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Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::MINERALOGIA"

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  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Apatita como indicador de granitos estaníferos do sudeste do Pará
    (2016) FONSECA, Camila Santos da; LAMARÃO, Claudio Nery; http://lattes.cnpq.br/6973820663339281
    A apatita é um mineral acessório comum em todos os tipos de rochas e inclui na sua estrutura uma grande variedade de elementos traço, tornando esse mineral um importante indicador para a compreensão geoquímica do ambiente em que se formaram, assim como, permite buscar informações importantes a respeito da rocha fonte e das condições reinantes durante o processo de cristalização, como a fugacidade de oxigênio e aluminosidade do magma. Devido a sua capacidade de incorporar em sua estrutura importantes elementos traço como Na, K, Mn, F, Cl, Sr, Pb, Th, U, V, As, S, Y, além de elementos do grupo dos terras raras, a apatita é descrita como um importante mineral resistato indicador (RIM- Resistate Mineral Indicator) com potencial para exploração de depósitos minerais. O Granito Antônio Vicente (1,88 Ga) integra juntamente com outros corpos mineralizados, a Província Estanífera do Sul do Pará. Nesse contexto, a apatita da porção mineralizada foi analisada através do método de MEV-EDS, apresentando enriquecimento em Rb, Sr, Y, F e ETRP e empobrecimento em Ca, exibindo relação direta com as condições do ambiente de cristalização e a percolação dos fluidos tardi a pós-magmáticos que geraram a mineralização. Cristais de apatita foram imageados em ERE, sendo possível identificar feições internas importantes como zoneamentos, inclusões e feições indicativas de alteração. Em comparação, foram utilizadas apatitas dos granitos Redenção e Jamon (1,88 Ga), São Jorge Jovem (1,89 Ga) e das rochas da Suíte Sanukitoide Rio Maria (2,87 Ga) que apresentaram morfologia e composições distintas das apatitas do Granito Antônio Vicente. As apatitas estudadas são geralmente euédricas ou subédricas, com inclusões de outros minerais e zonadas, tendo em sua composição enriquecimento em Ca e empobrecidas em elementos terras raras (ETR) em relação às fácies mais evoluídas.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Artefatos líticos de sítios arqueológicos do Salobo região de Carajás-PA: mineralogia e composição química
    (2013-04-10) PANTOJA, Heliana Mendes; SILVEIRA, Maura Imazio da; http://lattes.cnpq.br/1937795556101203; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302
    A região de Carajás, uma das principais províncias minerais do Brasil, é também rica em sítios arqueológicos, alguns descobertos pré-pesquisas minerais e outros durante as atividades de implantação dos projetos de lavra mineral, através de salvamento arqueológico. Durante estas atividades foram coletadas inúmeras amostras de materiais líticos e de vasos e fragmentos cerâmicos (FCs). No intuito de auxiliar essas pesquisas, principalmente visando identificar a matéria-prima e possível proveniência dos líticos, empregaram-se técnicas mineralógicas (DRX) e químicas (FRX) de certa forma não destrutivas em amostras coletadas de sítios da região de Salobo, um dos mais recentes empreendimentos minerais com produção de cobre e ouro. As peças líticas foram resgatadas durante escavações realizadas de 2004 a 2006 por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, que cederam as amostras para esta investigação. Elas representam adornos tipo contas e pingentes e suas pré-formas. Os resultados obtidos mostram que foram confeccionadas em rochas constituídas fundamentalmente de caulinita tipo flint, quartzo, por vezes florencita e hematita. Rochas com caulinita, (quartzo) e florencita não são comuns em Carajás, enquanto hematita sim. Florencita foi reportada isoladamente na antiga mina de ouro do Igarapé Bahia, não estando associada com caulinita flint como dos artefatos do Salobo. Caulinita com natureza flint e florencita são mais frequentes em veios hidrotermais, mas ainda não foram identificados em mapas geológicos de Carajás. Portanto a matéria-prima dos adornos e suas préformas provém de veios hidrotermais, certamente da região, faz-se necessário o conhecimento mais detalhado da geologia para descobrir a sua proveniência, o local de extração. Certamente foi preferida pela dureza média a baixa, textura fina, que permitiam ser trabalhadas e polidas.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização físico-química e determinação da proveniência dos sedimentos lamosos do estuário do rio Cunani-AP
