Navegar é preciso: propriedades físicas da madeira utilizada em embarcações do litoral paraense.

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

22-07-2022

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OLIVEIRA, Cristiano Mateus da Silva. Navegar é preciso: propriedades físicas da madeira utilizada em embarcações do litoral paraense. Orientadora: Moirah Paula Machado de Menezes; Coorientadora: Marlana Cristina Queiroz da Silva. 2022. 24 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências Biológicas. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2022. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9536. Acesso em: .
No Brasil, o patrimônio naval é representado por uma grande diversidade de embarcações de madeira, construídas por carpinteiros artesões, que utilizam técnicas herdadas dos povos nativos do Brasil e de povos estrangeiros, de maneira que a construção naval pode variar de acordo com as características da madeira do local de construção dos barcos. Por isso, informações corretas acerca das características da madeira podem agilizar o processo de produção de um barco, e identificar as espécies madeireiras que são comercializadas pelo seu nome popular, e fornecer subsídios para o melhor uso e conservação da matéria prima, além de possibilitar o conhecimento de madeiras alternativas ao mercado, mas com igual qualidade à utilização. Para coletar as madeiras que são utilizadas em embarcações de madeira fomos aos Estaleiros iniciar a pesquisa de campo e coletar pequenos pedaços de madeiras, os materiais utilizados na coleta das madeiras foram sacos plásticos com zíper, no laboratório foram determinadas a densidade, a retrabilidade linear, a retrabilidade volumétrica e a anisotropia, de acordo com os procedimentos estabelecidos na NBR 7190:1997. Os resultados indicam que os estaleiros estudados estão entre os últimos do tipo, pois, devido a substituição das embarcações de madeira por embarcações de alumínio e polipropileno, representando, no cenário nacional, a perda do conhecimento dos mestres carpinteiros quanto ao uso das madeiras utilizadas na construção naval. Logo, torna-se evidente a importância da catalogação das madeiras e das técnicas de construção naval. As madeiras encontradas nos estaleiros tem densidades diferentes e esta propriedade física pode determinar a sua posição na embarcação. As madeiras de Pau-d’Arco, Pequiarana, Tatajuba, Itaúba e Roxinho são classificadas como de densidade média (densidade básica > 0,50 e < 0,72 g/cm³), estas espécies são utilizadas para a construção do espinhaço do barco, na talha mar. As madeiras Amarelão, Sucupira, Cumaru, Piquiá, Angelim-vermelho e Sapucaia, são classificadas como pesadas (densidade básica ≥ 0,72 g/cm³) estas espécies são utilizadas para a construção do espinhaço do barco, na talha mar, etc. Nas carpintarias do nosso estudo, estas madeiras são utilizadas para o Convés, tabuado, quilha, etc.

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Disponívio via Sagitta