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  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Análise paleoambiental e diagenética dos arenitos carboníferos da Formação Poti da Bacia do Parnaíba, região de Nazaré do Piauí - PI
    (2018-11-21) ARAÚJO, Bruno Eduardo Oliveira de; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998
    A Formação Poti é representada pelos depósitos siliciclásticos da parte superior da Sequência Mesodevoniana-Eocarbonífera da Bacia do Parnaíba. É composta por arenitos finos a médios, com estratificação cruzada sigmoidal, estratificação planoparalela, laminação cruzada cavalgante supercrítica, além de laminações convolutas e estruturas de sobrecarga, intercalados com siltitos avermelhados associados como parte de um sistema deltaico. A análise de fácies e a petrografia de arenitos aflorantes na região de Nazaré do Piauí (PI) possibilitaram a reconstituição paleoambiental e elaboração da sequência de eventos diagenéticos que afetaram essas rochas. Foram identificadas sete fácies, agrupadas em duas associações de fácies, AF1 e AF2. A associação de frente deltaica – AF1 apresenta uma sucessão de 30 metros com padrão granocrescente ascendente disposta em corpos com estratificações de médio porte, lateralmente extensos e formados por fluxo unidirecional. AF1 reúne seis fácies: arenito com estratificação cruzada sigmoidal (As), arenito com estratificação cruzada complexa (Aec), arenito com laminação cruzada cavalgante supercrítica (ASc), arenito maciço (Am), arenito com laminação plano-paralela (ASp) e pelilo maciço (Pm). A associação de fácies prodelta – AF2 representa um ambiente deposicional de mais baixa energia em comparação à AF1, com predomínio de deposição por decantação. AF2 reúne cinco fácies: arenito com estratificação cruzada sigmoidal (As), pelito com laminação plano-paralela (Pp), arenito com estratificação cruzada complexa (Aec), arenito com laminação planoparalela (ASp), arenito com laminação cruzada cavalgante supercrítica (ASc). As medidas de paleocorrentes obtidas na fácies As indicam migração dessas formas para NW da Bacia do Parnaíba. Os arenitos apresentam granulometria fina a média, moderadamente selecionados e subangulosos, constituídos por quartzo monocristalino e policristalino, feldspatos (plagioclásio e microclina) e fragmentos de chert. Além de matriz argilosa, por vezes envolta em grãos de quartzo (coatings), minerais pesados (zircão, turmalina) e minerais opacos. Os principais tipos de cimentos são de óxido/hidróxido de Fe e carbonático (calcítico). Os contatos entre os grãos são essencialmente retos, pontuais, côncavo-convexos e tríplices. Os poros são intergranulares e em menor quantidade intragranulares, móldicos, alongados e agigantados. A Eodiagênese é marcada pela compactação mecânica expressa em micas ontorcidas/esmagadas por grãos de quartzo, formando pseudomatriz, infiltração de argila (coatings) e alteração de feldspatos para argilominerais. O início da mesodiagênese é indicado pela compactação química e marcada pelos contatos viii côncavo-convexos, formação de cimento carbonático e geração de porosidade secundária bem marcada pelos poros móldicos, agigantados e intragranulares. Na telodiagênese, houve precipitação de cimentos de óxido/hidróxido de Fe, por vezes preenchendo completamente os poros (porefilling) e consequente diminuição da porosidade secundária.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização petrográfica dos basaltos da Região de Tucuruí-PA
    (2011) CUNHA, Rômulo Gustavo Borges da; GORAYEB, Paulo Sergio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4309934026092502
