O uso da cidade como sala de aula: contribuições para o ensino de Geografia Urbana na Educação Básica

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

22-01-2026

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Citar como

SOUZA, Jonas Gabriel Dias de. O uso da cidade como sala de aula: contribuições para o ensino de Geografia Urbana na Educação Básica. Orientador: Enilson da Silva Sousa. 2026. 24 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Geografia) – Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9349. Acesso em:.
Este artigo analisa as potencialidades de utilizar a cidade como sala de aula no ensino de Geografia Urbana na Educação Básica. A pesquisa destaca a importância de práticas pedagógicas que articulam território, vivência e conteúdo da BNCC, especialmente no contexto da Amazônia. Através de autores como Cavalcanti e Straforini, o trabalho defende que a cidade seja um laboratório vivo, permitindo ao estudante desenvolver leitura crítica sobre processos socioespaciais contemporâneos, como segregação, centralidades e identidades culturais. A especificidade amazônica é central na discussão, abordando cidades marcadas pela influência dos rios, diversidade socioambiental e desigualdades históricas. Metodologias como a deriva urbana, o estudo do trajeto casa-escola e a análise de grafites são sugeridas para aproximar o saber acadêmico do cotidiano dos alunos. Tais estratégias fortalecem a autonomia intelectual e a percepção de que o urbano é uma produção social em constante disputa. Além disso, o texto integra a teoria das representações sociais e a perspectiva ambiental, enfatizando as interações entre sociedade e natureza na região. Na conclusão, o autor reflete sobre ensino de Geografia no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), identificando-o como campo de disputas ontológicas. Embora garanta o acesso à educação em áreas remotas, o modelo enfrenta desafios estruturais e precarização. Propõe-se um paradigma decolonial que valorize saberes locais, transformando a escola em espaço de resistência e formação cidadã emancipada. Assim, a cidade-sala de aula reafirma o potencial da Geografia situada para compreender a complexidade amazônica, promovendo aprendizagens emancipatórias frente às contradições históricas da urbanização regional contemporânea e fortalece a autonomia intelectual do aluno e potencializa a utilização da realidade urbana presente na Amazônia.

Fonte

Disponível na internet via Sagitta

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