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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Geoepidemiologia da hanseníase em um município da Amazônia legal entre os anos de 2019 e 2022
    (2025-08-21) GUIMARÃES, Erik Costa; FERRAZ, Weverton Ruan Castro; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; https://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246
    Introdução: Hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Trata-se de uma enfermidade de evolução lenta, capaz de provocar lesões dermatoneurológicas e incapacidades físicas graves se não diagnosticada e tratada precocemente. Estima-se que, globalmente, sejam registrados anualmente em torno de 200 mil casos novos de hanseníase. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número absoluto de casos, cuja distribuição em território nacional é heterogênea e marcada por profundas desigualdades regionais. Nos últimos anos as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte têm mantido indicadores elevados do ponto de vista da geoepidemiologia, revelando bolsões de hiperendemicidade, sendo o estado do Pará o líder absoluto no número de casos na Amazônia, com o município de Altamira figurando como importante hotspot da doença. Objetivo: Descrever a distribuição espaço-temporal e o perfil epidemiológico dos casos de hanseníase no município de Altamira – PA nos períodos de 2019 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico e retrospectivo de análise da distribuição espacial e temporal e o perfil epidemiológico da hanseníase no município de Altamira entre os anos de 2019 e 2022. Foram utilizados dados de casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a partir dos quais indicadores epidemiológicos foram calculados e técnicas de geoprocessamento aplicadas na análise espacial, com inclusão de mapas de densidade de Kernel para identificar a distribuição espacial dos casos. Resultados: os resultados revelaram predomínio de formas multibacilares sobre paucibacilares entre os casos registrados. Identificaram-se casos diagnosticados com incapacidade física grau 2, o que denota uma detecção tardia. Quanto à distribuição temporal, 2019 apresentou o maior número de casos, seguido de redução nos dois anos subsequentes e discreto aumento em 2022. A análise espacial identificou aglomerados de casos em áreas urbanas específicas, indicando focos de transmissão local. Conclusão: a hanseníase permanece como um problema de saúde pública em Altamira, cuja distribuição espacial guarda correlação com o perfil sociodemográfico das áreas de abrangência das unidades básicas de saúde (UBS) bem como da capacidade de identificação e notificação destes casos, cuja ingerência provoca aumento vultuoso de prejuízos socioeconômicos para os indivíduos e Poder Público.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Gravidez na adolescência na Amazônia legal: uma análise epidemiológica e socioespacial
    (2025-03-18) SANTOS, Anna Karolina Rodrigues dos; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246
    Introdução: Conforme definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência abrange a faixa etária dos 10 aos 19 anos, enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estipula essa fase como compreendendo os 12 aos 18 anos. Globalmente, os adolescentes constituem de 20 a 30% da população, sendo estimado que, no Brasil, essa proporção atinge cerca de 25%. Durante a adolescência, grande parte desse grupo inicia sua vida sexual, o que pode refletir, por exemplo, no aumento das taxas de fecundidade entre os 15 e 19 anos, como evidenciado no contexto brasileiro. A gravidez impõe transformações físicas, psicológicas, então uma gestação nessa fase da vida expõe a mãe-adolescente e o feto a riscos e possíveis complicações nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. Objetivo: Investigar a influência de fatores socioeconômicos na ocorrência de gravidez na adolescência na Amazônia Legal. Método: Esta pesquisa é observacional, descritiva e analítica, por analisar a incidência e distribuição de nascidos vivos de mães adolescentes nos municípios do estado da Amazônia Legal no decorrer de 3 anos e procurar identificar fatores que corroboram para a ocorrência da gravidez precoce. Resultados/Discussão: O estudo mostrou que 20% dos nascimentos foram de mães adolescentes, com maior incidência no Pará, Maranhão e Amazonas. Mostrou-se que 70% tinham entre 8 e 11 anos de estudo e 82,7% eram pardas. A maioria era solteira (64%), e 15% tinham abaixo de 15 anos. A taxa de cesarianas foi de 39,4% e o Apgar indicou que 90% dos neonatos estavam em boas condições no primeiro minuto e 97% no quinto minuto. A Classificação de Robson revelou que 72% das cesarianas foram realizadas em grupos de baixo risco, sugerindo práticas obstétricas inadequadas. Conclusão: É de suma importância a implementação de políticas públicas sobre educação sexual e acesso a métodos contraceptivos visando reduzir a gravidez na adolescência e aprimorar os resultados maternos e neonatais na região estudada. Além disso, incentivar ferramentas como a Classificação de Robson nos serviços públicos, promovendo melhorias no acompanhamento pré-natal, pré-parto e parto.
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