Navegando por Assunto "Climate change"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Análise de desmatamento e aumento da temperatura no município de Canaã dos Carajás (2020-2024)(2026-03-03) FARIAS, Luane Kelly Pereira de; SANTOS, Artur Vinícius Ferreira dos; https://lattes.cnpq.br/7136004873949490; https://orcid.org/0000-0001-5143-240XO desmatamento consiste na remoção da vegetação nativa de uma determinada área, provocada principalmente por atividades humanas como agropecuária, mineração, expansão urbana e exploração madeireira. Esse processo altera o equilíbrio ambiental, reduz a biodiversidade, compromete a qualidade do solo e influencia diretamente o clima, contribuindo para o aumento das temperaturas e para a intensificação de impactos ecológicos e socioambientais. Este estudo analisa a relação entre o desmatamento e o aumento da temperatura no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, entre os anos de 2020 e 2024. Foram utilizados dados de focos de calor do INPE e informações de uso e cobertura do solo disponibilizadas pela plataforma TerraBrasilis, tratados e integrados no software QGIS. Os resultados indicam uma redução consistente da cobertura vegetal, associada ao aumento da ocorrência de focos de calor, especialmente em áreas periféricas próximas à expansão urbana e zonas de influência da atividade mineradora. As tendências identificadas sugerem uma possível relação entre a intensificação do desmatamento e o aumento da temperatura média local. Os achados reforçam a importância de políticas públicas voltadas ao monitoramento ambiental e incentivam o uso de geotecnologias no planejamento territorial sustentável.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Avaliação das emissões de gases de efeito estufa da disposição final de resíduos sólidos urbanos do estado do Pará(2026-01-23) BAIA, Cristiane Moia; SILVA, Rodrigo Cândido Passos da; https://lattes.cnpq.br/3561997107937025; https://orcid.org/0000-0001-9376-0647A gestão dos resíduos sólidos urbanos (RSU) constitui um dos principais desafios ambientais enfrentados pelos municípios brasileiros, especialmente em regiões com fragilidades estruturais, como o Estado do Pará. Nesse contexto, este setor contribui significativamente para a emissão de gases de efeito estufa (GEE), intensificando os impactos das mudanças climáticas. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar as emissões de GEE oriundas da disposição final dos RSU do Estado do Pará, considerando os diferentes tipos de destinação adotados pelos municípios, bem como propor medidas de mitigação voltadas à promoção de cidades sustentáveis e resilientes. Os dados utilizados foram secundários, extraídos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes ao ano de 2022, atualmente integrado ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA); e de órgãos públicos, os quais permitiram determinar a situação do estado quanto a disposição final, a massa de RSU coleta e as iniciativas de reaproveitamento. Ademais, as emissões de CH₄ e CO₂e foram estimadas com base em fatores de emissão padronizados, considerando os tipos de disposição final dos resíduos, o que possibilitou uma análise por região de integração. Por fim, foram propostas medidas de mitigação divididas em cinco eixos estratégicos: legal, gerencial, operacional, infraestrutura e educação para a sustentabilidade. Os resultados evidenciaram que o estado do Pará apresenta um quadro marcado pela predominância de práticas ambientalmente inadequadas, uma vez que 86,11% dos municípios ainda destinam seus resíduos a lixões e 9,72% recorrem a aterros controlados. Apenas 18 dos 144 municípios analisados possuem iniciativas de recuperação de resíduos sólidos. Assim, considerando que em 2022 o valor total da massa de RSU coletada foi de 2.364.086,98 toneladas, a emissão estimada de GEE para este mesmo ano foi de 990.668.182,3 toneladas de CO₂e. As regiões de integração que mais emitiram GEE foram Guajará, Rio Capim, Baixo Amazonas e Guamá, caracterizando uma significativa desigualdade entre as Regiões de Integração do estado, refletindo disparidades socioeconômicas, limitações de infraestrutura e diferentes níveis de capacidade técnico administrativa dos municípios. As propostas apresentadas destacam a necessidade de fortalecimento da governança ambiental, ampliação da fiscalização, incentivo à cooperação intermunicipal, investimentos em infraestrutura adequada, ações contínuas de educação ambiental e erradicação dos lixões. Deste modo, recomenda-se uma abordagem sistêmica e integrada que promova a economia circular, a justiça socioambiental e a sustentabilidade. Portanto, os resultados obtidos pela pesquisa contribuem como subsídio técnico para o planejamento ambiental e para a formulação de políticas públicas alinhadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos e às metas climáticas.