    O trabalho tem como área geográfica a região de Tucuruí no nordeste do Estado do Pará, mais especificamente a área da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e arredores. Geologicamente faz parte do Cinturão Araguaia cuja unidade litoestratigráfica principal na área é o Grupo Tucuruí o qual compreende uma sucessão magmática-sedimentar do Neoproterozóico. O estudo tem como enfoque a caracterização geológica e petrográfica das rochas basálticas e associadas do grupo Tucuruí com objetivo de definir os litotipos, caracterizar a natureza desse magmatismo e situá-los no contexto evolutivo do Cinturão Araguaia. A análise petrográfica, envolveu descrição de amostra de mão e de lâminas delgadas sob microscopia ótica das principais rochas coletadas, análises texturais/microestruturais, caracterização de minerais essenciais, acessórios e secundários e a classificação dos litotipos. Estes estudos foram complementados por microscopia eletrônica de varredura. Com este estudo foi ampliado o conhecimento desta sucessão de derrames basálticos tão pouco estudados, porém com diversas ocorrências na referida região. Os basaltos estudados constituem uma secessão de pelo menos dois derrames intercalados aos arenitos arcosianos, tendo espessura de aproximadamente 15 m. Os estudos petrológicos revelaram três grupos petrográficos incluindo basaltos maciços, basaltos amigdaloidais e brechas de derrame. Além disso, é possível ainda, caracterizar subtipos pelas variações mineralógicas e texturais. Os basaltos maciços representam as rochas mais expressivas e ocorrem em diversas partes da área do Grupo Tucuruí. Petrograficamente os basaltos são afaníticos, de cor cinza esverdeada, homogênea e maciça e com fraturamento conchoidal. No geral apresenta textura intergranular e intersetal. Os basaltos amigdaloidais são de cor cinza escura, heterogênea, maciça, afanítica, de granulação muito fina e fratura conchoidal. Do ponto de vista textural esta rocha apresenta variação de tipos, destacando as texturas intergranular, intersetal e amigdaloidal. Na primeira, a mineralogia essencial composta de plagioclásio e clinopiroxênio, é envolvida por material vítreo, assim como os minerais opacos como acessórios e, secundariamente, epidoto e clorita. Na segunda, o clinopiroxênio preenche os espaços entre as ripas de plagioclásio, logo o arranjo se caracteriza como sendo de textura intergranular. Esta última, preferencialmente, demarca zonas superiores do derrame e caracteriza-se por apresentar amígdalas com diâmetros de dimensões entre 2 a 7 mm preenchidas por minerais de baixa temperatura (clorita, quartzo e epidoto). Os fragmentos constituintes desta brecha magmática são de arenitos e basaltos com dimensões que variam de 1 a 10 cm. Eles são bastante irregulares, onde os fragmentos angulosos do arenito estão englobados pelo basalto. Os fragmentos de arenitos são de cor cinza avermelhado escuro, granulação muito fina e fortemente brechados com veios de quartzo de dimensões milimétricas. As porções basálticas da brecha têm cor cinza escuro, afanítica, homogêneo, maciço, apresentando textura intergranular. A mineralogia essencial é composta de plagioclásio, clinopiroxênio e subordinadamente minerais opacos. Como conclusão eles representam um evento vulcânico de natureza basáltica, provavelmente toleítica do final do Neoproterozóico, que não tem correspondente conhecido na literatura do Cinturão Araguaia, e tem características totalmente diferentes dos outros magmatismos basálticos de natureza oceânica reconhecido no Cinturão Araguaia.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização petrográfica e minerográfica do Granito Velho Guilherme, Província Estanífera do Sul do Pará.
