O bibliotecário no sistema prisional paraense

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

20-07-2026

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Tipo de acesso

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Citar como

RIBEIRO, Emilly Daiane Silva. O bibliotecário no sistema prisional paraense. Orientador: João Arlindo dos Santos Neto. 2026. 23 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Biblioteconomia) – Faculdade de Biblioteconomia, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10093. Acesso em:.
Esta pesquisa investiga a atuação do Bibliotecário e as práticas de Mediação da Informação no contexto das bibliotecas em prisões do estado do Pará, concentrando-se nas ações desenvolvidas durante o período de encarceramento de pessoas privadas de liberdade. O objetivo consistiu em investigar a atuação do Bibliotecário mediador em relação às práticas que favorecem o acesso à informação, a leitura e conhecimento, bem como suas atribuições para o desenvolvimento social dos custodiados. A pesquisa caracterizou como qualitativa, de carácter exploratório, fundamentada em revisão de literatura no campo da Ciência da Informação e da Biblioteconomia Social e complementada por uma entrevista semiestruturada, gravada e transcrita, realizada com a única bibliotecária atuante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (SEAP). Os resultados evidenciam a existência de projetos de incentivo a leitura, como o “Cine Literário’ na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina de Ananindeua (UCRF) e a implementação do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (ProLer), que está sendo inserido em colaboração com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) junto com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), que demonstram o potencial das bibliotecas prisionais como espaços de formação e acesso ao conhecimento. Entretanto, a pesquisa também identificou desafios relacionados à infraestrutura das bibliotecas, a ausência de recursos destinados a compra de novos acervo, a adaptação de espaço em razão da superlotação das unidades prisionais e a limitação do acesso dos PPLs as bibliotecas, em decorrência da disponibilidade reduzida de policiais penais para realizar o deslocamento. Concluiu que a atuação do Bibliotecário e as ações de Mediação da Informação contribuem para o fortalecimento do direito à leitura e para a remição da pena, porém a existência de apenas uma profissional responsável pelas bibliotecas das 54 unidades prisionais do estado, limita a ampliação dessas ações e evidencia a necessidade de maiores investimentos em políticas públicas voltadas às bibliotecas em prisões.

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Disponível na internet via correio eletrônico: biblio-icsa@ufpa.br