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Avaliação do impacto das recentes adições nas séries de dados pluviométricos nas intensidades de chuva de projetos(2026-02-25) KOURY, Victor Góes; AGUIAR, Marcelo Figueiredo Massulo; https://lattes.cnpq.br/2898030959868513A determinação de causas de incapacidade de suporte de sistemas de drenagem no Brasil diante das mudanças climáticas e aumento de frequência das chuvas extremas é um tema de estudo científico, pois é essencial entender suas causas para que tal situação seja enfrentada de maneira a evitar desastres. Sendo assim, com intuito principal de avaliar a influência das adições recentes nas séries de dados históricos na determinação dos valores de intensidade de chuva de projetos, a partir do estabelecimento de expressões de chuvas intensas (expressões IDF) e pares de tempo de retorno e de concentração recomendados pelo DNIT e DER/SP, escolheram-se cinco cidades brasileiras, uma em cada região do país (Castanhal/PA-Norte, Fortaleza/CE-Nordeste, Terenos/MS-Centro-Oeste, Belo Horizonte-Sudeste e Guaíba/RS-Sul), cinco estações pluviométricas localizadas nelas, e se estabeleceram, para cada uma, quatro expressões IDF, alterando-se a quantidade de dados pluviométricos de suas séries históricas com a inserção de 1, 5 e 10 anos de registros mais recentes, contados até o fim de 2024. Os resultados obtidos apontam que o desvio padrão da amostra de dados tem papel dominante na determinação dos maiores valores. Além disso, eles evidenciam que a ampliação em um, cinco ou dez anos em dados mais recentes de chuvas das estações selecionadas geram diferenças nos valores de intensidade de chuva de projeto de, no máximo, 9,09%, o que sugere causas divergentes da elevação de intensidade de chuva de projeto diante das mudanças climáticas para aumento de vazões e ocorrências de insuficiência de sistemas de drenagem, embora isto não signifique que dados de chuvas de anos seguintes possam ser ignorados.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Mudanças no regime de chuvas e implicações para a erosão hídrica na bacia do Tapajós(2026-01-21) FERREIRA, Luandra Caroline Veloso; COSTA, Carlos Eduardo Aguiar de Souza; http://lattes.cnpq.br/2451471006212065; https://orcid.org/0000-0002-7238-6892Este trabalho teve como objetivo analisar o comportamento presente e futuro do regime de chuvas e o potencial erosivo das precipitações na Bacia Hidrográfica do Rio Tapajós (BHRT), considerando diferentes contextos climáticos. Foram utilizados dados históricos de precipitação de dez estações pluviométricas distribuídas na bacia, bem como projeções climáticas do modelo MIROC5 para os cenários futuros RCP 4.5 e RCP 8.5. A variabilidade pluviométrica foi avaliada por meio do Índice de Anomalia da Chuva (IAC), enquanto o potencial erosivo das chuvas foi estimado a partir de equações empíricas ajustadas às condições regionais, com destaque para a adoção da equação de Morais et al. (1991). A análise espacial da erosividade média anual foi realizada utilizando o método de interpolação Inverso da Distância Ponderada (IDW). Os resultados para o período presente evidenciaram alternância entre anos extremamente úmidos e extremamente secos em todas as estações analisadas, indicando elevada variabilidade climática na BHRT. Observou-se que os maiores valores de erosividade mensal ocorreram durante o período chuvoso, concentrando-se, de modo geral, entre os meses de novembro e março no Mato Grosso e entre janeiro e maio nas estações localizadas na Amazônia. Nos cenários futuros, manteve-se o padrão sazonal da erosividade, porém com intensificação dos valores máximos, especialmente no cenário RCP 8.5. A análise do IAC