    (2021-12-21) PINTO, Rubens Werner Matheus Brito; MACAMBIRA, Joel Buenano; http://lattes.cnpq.br/4842128592488825
    A cassiterita é o principal mineral de minério de estanho explorado no mundo. A área de ocorrência dos granitos estaníferos da Suíte Intrusiva Velho Guilherme, no contexto da Província Estanífera do Sudeste do Pará (PESP), se dá ao entorno da região sul-sudeste do Estado do Pará, entre os municípios de Tucumã e São Félix do Xingu. O Granito Velho Guilherme está estabelecido no contexto do Domínio Rio Maria a sul da cidade de Tucumã e dispõe de uma forma semicircular com uma área de exposição de aproximadamente 80km2. Este trabalho tem como objetivo descrever, detalhadamente, as principais feições texturais dessas rochas e obter interpretações sobre processos genéticos do minério presente nas mesmas, além de caracterizar a composição mineralógica essencial e suas fases acessórias. Com a análise foi possível individualizar três fácies distintas, sendo elas: (I) micromonzogranito, (II) granito com anfibólio e (III) granito com biotita, onde a ocorrência do minério de estanho (cassiterita) ocorre apenas na fácies granito com biotita. A conclusão é baseada essencialmente em interpretações texturais juntamente com dados geoquímicos da literatura e indica que a evolução da cristalização do granito iniciou com a cristalização da fácies micromonzogranito e depois com a fácies granito com anfibólio e finalmente a formação da cassiterita ocorreu em condições de média a baixa temperatura na fácies granito com biotita. Também é apresentada uma avaliação do potencial da rede de drenagem para depósitos secundários de cassiterita. Palavras-chave: petrografia; minerografia; cassiterita; granitos estaníferos; Granito Velho Guilherme.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    A caracterização petrográfica e química do Diabásio Penatecaua, na região de Monte Alegre (PA)
    (2010) DUTRA, Alessandra de Cássia dos Santos; NASCIMENTO, Rosemery da Silva; http://lattes.cnpq.br/9987948688921732
    Na Bacia Sedimentar do Amazonas, na região de Monte Alegre, oeste do Estado Pará ocorrem soleiras e diques de diabásios intrudidos em rochas da megassequência paleozóica da bacia, com destaque para a porção centro-sul da área, onde estas rochas compõem a proeminente Estrutura Dômica de Monte Alegre. Estas rochas conhecidas como Diabásio Penatecaua são evidências de um expressivo magmatismo básico atuante no Jurássico Inferior, relacionado à ruptura do Pangea e abertura do Atlântico Central. Associadas às rochas básicas de mesma idade que ocorrem nos demais continentes no entorno do referido oceano, as rochas da região de estudo constituem a Província Magmática do Atlântico Central (CAMP). Os objetivos deste trabalho foram o detalhamento da caracterização petrográfica e geoquímica destas rochas. Com base em aspectos mineralógicos e texturais foram individualizados três grupos que são diabásios, olivina-diabásios e olivina basaltos, onde os dois primeiros possuem granulação média e grossa além de uma ampla variação textural que no entanto, é dominantemente subofítica, enquanto os olivina basaltos são porfiríticos e possuem material desvitrificado. Os três grupos são compostos essencialmente por labradorita e pigeonita, enquanto minerais opacos e olivina (quando presente) são varietais e apatita é um acessório. Quanto aos aspectos geoquímicos, em diagramas de classificação estas rochas seguem um trend de basaltos a basaltos andesíticos de afinidade toleítica e com assinaturas geoquímicas, típicas de ambiente intracontinental, provavelmente derivadas de uma fonte mantélica enriquecida com limitada ou nenhuma contaminação crustal. Considerando a razão FeOt/MgO como índice de diferenciação em relação ao TiO2, a maior parte das rochas estudadas pode ser correlacionada ao grupo de toleítos com alto teor de Ti da CAMP, sendo necessários ainda um maior número de análises químicas, para uma correlação mais precisa.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Coleta e sistematização de dados geológicos da Folha Santa Quitéria (SB-24-V-B-I) Região Central do Ceará.
