Trabalho e prática docente no projeto Lúcia Esperança/Melb: uma experiência com educação formal e não formal

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

12-09-2025

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Citar como

PINHEIRO, Andressa Flávia Lopes. Trabalho e prática docente no projeto Lúcia Esperança/Melb: uma experiência com educação formal e não formal. Orientadora: Maria Izabel Alves dos Reis. 2025. 22 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Pedagogia) – Faculdade de Educação, Instituto de Ciências da Educação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9185. Acesso em:.
Este relato de experiência analisa o trabalho e a prática docente desenvolvidos no Projeto Lúcia Esperança – MELB, instituição comunitária que atende crianças da Educação Infantil em situação de vulnerabilidade social, em um espaço não escolar. O estudo busca compreender como se configuram as práticas pedagógicas nesse contexto, articulando dimensões da educação formal e não formal, e evidenciando desafios e avanços. A pesquisa adota abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, fundamentada na vivência da pesquisadora em dois momentos distintos: como criança atendida em atividades artísticas e, posteriormente, como voluntária no acompanhamento pedagógico. Utilizaram-se como instrumentos o diário de campo, a observação participante e documentos institucionais, analisados à luz da categorização temática (Bardin, 2016) e de referenciais como Freire (1996), Gohn (2010), Arroyo (2012) e Libâneo (2012). Os resultados indicam que, embora o MELB não integre a rede pública de ensino, organiza-se de forma semelhante à escola formal, garantindo rotina pedagógica estruturada, uso de uniforme, materiais escolares e alimentação. Simultaneamente, preserva características da educação não formal, como flexibilidade, vínculo comunitário e valorização da afetividade. Esse hibridismo confere ao projeto dupla função: democratizar o acesso ao conhecimento e, ao mesmo tempo, denunciar lacunas das políticas públicas de Educação Infantil na região. Conclui-se que o MELB constitui território legítimo de formação, no qual a prática docente se reinventa em diálogo com as demandas locais, configurando-se como espaço de resistência e de promoção da emancipação social.

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