Das periferias aos palcos: um estudo epistemológico sobre corpos negros na companhia de dança Caminhos

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

11-02-2026

Orientador(es)

CASTRO, Roberta

Coorientador(es)

LIMA, Mayara Goncalves Lattes

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

FERREIRA, Eydielma do Carmo Ferreira e. Das periferias aos palcos: um estudo epistemológico sobre corpos negros na companhia de dança Caminhos. Orientadora: Roberta Castro. 2026. 59 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Dança) – Faculdade de Dança, Instituto de Ciências da Arte, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9926. Acesso em:.
Este estudo é fruto da experiência como intérprete-criadora da Cia de Dança Caminhos, grupo formado por ex-alunos do projeto social Propaz, localizado na periferia de Belém. A pesquisa tem por objetivo analisar as subjetividades do corpo dançante negro e periférico a partir das experiências coreográficas promovidas pela companhia. Entre os objetivos específicos, busca-se: elencar os impactos sociais, políticos e culturais provocados por corpos negros e periféricos em festivais de dança contemporânea; evidenciar a dança como ferramenta de reflexão e inclusão social; e apontar as subjetividades desse corpo dançante através da análise de narrativas conectadas aos trabalhos do grupo. De natureza qualitativa e sob a perspectiva do pesquisador-participante, a metodologia apoia-se na autoetnografia, utilizando memória, fotografias, questionários e entrevistas com integrantes do grupo. A fundamentação teórica dialoga com o pensamento de Bertolino (2024), Castro (2025), Lepecki (2012), Lima (2018), Louppe (2012), Nascimento (2016), Oliveira (2020) e Sodré (2019). O trabalho estrutura-se em três capítulos: o primeiro contextualiza a trajetória artística da pesquisadora e sua relação com projetos sociais; o segundo traça um panorama da dança contemporânea a partir das produções da Cia Caminhos e o terceiro reflete sobre os atravessamentos provocados nos corpos dançantes em festivais, apresentando como a estética da companhia afirma as subjetividades do corpo negro e periférico.

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