trabalho analisa o processo de financeirização da educação superior privado-mercantil no Brasil, investigando como o modelo de governança corporativa do Grupo Ser Educacional S.A. opera como mecanismo de subordinação da atividade educacional e do trabalho docente à lógica de valorização do capital, no período de 2018 a 2023. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, com uso complementar de dados quantitativos secundários, e articula as categorias de financeirização, mercantilização, governança corporativa, plataformização e precarização do trabalho. Os resultados demonstram que a racionalidade financeira não permanece circunscrita à administração da companhia, mas penetra a organização pedagógica, a infraestrutura acadêmica e as condições materiais do trabalho docente por meio de quatro movimentos estruturantes: (1) a plataformização e gestão algorítmica do ensino, que reduz a autonomia docente e intensifica a exploração do trabalho; (2) a acumulação por aquisição e concentração de mercado; (3) a financeirização da vida estudantil por meio da fintech B.UNI e do chamado "ecossistema educacional"; e (4) a racionalização espacial, expressa na devolução de imóveis e na precarização da infraestrutura acadêmica. Estudos empíricos sobre instituições do grupo evidenciam intensificação do trabalho docente, superlotação de turmas, insegurança salarial e perda de autonomia pedagógica. Conclui-se que existe uma contradição estrutural entre as finalidades formativas da educação superior e a lógica de valorização que orienta uma companhia aberta, e que os indicadores regulatórios de qualidade são incapazes de capturar essa deterioração.

Fonte

Fonte URI

Disponível na internet via correio eletrônico: bibhumanas@ufpa.br