Uso e cobertura da terra na fronteira amazônica: a expansão da pecuária na microrregião de Parauapebas (Pa)

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

11-02-2026

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CAMPOS, Camilly Serrão. Uso e cobertura da terra na fronteira amazônica: a expansão da pecuária na microrregião de Parauapebas (Pa). Orientador: Daniel Araújo Sombra Soares. 2026. 38 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Geografia) – Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9231. Acesso em:.
Este artigo analisa o papel da pecuária bovina extensiva na transformação dos padrões de uso e cobertura da terra na Microrregião de Parauapebas, localizada no sudeste do estado do Pará, no contexto da fronteira amazônica. O problema de pesquisa centra-se em compreender de que maneira a expansão da pecuária tem reconfigurado o território nas últimas três décadas e produzido desdobramentos socioambientais, especialmente associados ao desmatamento, à degradação ambiental e aos conflitos fundiários. O objetivo geral é analisar as transformações territoriais e socioambientais associadas à expansão da pecuária extensiva na região. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem mista, articulando análise qualitativa do processo histórico de ocupação territorial com procedimentos quantitativos baseados em dados cartográficos e estatísticos. Foram utilizados dados de uso e cobertura da terra do projeto MapBiomas, coleção 10, referentes aos anos de 1995, 2005, 2014 e 2024, organizados em recortes temporais de aproximadamente dez anos, em consonância com os marcos legais do Código Florestal de 1965 e do Novo Código Florestal de 2012. A análise espaço-temporal foi realizada por meio do cruzamento de dados matriciais, complementados por informações do IBGE, SEMAS-PA, FUNAI e ICMBio, processados em ambiente de geoprocessamento no software ArcGIS 10.4.1. Os resultados evidenciam que o período entre 1995 e 2005 concentrou a conversão mais intensa de áreas florestais em pastagens, configurando a pecuária como principal vetor de transformação da paisagem. Os resultados evidenciam que o período entre 1995 e 2005 concentrou a conversão mais intensa de áreas florestais em pastagens, com perda de aproximadamente 4.915 km² de floresta, configurando a pecuária como principal vetor de transformação da paisagem. Nos períodos posteriores, observa-se a consolidação da matriz pecuária, associada à expansão da mineração e da agricultura, bem como a concentração dos remanescentes florestais em unidades de conservação. Conclui-se que a dinâmica territorial da Microrregião de Parauapebas expressa as contradições de um modelo de desenvolvimento baseado no uso extensivo da terra, no qual a fragilidade da governança territorial e ambiental aprofunda desigualdades socioespaciais e compromete a conservação dos ecossistemas amazônicos.

Fonte

Disponível na internet via Sagitta

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