    (2016) RODRIGUES, Patrícia Silva; LAFON, Jean Michel; http://lattes.cnpq.br/4507815620234645; SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673
    Estuários proveêm abrigo e alimento para organismos betônicos e pelágicos, para consumidores primários da cadeia alimentar e também para seres humanos. Atuam também como barreiras, diminuíndo o impacto de inundações e erosões nas áreas costeiras. Nesse trabalho determinou-se as propriedades físico-químicas (Eh, pH e salinidade intersticial) bem como as características mineralógicas e geoquímicas dos sedimentos lamosos do rio Cunani-AP, a fim de contribuir para o conhecimento dos processos de circulação, sedimentação e proveniência dos sedimentos estuarinos. O rio Cunani está inserido no Domínio Norte da Planície Costeira do Estado do Amapá e forma um dos poucos estuários que desembocam diretamente no Oceano Atlântico, formando uma extensa praia estuarina. Situa-se no macrocompartimento do Golfão Amazônico e foi classificado como um estuário importador de sedimentos. De maneira geral os valores de pH variaram de básico a levemente alcalinos, porém nos sedimentos mais próximos a a montante do estuário valores entre 5,5 e 5,7 foram registrados. Os valores negativos de Eh classificaram essa região do estuário como um ambiente redutor. A fração granulométrica dominante observada foi a fração lamosa. O grau de correlação de Pearson (r) entre Al2O3, Fe2O3, CaO, Na2O, K2O, elementos traços (Nb, Sr, Th, Sc, Co etc) e elementos terras raras (La, Nd, Tm, Sm etc) variaram entre moderado a forte. Essa relação linear entre os elementos acima citados está associada a presença de argilominerais como esmectita, caulinita e ilita. Mineralogicamente os sedimentos são compostos por quartzo, muscovita, esmectita, caulinita e ilita. Duas assembleias de minerais pesados transparentes foram identificadas e denominadas de assembleias A e B. A assembleia A é formada por hornblenda, epidoto, topázio, estaurolita, turmalina, andaluzita, hiperstênio, zircão, rutilo e apatita, e é representativa dos sedimentos lamosos. A Assembleia B é composta por zircão, hornblenda, epidoto, topázio, rutilo e turmalina e representa os sedimentos de fundo. O estudo dos minerais pesados revelou que essas assmbleias possuem áreas fontes distintas. Propõe-se que a assembleia B tenha como fonte principal o granito Cunani e, subordinadamente, a Suíte Cricou e, o Granodiorito Carnot e, a assembleia A, seja proveniente de sedimentos da Plataforma Amazônica.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização mineralógica dos basaltos da Pedreira Zé Queiroz, Formação Mosquito, região de Porto Franco, estado do Maranhão
    (2017-12-11) CARDOSO, Camila Farias; NASCIMENTO, Rosemery da Silva; http://lattes.cnpq.br/9987948688921732
    O Mesozoico é marcado por mudanças significativas, decorrentes da ruptura do megacontinente Gondwana e abertura do Oceano Atlântico Central, estabelecendo um estágio de ativação tectônica, marcado por intenso magmatismo toleítico. Na Bacia do Parnaíba, estes eventos são registrados nas unidades litoestratigráficas Formação Mosquito e Formação Sardinha. A caracterização mineralógica, textural e petrográfica dos níveis de basaltos amigdaloidais da Formação Mosquito em sua ocorrência na Pedreira Zé Queiroz, localizada no município de Porto Franco (MA), possibilitou inferir as suas condições de cristalização magmática e correlacioná-las com rochas de suítes similares. As análises petrográficas permitiram a determinação da assembleia mineralógica dessas rochas, que é composta fundamentalmente por plagioclásio, augita, ilmenita e matriz criptocristalina a vítrea, e subordinadamente podem ocorrer pigeonita e titanomagnetita, além de zeólitas, óxido de ferro e material criptocristalino esverdeado preenchendo as amígdalas, e, como minerais secundários, argilominerais e epidoto. As texturas encontradas nestas rochas são porfirítica e intersertal; e subordinadamente ocorrem ainda as texturas amigdaloidal, glomeroporfirítica, esqueletal, subofítica e variolítica. Os resultados deste estudo levaram ao reconhecimento de dois tipos petrográficos de basalto: basalto microporfirítico com fenocristais de plagioclásio e augita e basalto contendo vidro. O modelo de cristalização proposto sugere que a cristalização tenha ocorrido em duas etapas: I) formação dos minerais