Obtenção de celulose a partir de fibras do fruto do Açaí (Euterpe Oleracea Mart)

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

10-12-2025

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Citar como

COSTA, Leonardo José Biasi. Obtenção de celulose a partir de fibras do fruto do Açaí (Euterpe Oleracea Mart). Orientador: Edinaldo José de Sousa Cunha. 2026. 61 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Engenharia de Materiais) – Faculdade de Engenharia de Materiais, Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9087. Acesso em:.
Compósitos com biopolímeros reforçados com fibras naturais são conhecidos como biocompósitos. Tais materiais são grandemente estudados devido serem biodegradáveis e possuir um custo de produção menor em comparação a materiais utilizados em grande quantidade na indústria. O açaí se destaca nos estudos para essa aplicação por ser grandemente descartado a partir da extração do seu suco. Em vista disso, este trabalho busca caracterizar fibras de açaí, extraídas a partir do descarte e tratadas em diversos tipos de tratamento, para avaliar suas possíveis aplicações. Primeiramente, as fibras foram trituradas em micromoinho, localizado no Laboratório Labfilme, e posteriormente peneiradas em peneiras de 200 mesh. Em seguida, nas amostras separadas, foram feitos respectivamente, tratamentos alcalinos, com hidróxido de sódio (NaOH), branqueamentos, com peróxido de hidrogênio (H2O2) e hipoclorito de sódio (NaClO) e ácidos, com ácido sulfúrico (H2SO4), em concentrações diferentes. Ao final, foram obtidas 9 amostras, sendo elas nomeadas de FA1 a FA9, onde FA1 é a fibra sem tratamento, FA2 passou somente por tratamento alcalino, FA3, FA4 e FA5 passaram por tratamento alcalino e branqueamento a concentrações diferentes de peróxido de hidrogênio, FA6, FA7 e FA8 por tratamento alcalino, com concentrações diferentes de hidróxido de sódio e branqueamento com hipoclorito de sódio e a amostra final, FA9, por tratamento alcalino, branqueamento com hipoclorito de sódio e ácido. Após o fim dos tratamentos, as amostras foram analisadas a partir de Espectroscopia de Dispersão de Energia de Raios X (EDS), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e Difração de Raios X (DRX). A partir do EDS, foi analisada a amostra FA1, evidenciando a caracterização da composição da fibra, mostrou uma presença significativa de cálcio (Ca), carbono (C), oxigênio (O) e silício (Si). Com o DRX foi possível confirmar o aumento da cristalinidade após o tratamento. Já no MEV, notou-se uma melhor remoção da camada superior das fibras em FA6, FA7 e FA8 e em FA9 houve uma degradação maior das regiões amorfas da fibra, possibilitando a visualização de fibrilas finas e alongadas.

Fonte

Disponível na internet via Sagitta

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