Metodologias no ensino de Geografia para pessoas surdas na Educação Básica: narrativas docentes

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

27-02-2026

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SILVA, Vitória Samantha Conceição da. Metodologias no ensino de Geografia para pessoas surdas na Educação Básica: narrativas docentes. Orientador: Gabriel Matheus Lucena de Souza. 2026. 28 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Geografia) – Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9297. Acesso em:.
A presente pesquisa parte do pressuposto de que a Geografia, enquanto componente curricular essencial à formação do pensamento crítico e da leitura de mundo, necessita de práticas pedagógicas que considerem as especificidades linguísticas, culturais e sensoriais dos estudantes surdos. Tem como objetivo analisar as metodologias utilizadas no ensino de Geografia para pessoas surdas na educação básica, a partir das narrativas de professores que atuam nesse contexto educacional. O estudo fundamenta-se na perspectiva da educação bilíngue, reconhecendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (L1) do sujeito surdo e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua (L2), conforme orientações legais vigentes. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada com professores de Geografia que atuam em escolas da rede pública de Belém do Pará, incluindo instituições especializadas e escolas regulares que atendem alunos surdos. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, permitindo a construção de narrativas docentes acerca das práticas metodológicas, dos desafios enfrentados e das estratégias utilizadas em sala de aula. A análise dos dados foi realizada a partir da análise de conteúdo, buscando identificar categorias relacionadas à visualidade, uso de recursos didáticos, mediação pedagógica e articulação entre professor e intérprete de Libras (quando existe a presença deste profissional). Os resultados evidenciam que metodologias visuais, o uso de mapas, imagens, maquetes, tecnologias digitais e práticas contextualizadas ao cotidiano dos estudantes contribuem significativamente para a aprendizagem geográfica dos alunos surdos. Conclui-se que a formação docente contínua e o fortalecimento de práticas inclusivas são fundamentais para a consolidação de um ensino de Geografia acessível, crítico e comprometido com a educação bilíngue.

Fonte

Disponível na internet via Sagitta

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