opacos, em profundidade, seguida da cristalização das fases essenciais, gerando os fenocristais; II) o magma ascende à superfície e forma matriz microcristalina a vítrea, a presença de voláteis no magma gera vesículas, que, em uma fase pós-magmática, são preenchidas por zeólitas e óxidos de ferro. Finalmente, após a cristalização, a percolação de fluídos levou a formação de fases secundárias, como os argilominerais e epidoto, além da desvitrificação da matriz vítrea. A comparação feita entre as rochas estudadas e as rochas do Magmatismo Penatecaua (Bacias do Amazonas e do Solimões) e da Suíte Apoteri (Bacia do Tacutu), descritas na literatura, sugere uma semelhança entre as composições mineralógicas e texturais destas rochas, além de indicar uma correlação cronológica entre as suítes.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização tecnológica do concentrado de cobre da mina do Sossego -PA
    (2016) NOVAES, Lorena de Freitas Rossas; MACAMBIRA, Joel Buenano; http://lattes.cnpq.br/4842128592488825
    A produção de cobre no Brasil tem avançado atualmente, principalmente graças aos esforços da Vale que responde pelo maior volume de produção de concentrado, com isto, o cobre passou a ter peso importante no valor da produção mineral brasileira, situando-se em terceiro lugar, assim como na balança comercial do país. A Vale em 2014, foi responsável pelo maior volume de produção, das quais 98 mil toneladas foram obtidas a partir da exploração da mina do Salobo e 110 mil t na mina do Sossego, daí a relevância para a realização deste estudo. Neste trabalho é apresentado o estudo de caracterização tecnológica do concentrado de cobre produzido pela mina do Sossego (VALE), localizada no sudeste do Pará, no município de Canaã dos Carajás. A jazida está localizada numa zona de cisalhamento regional de atitude WNW-ESE/75ºSSW que põe em contato rochas gnáissicas do Complexo Xingu, para sul, com rochas supracrustais do Grupo Grão Pará, para norte. A mineralização compreende um estágio tardio do sistema hidrotermal e é representada por calcopirita (CuFeS2), que é acompanhada em menores quantidades por pirita (FeS2) e siegenita ((Ni,Co)3S4). Mais raramente, ocorrem pirrotita (FeS), esfalerita (ZnS), ouro nativo (Au) entre outros, na forma de pequenas inclusões na calcopirita. A pesquisa objetivou investigar e determinar algumas propriedades físicas do concentrado de cobre, possibilitando o fornecimento de novas informações tecnológicas para adequar suas condições de manuseio, transporte e beneficiamento. Os parâmetros determinados foram: potencial hidrogeniônico, umidade, composição granulométrica, densidade, a presença de minerais magnéticos, composição mineral por difração de raio-X e a análise minerográfica. A pesquisa mostrou que a água em contato com o concentrado de cobre apresentou pH ácido de 2,82, devido ao período em que a amostra ficou armazenada, 18 meses. A umidade registrada foi de 9%, com granulometria muito fina, de fração predominante (< 0,062 mm) e peso de (95%). A densidade real do concentrado foi de 4,22g/cm³, com teor de magnetita de 0,37%, sua composição mineralógica identificada por DRX foi: calcopirita, clorita, anfibólio, K-feldspato, talco, albita e quartzo, além de sua composição minerográfica ser constituída por calcopirita em até 90%.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Espacialização dos processos minerários na Região Metropolitana de Belém - Pará
    (2022-07-07) MAIA, Raquel da Silva Vieira; MELO, Paulo Alves de; http://lattes.cnpq.br/1500029883430577; https://orcid.org/ 0000-0003-4779-6598
    A mineração é uma atividade que vem se intensificando ao longo dos anos. Dessa forma, para mensurar as atividades exploratórias decorrentes na Região Metropolitana de Belém - Pa, a pesquisa propôs através do geoprocessamento a espacialização dos processos minerários. Nesta, foram realizadas pesquisas na base de dados disponibilizados pelo Sistema de Informações Geográficas da Mineração (SIGMINE) da Agência Nacional de Mineração (ANM), para produção de um levantamento espaço temporal, visando caracterizar os municípios que apresentam maiores concentrações de áreas requeridas ao órgão competente. Para diagnóstico dos dados, foram confeccionados mapas para a representação das poligonais requeridas, além da utilização do método de densidade Kernel, operando o software QGIS com dados do período de 2001 a fevereiro de 2022, para determinação do comportamento nos avanços de interesses minerários, além