Geoepidemiologia da hanseníase em um município da Amazônia legal entre os anos de 2019 e 2022

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

21-08-2025

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GUIMARÃES, Erik Costa; FERRAZ, Weverton Ruan Castro. Geoepidemiologia da hanseníase em um município da Amazônia legal entre os anos de 2019 e 2022. Orientador: Denis Vieira Gomes Ferreira. 2025. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9317. Acesso em:.
Introdução: Hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Trata-se de uma enfermidade de evolução lenta, capaz de provocar lesões dermatoneurológicas e incapacidades físicas graves se não diagnosticada e tratada precocemente. Estima-se que, globalmente, sejam registrados anualmente em torno de 200 mil casos novos de hanseníase. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número absoluto de casos, cuja distribuição em território nacional é heterogênea e marcada por profundas desigualdades regionais. Nos últimos anos as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte têm mantido indicadores elevados do ponto de vista da geoepidemiologia, revelando bolsões de hiperendemicidade, sendo o estado do Pará o líder absoluto no número de casos na Amazônia, com o município de Altamira figurando como importante hotspot da doença. Objetivo: Descrever a distribuição espaço-temporal e o perfil epidemiológico dos casos de hanseníase no município de Altamira – PA nos períodos de 2019 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico e retrospectivo de análise da distribuição espacial e temporal e o perfil epidemiológico da hanseníase no município de Altamira entre os anos de 2019 e 2022. Foram utilizados dados de casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a partir dos quais indicadores epidemiológicos foram calculados e técnicas de geoprocessamento aplicadas na análise espacial, com inclusão de mapas de densidade de Kernel para identificar a distribuição espacial dos casos. Resultados: os resultados revelaram predomínio de formas multibacilares sobre paucibacilares entre os casos registrados. Identificaram-se casos diagnosticados com incapacidade física grau 2, o que denota uma detecção tardia. Quanto à distribuição temporal, 2019 apresentou o maior número de casos, seguido de redução nos dois anos subsequentes e discreto aumento em 2022. A análise espacial identificou aglomerados de casos em áreas urbanas específicas, indicando focos de transmissão local. Conclusão: a hanseníase permanece como um problema de saúde pública em Altamira, cuja distribuição espacial guarda correlação com o perfil sociodemográfico das áreas de abrangência das unidades básicas de saúde (UBS) bem como da capacidade de identificação e notificação destes casos, cuja ingerência provoca aumento vultuoso de prejuízos socioeconômicos para os indivíduos e Poder Público.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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