    (2018) COSTA, Vedrana Celi Lima; ABREU, Francisco de Assis Matos de; http://lattes.cnpq.br/9626349043103626
    A cartografia geológica básica é uma atividade que no Brasil ainda perdurará por muitos anos, haja vista que o País acaba de chegar aos 30% do seu território mapeado nas escalas de 1:250.000 e 1:100.000. Foi realizado na Folha um mapeamento geológico complementar na escala de 1:100.000 em parte das áreas não cobertas com foco na descrição de afloramentos, enfatizando em seus aspectos litológicos e estruturais acompanhado de coleta sistemática de amostras para estudos petrográfico. A área de estudo está inserida no contexto geológico do Domínio Ceará Central (DCC), Província Borborema. Sua evolução geológica está fortemente relacionada à formação do Complexo Tamboril-Santa Quitéria, o qual, de acordo com Fetter et al. (2003), provavelmente representa um remanescente de arco continental Brasiliano. O tratamento dos dados obtidos em campo junto com as análises petrográficas das rochas coletadas nos permitiu propor que os gnaisses do complexo Tamboril-Santa Quitéria (hornblenda-biotita gnaisse e muscovita-biotita gnaisse) são predominantemente ortoderivados e alcançaram sua paragênese em torno de 550-750°C (fácies anfibolito) num sistema de metamorfismo regional. Esse processo foi acompanhado pelo espessamento crustal neoproterozóico, decorrente da Orogenia Brasiliana, o qual produziu também as feições migmatíticas frequentemente observada nessas rochas. A formação dos corpos ígneos e a colocação do magma que os gerou ocorreram em, pelo menos, dois instantes de ascensão magmática. O primeiro pulso formou o protólito do corpo metagranitóide que foi posteriormente deformado pelo efeito do metamorfismo regional atuante nos gnaisses encaixantes do complexo Tamboril-Santa Quitéria. Foram, deste modo, associados à suíte intrusiva brasiliana sin a tardi-orogênica que ocorre na Província Borborema com idades de 620 a 580 Ma (Bizzi et al, 2003). O segundo momento de ascensão magmática foi responsável pela formação do Granito Pajé de idade 522 ± 12 Ma (Tavares Júnior, 1992) que, como observado em imagem SRTM, truca segmentos estruturais do terreno. Uma injeção precoce do magma formador do Granito Pajé pode ter gerado o biotita sienogranito Tamboril -Santa Quitéria, pois os dois apresentam características mineralógica e petrográfica semelhantes, como por exemplo, mesma composição sienogranítica, presença de autólitos máficos e proporção similar de minerais acessórios como a biotita.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Estudo petrográfico e diagenético dos arenitos do Parque Nacional de Sete Cidades - Formação Cabeças
    (2022-02-21) BRASIL, Fábio Luiz Moreira; NASCIMENTO, Rosemery da Silva; http://lattes.cnpq.br/9987948688921732; https://orcid.org/0000-0001-8934-8502
    O presente estudo é parte integrante do Projeto de Pesquisa Estudos Mineralógico e Petrológico desenvolvido dentro do Grupo PET-Geologia-UFPA em parceria com o Grupo de Análises de Bacias Sedimentares da Amazônia (GSED) e apresenta essencialmente resultados de levantamento bibliográfico e analíticos de arenitos que afloram no Parque de Sete Cidades no estado do Piauí dentro da Bacia da Parnaíba. Os dados analíticos foram obtidos por meio de análises petrográficas e de catodoluminescência em amostras de arenitos da Formação Cabeças coletados no Parque Nacional de Sete Cidades (PI) que pertencem ao acervo da FAGEO-IG-UFPA. Foram descritas, a mineralogia e textura destes arenitos, a fim discutir sobre os processos diagenéticos que deram origem a estas rochas. A partir das descrições petrográficas e de catodoluminescência foi possível discutir sobre a proveniência dos constituintes do arcabouço da rocha, assim como a origem do cimento, os tipos de poros e as relações de contato entre os tipos de grãos. Macroscopicamente, as amostras de arenitos estudadas são maciças, de cor branca, granulometria fina e composição predominante de quartzo. Enquanto que nas descrições microscópicas, as lâminas apresentam em seu arcabouço: 1) constituintes detríticos – quartzo monocristalino (96%) de forma predominante, além de fragmentos de rochas (2%) e feldspatos (2%); 2) constituintes diagenéticos – cimento de óxido-hidróxido de ferro e sobrecrescimento de sílica. Ocorrem ainda poros de origem primária e secundária (por dissolução) e uma pequena quantidade de argila infiltrada em volta dos grãos de quartzo. Quanto à sequência diagenética deste arenito, foi possível observar os processos eodiagenéticos, considerando a formação de cutículas de argila, além dos processos mesodiagenéticos, com a compactação mecânica (micas contorcidas e pseudomatriz) e química (contatos côncavo-convexos). A formação de cimento de óxido-hidróxido de ferro pode estar relacionada a processos telodiagenéticos. Com base nas estimativas percentuais dos três principais constituintes do arcabouço (quartzo, fragmento de rocha e feldspato) é possível classificar estes arenitos como quartzoarenitos.