Distribuição espacial e temporal do fitoplâncton no estuário Emboraí Velho, Augusto Corrêa (Pará, Brasil)

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

19-06-2026

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RAMOS, Anailma da Silva. Distribuição espacial e temporal do fitoplâncton no estuário Emboraí Velho, Augusto Corrêa (Pará, Brasil). Orientador: Rauquírio Marinho da Costa; Coorientador: João Victor de Moraes Souza Pinheiro. 2026. 36 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais) – Faculdade de Ciências Naturais. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9703. Acesso em: .
Este estudo objetivou determinar a dinâmica espacial e temporal da biomassa e composição florística planctônica, assim como as inter-relações desta comunidade com as variáveis hidrológicas do estuário Emboraí Velho. Amostragens foram realizadas simultaneamente em ciclos nictimerais de 25 horas, durante marés de sizígia, em duas estações fixas (E1 e E2), no mês de abril (período chuvoso) e dezembro (período seco) de 2019. Os dados de temperatura, salinidade e turbidez foram obtidos a partir de CTDs. O pH, oxigênio dissolvido (OD) e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrato, nitrogênio total, ortofosfato, fósforo total e silicato) foram obtidos a partir da análise de amostras d’água coletadas com garrafas oceanográficas de Niskin. O fitoplâncton foi coletado através de redes cônicas de plâncton (malha de 64 μm). Amostras destinadas ao estudo quantitativo foram obtidas a partir de garrafas oceanográficas de Niskin. Foi constatada uma evidente variação sazonal da precipitação, com período chuvoso e seco bem definidos, conforme evidenciado pela média histórica dos últimos 20 anos anteriores. A temperatura, salinidade, pH, oxigênio dissolvido, nitrato, ortofosfato, nitrogênio total e silicato apresentaram padrões de distribuição sazonais, desde variações mais sutis, como observado para a temperatura, até variações mais destacadas, como constatado para a salinidade. A clorofila-a, indicadora de biomassa fitoplanctônica, não apresentou variação significativa em sua distribuição espacial e sazonal. Foram identificados 158 táxons fitoplanctônicos, com destaque para o filo Bacillariophyta (91%). A densidade total variou entre 213.981 ± 141.005 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em abril (período chuvoso), e 2.265.417 ± 1.097.851 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). A espécie de maior destaque, Cymatosira belgica, variou de 177.054 ± 81.785 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E1, em abril (período chuvoso), a 2.053.375 ± 1.027.941 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). Os dois primeiros eixos da ACC explicaram 27,9% da variação dos dados. Das 13 variáveis testadas, apenas três foram significativas. A análise integrada das variáveis abióticas e biológicas evidenciou como fatores hidrológicos, sobretudo a precipitação pluviométrica, regulam as variações do sistema, incluindo a salinidade e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrogênio total e ortofosfato), refletindo diretamente sobre o metabolismo, desenvolvimento e ecologia do fitoplâncton.

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