Uso e conservação de sementes tradicionais e diálogo de conhecimentos

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

05-03-2026

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Tipo de acesso

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Citar como

GONÇALVES, Odenize Pena. Uso e conservação de sementes tradicionais e diálogo de conhecimentos. Orientadora: Carla Giovana Souza Rocha. 2026. 30 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciado em Educação do Campo) - Faculdade de Etnodiversidade, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Porto de Moz, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9427. Acesso em:.
O presente trabalho tem como objetivo geral compreender as práticas de uso, guarda e troca de sementes tradicionais por ribeirinhos quilombolas do Quilombo Flexinha. A comunidade Santa Luzia do Quilombo Flexinha está localizada às margens do rio Amazonas, município de Gurupá, Pará. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo usando a técnica de entrevista semiestruturada com nove famílias, conduzidas diretamente nas residências dos interlocutores-chave da comunidade. Foi realizada uma oficina de devolutiva dos resultados da pesquisa e debate sobre o tema na comunidade Santa Luzia. Os dados indicam que, apesar do crescente uso de sementes comerciais híbridas ou transgênicas, especialmente no plantio de milho, existe ainda um esforço significativo por parte da comunidade em manter práticas tradicionais de conservação de suas próprias sementes. Cultivos como mandioca, frutíferas nativas, tubérculos e uma grande variedade de plantas alimentícias continuam sendo cultivadas e suas sementes armazenadas com técnicas herdadas das gerações anteriores, com práticas que demonstram um profundo conhecimento sobre o ambiente local e uma forte ligação com a terra, evidenciando a importância das sementes tradicionais como elementos essenciais da cultura e da identidade comunitária. A oficina voltada à valorização das sementes tradicionais confirmou um ponto muito preocupante: os moradores da comunidade estão substituindo as sementes tradicionais pelas sementes transgênicas.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br