Quando as águas falam: a memória e o protagonismo de mulheres quilombolas e os saberes griôs ancestrais sobre igarapés da comunidade Santa Luzia do Bom Prazer - Poacê, no Território Quilombola de Jambuaçu, Moju/PA

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

23-01-2026

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FERGUEIRA, Aymê Jilvana Castro. Quando as águas falam: a memória e o protagonismo de mulheres quilombolas e os saberes griôs ancestrais sobre igarapés da comunidade Santa Luzia do Bom Prazer - Poacê, no Território Quilombola de Jambuaçu, Moju/PA. Orientador: Raimundo Erundino Santos Diniz. 68 f. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) - Faculdade de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9361. Acesso em: .
Este trabalho analisa o protagonismo das mulheres griôs da comunidade quilombola Santa Luzia do Bom Prazer – Poacê, localizada no Território Quilombola de Jambuaçu, município de Moju, Pará. A pesquisa investiga como os saberes tradicionais dessas mulheres se manifestam nas relações com as águas e os igarapés, constituindo práticas pedagógicas, espirituais e ecológicas que reafirmam a ancestralidade afroamazônica e a resistência quilombola. Fundamentado em uma abordagem qualitativa e etnográfica, o estudo articula pesquisa bibliográfica, história oral e observação participante, priorizando a escuta e o reconhecimento das griôs como autoras de suas próprias narrativas. As entrevistas com mulheres da comunidade revelam os igarapés como espaços de memória, sociabilidade e transmissão de saberes, onde o corpo, a natureza e a oralidade se entrelaçam na construção de epistemologias contracoloniais. Teoricamente, o trabalho dialoga com as reflexões de Evaristo, Bispo dos Santos, Pacheco, Hampâté Bâ, Castro, Diniz; Marte, Oyěwùmí e Machado, entre outros, que compreendem os saberes quilombolas como práticas de contracolonização e pedagogias ancestrais. A análise demonstra que as águas de Poacê são mais que elementos naturais: são territórios de vida, espiritualidade e identidade, onde as vozes femininas mantêm viva a memória e os modos de existir do povo quilombola de Jambuaçu.

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