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Fosforitos da Formação Plaeners, Grupo Guadalupe, Sogamoso - Boyacá, Colômbia
    (2022-12-22) CAMPOS, Lucas Manaças; SOARES, Joelson Lima; http://lattes.cnpq.br/1345968080357131; https://orcid.org/0000-0003-3683-523X
    O Grupo Guadalupe corresponde a uma sequência siliciclástica depositada em ambiente marinho a transicional. Localmente, em Boyacá (Colômbia), há afloramentos da Formação Plaeners (Campaniano Superior ao Maastrichtiano Inferior), associados a litofácies de pelitos, arenitos, cherts e fosforitos. Seis amostras foram coletadas dessa unidade na cidade de Sogamoso (Boyacá). O arcabouço dessas rochas é composto principalmente de pellets fosfáticos, bioclastos e quartzo, indicando atividade biológica, e cimentado principalmente por fluorapatita e calcita. Portanto, essas rochas podem ser classificadas como biofosfalutitos, biofosfoarenitos e pelfosfoarenitos, que indica deposição marinha em áreas de ressurgência com presença de águas com alto conteúdo de fósforo e nitrogênio.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Geologia e petrografia do maciço granítico igarapé Marcondes, sudoeste do Pará
    (2012) SANTOS, Rodrigo Fabiano Silva; LEMOS, Ronaldo Lima; http://lattes.cnpq.br/2819614699555747
    O maciço granítico Igarapé Marcondes está localizado a 8 km ao norte do povoado de Moraes Almeida, município de Itaituba, sudoeste do Pará. Está inserido no Domínio Tapajós da província geocronológica Tapajós-Parima, sudoeste do Cráton Amazônico. O corpo batolítico com aproximadamente 316 km² aflora por meio de lajedos, blocos localizados ao longo dos cursos de água, estradas vicinais e em encostas de morros que atingem até 600 m de altura. Estudos petrográficos, que tiveram como base descrições mesoscópicas e microscópicas, somados aos dados de campo e aerogeofísicos (aerogamaespectrometria e aeromagnetometria) possibilitaram a separação do maciço em dois grandes conjuntos: um formado por rochas monzograníticas e sienograníticas correlacionadas a Suíte Intrusiva Maloquinha e outro por rochas granodiríticas e monzograníticas correlacionadas a Suíte Intrusiva Parauari. As rochas da Suíte Maloquinha são representadas por rochas isotrópicas, de textura fanerítica, holocristalinas, hololeucocráticas e leucocráticas, inequigranulares, de granulação média, localmente grossa, e coloração rosada, constituídas essencialmente por quartzo, ortoclásio e plagioclásio (An12-30). A mineralogia essencial e os minerais máficos anfibólio e biotita permitiram a individualização dos tipos biotita monzogranito, biotita-anfibólio monzogranito e biotita sienogranito. Análises de imagens de aerogamaespectrometria revelam que as rochas da Suíte Maloquinha apresentam elevada radiação. Rochas localizadas na porção norte e que foram classificadas como granitos pórfiros são correlacionados, neste trabalho, a Suíte Maloquinha, uma vez que essa unidade é tida na literatura como formada por granitos rasos comumente associados a corpos subvulcânicos. A Suíte Intrusiva Parauari é formada por rochas isotrópicas de composição monzogranítica a granodiorítica, textura fanerítica, coloração cinza esbranquiçada compostas essencialmente por quartzo, ortoclásio e plagioclásio (An25-34), tendo como minerais máficos a biotita e o anfibólio. Na porção noroeste foi identificado um dique de diabásio cuja orientação, N40E, foi aferida com base em uma imagem aeromagnetométrica (sinal analítico). As rochas encaixantes são representadas por rochas vulcânicas do Grupo Iriri. A Formação Salustiano é representada por riolitos que se apresentam maciços com textura porfirítica e matriz afanítica de coloração róseo escuro e fenocristais de quartzo, ortoclásio e plagioclásio. O anfibólio ocorre como mineral máfico. A Formação Aruri é representada por tufos riolíticos que apresentam textura piroclásticas com fragmentos de cristais (plagioclásio, ortoclásio, quartzo) além de fragmentos de rocha com granulação lapilli. A matriz mostra intensa recristalização evidenciada por esferulitos.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Geologia, petrografia e geocronologia do granito São João, Província Carajás, SSE do Pará