indicou aumento da frequência e da severidade de eventos extremos, com maior recorrência de secas severas em algumas estações e intensificação de episódios chuvosos em outras, evidenciando contrastes espaciais dentro da bacia. A relação entre o IAC e a erosividade demonstrou coerência ao longo dos períodos analisados, indicando que anos classificados como extremamente úmidos tendem a apresentar maior número de meses com elevada erosividade, enquanto anos extremamente secos concentram predominantemente meses com baixo potencial erosivo. A interpolação espacial revelou maior concentração de erosividade nas porções oeste e norte da BHRT, associada a maiores volumes e intensidades de precipitação. O principal resultado do estudo indica que, embora o padrão sazonal das chuvas seja mantido nos cenários futuros, há tendência de intensificação do potencial erosivo, sobretudo no cenário RCP 8.5, ampliando os riscos de erosão hídrica na Bacia do Tapajós.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Repertório da trama dos povos da floresta para enfrentamento de mudanças climáticas em cidades amazônicas(2025-02-28) LIMA, Giuliana Cira Cardoso Morais; CARDOSO, Ana Cláudia Duarte; http://lattes.cnpq.br/3138101153535395; https://orcid.org/0000-0002-1866-453XA produção das cidades capitalistas a partir de práticas socioeconômicas hegemônicas e da lógica antropocêntrica resulta em uma falsa dicotomia entre urbano e natureza. Esta gera desigualdades e condições socioambientais nocivas às populações periféricas. Nas comunidades empobrecidas da periferia do capitalismo, como é o caso das cidades amazônicas, os impactos negativos das mudanças climáticas são desproporcionalmente maiores e configuram-se processos de injustiça socioambiental. Esta pesquisa aborda a importância do reconhecimento de repertórios tradicionais de manejo da paisagem – práticas comunitárias, não reconhecidas no repertório técnico formal, em busca de soluções para corredores formados por rios e vegetação na Região Metropolitana de Belém. Parte de revisão de literatura sobre convergência entre urbanização e natureza, estudos da ecologia urbana e formulações de drenagem urbana sustentável, e assume duas áreas de estudo: o Igarapé São Joaquim, pertencente a Bacia do Una, e o Igarapé Sapucajuba, pertencente a Bacia do Tucunduba. No primeiro caso há organização social e revegetação de área desmatada como resistência ao projeto de macrodrenagem da década de 1990. O segundo caso é um espaço potencial para concepção de um plano piloto de ações para enfrentamento das mudanças climáticas, pelas suas condições de preservação e localização dentro da UFPA. O resultado do estudo é a proposição de uma agenda apoiada em quatro eixos, saneamento, drenagem, fluxos e usos, exemplificada por um micro-zoneamento para a região do Igarapé do Sapucajuba. Conclui-se que existem repertórios nativos resistentes na cidade e que eles podem subsidiar a ação de planejadores urbanos nas ações de adaptação aos efeitos das mudanças do clima.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Transformações ambientais e climáticas em São Félix do Xingu, Pará (2004-2024): análise de queimadas e desmatamento com geotecnologias(2025-02-27) PAIXÃO, Nayan Santos da; SILVA, Nayara Coelho da; MIRANDA, Lúcio Correia; http://lattes.cnpq.br/3405266586655153; https://orcid.org/0000-0002-3592-9376; MELO, Paulo Alves de; http://lattes.cnpq.br/1500029883430577; https://orcid.org/0000-0003-4779-6598Este estudo analisa as transformações ambientais e climáticas em São Félix do Xingu, Pará, entre 2004 e 2024, com foco em queimadas, desmatamento e variações climáticas. Utilizando geotecnologias (R Studio e QGIS) e dados do INPE/TERRABRASILIS, os focos de calor foram mapeados, revelando variações significativas nas queimadas ao longo do período, com picos entre julho e setembro, associados à expansão agropecuária. A densidade de focos concentra-se nas regiões norte e centro-leste, correlacionada a um aumento médio de 1,5°C na temperatura e redução de 20% na gestão anual. Os resultados indicam pressão crescente sobre áreas protegidas e vulnerabilidade a incêndios de grande escala. Concluímos que políticas públicas robustas e práticas sustentáveis são essenciais para mitigar esses impactos e preservar a Amazônia.