Estratégias terapêuticas voltadas para disfunções olfatórias: uma revisão de escopo

Carregando...
Imagem de Miniatura

Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

19-03-2025

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

OLIVEIRA, João Victor Rocha de. Estratégias terapêuticas voltadas para disfunções olfatórias: uma revisão de escopo. Orientadora: Fernanda Nogueira Valentin. 2025. 81 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9368. Acesso em:.
O olfato é um dos sentidos responsáveis pela conexão do indivíduo com o meio em que está inserido, estando relacionado ao desejo alimentar, à identificação de possíveis perigos e à associação direta com funções cognitivas. O processo de reconhecimento de moléculas olfativas é extremamente refinado, iniciando nas ramificações das células receptoras da mucosa nasal, passando pelo bulbo olfatório, até chegar em regiões mais nobres de processamento, como o córtex olfatório e o sistema límbico, integrando as informações com outros sentidos e com emoções e memória. A perda ou prejuízo do sentido do olfato são manifestações patológicas decorrentes de doenças com etiologia infecciosa, alérgica, inflamatória, obstrutiva, traumática, entre outras. Danos causados por disfunções de olfato podem colocar em risco a segurança, o bem-estar e a autonomia do indivíduo afetado. Dito isso, o objetivo desta pesquisa é reunir e avaliar as opções de tratamento para manejar disfunções olfatórias. Para tal feito, foi realizada uma revisão de escopo, conduzida nas bases de dados PUBMED, SCOPUS, SCIELO e LILACS, usando artigos publicados entre 2014 e 2024. Os termos de busca foram baseados nos descritores “Terapêutica” e “Transtornos do Olfato”. A triagem foi realizada de acordo com os critérios do autor e usando as recomendações da diretriz PRISMA. Quanto aos resultados, foi possível constatar um aumento de publicações acerca do tema depois de 2020. As opções de tratamento encontradas variaram entre o uso de corticoides e outros fármacos, treinamento olfativo, uso de plasma rico em plaquetas (PRP), terapia biológica, intervenção cirúrgica, fitoterapia, suplementos vitamínicos e práticas alternativas, como acupuntura, laser, pressão positiva em vias aéreas (PAP) e terapias experimentais. O treinamento olfativo e os corticosteroides nasais são as terapias mais eficazes para disfunções olfatórias, especialmente pós-infecção viral. Terapias como PRP, anticorpos monoclonais, acupuntura e fotobiomodulação mostraram resultados promissores, mas necessitam de mais estudos para validação. Neste contexto, mais pesquisas são necessárias para avaliar as opções terapêuticas existentes e investigar outras etiologias causadoras de disfunções olfatórias. É fundamental estabelecer variáveis que permitam uma aplicação mais eficaz dos tratamentos, reduzir as divergências na literatura e guiar decisões clínicas de forma mais consistente.

Fonte

Fonte URI

Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

Aparece na Coleção