Uma Uma Preta que se diz india de nome Thereza: a resistência de uma mulher afroindigena à escravidão no Grão-Pará oitocentista

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

05-03-2026

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LOBATO, Sirlan da Silva. Uma Preta que se diz india de nome Thereza: a resistência de uma mulher afroindigena à escravidão no Grão-Pará oitocentista. Orientador: José Maia Bezerra Neto.22 f. 2026. Trabalho de Curso (Licenciatura em História) - Faculdade de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9984. Acesso em: .
Este trabalho analisa a ação de liberdade movida em 1870, na cidade de Belém, em favor da indígena Thereza Maria, que foi reduzida ilegalmente ao cativeiro desde sua infância. A partir da documentação judicial e da imprensa da época, investiga-se como a escravidão ilegal e a vulnerabilidade infantil operavam no contexto amazônico oitocentista, evidenciando a precarização estrutural da liberdade. Atrelado a essa problemática utiliza- se, a metodologia da micro-história para articular a trajetória de Thereza com estruturas legais e práticas sociais. Assim, embora reconhecida formalmente pelo ordenamento jurídico, a liberdade era constantemente ameaçada por práticas costumeiras de sujeição e mercantilização de pessoas livres. Assim, o percurso de Thereza permite compreender como o Judiciário se tornava simultaneamente espaço de contestação e de reprodução das hierarquias sociais, iluminando as ambiguidades da experiência da liberdade no Brasil do século XIX.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibhumanas@ufpa.br