    (2011) LIMA, Paulo Henrique Araújo; LAMARÃO, Claudio Nery; http://lattes.cnpq.br/6973820663339281
    O Granito São João (GSJ) é um batólito anorogênico subcircular com aproximadamente 200 km² de área que secciona unidades trondhjemíticas e leucograníticas arqueanas do Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria. Está localizado entre as cidades de Água Azul do Norte e Bannach, na porção sudeste do Cráton Amazônico, nos domínios da Província Carajás. É formado essencialmente por rochas monzograníticas e sienograníticas isotrópicas, de coloração rosada e avermelhada, pobres em minerais máficos, constituídas essencialmente por quartzo, álcali-feldspato e plagioclásio, tendo anfibólio e biotita como minerais varietais e zircão, apatita, allanita e minerais opacos como principais fases acessórias. Apresentam granulação dominantemente média a grossa, localmente fina. Afloram na forma de pequenas serras, grandes blocos e lajedos frequentemente fraturados. Estudos petrográficos, que tiveram como base descrições macroscópicas, microscópicas e análises de MEV/EDS dos litotipos encontrados, possibilitaram a separação preliminar do granito em quatro fácies petrográficas distintas: anfibóliobiotita monzogranito (ABMG), biotita monzogranito (BMG), anfibólio-biotita sienogranito (ABSG) e biotita sienogranito (BSG). Dentre as rochas monzograníticas, as da fácies BMG são as mais abundantes. Afloram, mais significativamente, na porção centro oeste do corpo, com algumas ocorrências a norte e a sudeste. As rochas da fácies ABMG ocorrem de forma dispersa nas porções leste, sudoeste e centro-oeste do corpo. Já as rochas sienograníticas (ABSG e BSG) foram identificadas preferencialmente nas porções mais externas do granito, sendo a fácies BSG restrita à borda oeste e a fácies ABSG à borda leste, com algumas ocorrências a norte e a sudeste. Zircões do BMG foram selecionados para datação através do método de evaporação de Pb. Dentre os cristais analisados, cinco revelaram idade média de 1890±2 Ma, interpretada como a idade de cristalização do corpo. A idade obtida é similar àquela do Granito Seringa (1895±1 Ma). Devido apresentar semelhanças petrográficas, de química mineral (EDS/MEV) e geocronológicas com as rochas do Granito Seringa, localizado imediatamente a oeste, e com granitos da suíte Serra dos Carajás, o Granito São João pode ser enquadrado, mesmo que preliminarmente, nessa importante suíte granitóide.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Geologia, petrografia e microscopia eletrônica de varredura, do granodiorito grotão, Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria, Sudeste do Estado do Pará
    (2013) SANTOS, Regiane Roberta Trindade; LEITE, Albano Antonio da Silva; http://lattes.cnpq.br/1459658575610491; LAMARÃO, Claudio Nery; http://lattes.cnpq.br/6973820663339281
    O Granodiorito Grotão está situado à sudeste de Xinguara ou à noroeste de Rio Maria, sudeste do estado do Pará. É representado por biotita granodioritos de idade arqueana. O mapeamento geológico permitiu definir melhor a distribuição espacial dessa unidade, que aflora na forma de blocos abaulados e lajeiros, por vezes cortado por diques máficos na direção N-S. Em decorrência disso, o mapa geológico com a área de ocorrência do Granodiorito Grotão foi redefinido. Macroscopicamente essas rochas são isotrópicas, apresentam granulação média e coloração cinza claro. Os dados modais quando plotados no diagrama Q-A-P, incidem exclusivamente no campo das rochas granodioríticas. A mineralogia essencial dessas rochas é constituída dominantemente por plagioclásio, quartzo e feldspato potássico, tendo a biotita como único mineral ferromagnesiano. O conteúdo médio de minerais máficos é de 4,5%, essas rochas são classificadas como leucocráticos. Análises de MEV-EDS em zircões e biotita do Granodiorito Grotão mostraram diferenças significativas quando comparadas com zircões e biotitas do Granodiorito Rio Maria, permitindo sugerir que se trata de unidades geológicas distintas.
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