Gravidez na adolescência na Amazônia legal: uma análise epidemiológica e socioespacial

Carregando...
Imagem de Miniatura

Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

18-03-2025

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

SANTOS, Anna Karolina Rodrigues dos. Gravidez na adolescência na Amazônia legal: uma análise epidemiológica e socioespacial. Orientador: Denis Vieira Gomes Ferreira. 2025. 41 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9573. Acesso em:.
Introdução: Conforme definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência abrange a faixa etária dos 10 aos 19 anos, enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estipula essa fase como compreendendo os 12 aos 18 anos. Globalmente, os adolescentes constituem de 20 a 30% da população, sendo estimado que, no Brasil, essa proporção atinge cerca de 25%. Durante a adolescência, grande parte desse grupo inicia sua vida sexual, o que pode refletir, por exemplo, no aumento das taxas de fecundidade entre os 15 e 19 anos, como evidenciado no contexto brasileiro. A gravidez impõe transformações físicas, psicológicas, então uma gestação nessa fase da vida expõe a mãe-adolescente e o feto a riscos e possíveis complicações nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. Objetivo: Investigar a influência de fatores socioeconômicos na ocorrência de gravidez na adolescência na Amazônia Legal. Método: Esta pesquisa é observacional, descritiva e analítica, por analisar a incidência e distribuição de nascidos vivos de mães adolescentes nos municípios do estado da Amazônia Legal no decorrer de 3 anos e procurar identificar fatores que corroboram para a ocorrência da gravidez precoce. Resultados/Discussão: O estudo mostrou que 20% dos nascimentos foram de mães adolescentes, com maior incidência no Pará, Maranhão e Amazonas. Mostrou-se que 70% tinham entre 8 e 11 anos de estudo e 82,7% eram pardas. A maioria era solteira (64%), e 15% tinham abaixo de 15 anos. A taxa de cesarianas foi de 39,4% e o Apgar indicou que 90% dos neonatos estavam em boas condições no primeiro minuto e 97% no quinto minuto. A Classificação de Robson revelou que 72% das cesarianas foram realizadas em grupos de baixo risco, sugerindo práticas obstétricas inadequadas. Conclusão: É de suma importância a implementação de políticas públicas sobre educação sexual e acesso a métodos contraceptivos visando reduzir a gravidez na adolescência e aprimorar os resultados maternos e neonatais na região estudada. Além disso, incentivar ferramentas como a Classificação de Robson nos serviços públicos, promovendo melhorias no acompanhamento pré-natal, pré-parto e parto.

Fonte

Fonte URI

Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

Aparece na Coleção