da produção de representações gráficas. Com isso, foram espacializados 157 poligonais de processos minerários para diferentes substâncias minerais, predominantemente encontrados em fases de licenciamento, aplicados na construção civil, expressando maiores concentrações de áreas para extração de água mineral e com maior quantidade de processos nos municípios de Santa Izabel, Benevides e Castanhal, quanto ao quantitativo de áreas em hectares, o município de Santa Izabel supera os demais, pois algumas áreas foram requeridas através de cooperativas, através do requerimento de lavra garimpeira para áreas com quase 10.000 hectares. Para tanto, identificou-se que a área de estudo sofreu avanços significativos ao longo dos anos para tais atividades, comportando ao todo quase oitenta e dois mil hectares em áreas requeridas, tornando-a assim, objeto de explotação mineral.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Estudo mineralógico e geoquímico dos sedimentos da região compreendida entre a Foz do rio Araguari e os Cinturões Lacustres, na Zona Costeira do estado do Amapá
    (2013) TEIXEIRA, Marília Carvalho; ANGÉLICA, Rômulo Simões; http://lattes.cnpq.br/7501959623721607; SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673
    Os sedimentos terciários e quaternários da região situada entre a foz do Rio Araguari e os Cinturões Lacustres, no Estado do Amapá, compreendem areias, areias siltosas, siltes e siltes arenosos. Mineralogicamente são compostos por quartzo (56%), muscovita (18%), albita (6%), K-feldspatos (traços) e argilominerais, além de óxidos e hidróxidos de ferro e minerais pesados transparentes e opacos. Os argilominerais são compostos por esmectita (53%), caulinita (33%) e illita (14%), além de clorita em quantidades traço. Dentre os minerais pesados transparentes foram identificadas 13 espécies distintas, representadas por três associações principais: as assembleias A (epidoto-hornblenda-hiperstênio-diopsídio-granada) e B (epidoto-zircão-hornblenda-turmalina) correspondem aos sedimentos finos do quaternário e indicam influência de área-fonte de composição predominantemente máfica-ultramáfica e também rochas ígneas félsicas e sedimentares; o conteúdo da assembleia C (zircão-epidoto-turmalina-estaurolita-hornblenda), referente aos sedimentos mais grossos do Terciário, indica influência por área-fonte de composição principalmente félsica, como também rochas sedimentares, e ainda rochas máficas, de forma secundária. Os valores de CIA demonstram que, tanto os sedimentos terciários (> 90) quanto os quaternários (75-85) foram afetados por condições elevadas de intemperismo, sendo mais acentuadas nas amostras do Quaternário.A depleção em La, Th, Sc e Hf, e o conteúdo mais elevado de Co nos sedimentos quaternários reflete a elevada concentração de minerais ferromagnesianos (assembleias A e B) e a sua derivação a partir das rochas da Cordilheira dos Andes e dos sedimentos da Bacia do Solimões. As amostras do Terciário, no entanto, possuem composição mais enriquecida em La, Th, Hf e Zr, indicando abundância de minerais resistatos (assembleia C), como também derivação a partir de fontes mais félsicas dos Escudos Pré-cambrianos e sedimentos retrabalhados da Bacia Sedimentar do Amazonas, misturados em diversas proporções. Portanto, as variações na distribuição dos minerais e elementos químicos nos sedimentos terciários e quaternários estão relacionadas a dois fatores principais: seleção hidráulica durante o transporte e influência de áreas-fonte de composição distinta.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Estudo minerográfico de minérios da província mineral de Carajás e montagem do acervo de amostras do curso de minerografia
    (2010) ASSUNÇÃO, Juliana Maciel de; MACAMBIRA, Joel Buenano; http://lattes.cnpq.br/4842128592488825
    No Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (IG/UFPA), a disciplina optativa de “Minerografia” busca introduzir os alunos do penúltimo semestre do curso de Geologia nos caminhos desta técnica, que é de grande importância para os discentes, pois permite a eles identificar inúmeros minerais opacos com microscópio minerográfico, peça extremamente útil no estudo de paragêneses e texturas dos minérios como complemento geológico de um depósito mineral. Este trabalho realizou estudos minerográficos de minérios das províncias Carajás e Rio Maria, gerando textos específicos para cada um dos depósitos com ênfase em seus minerais opacos. Também resultou na organização do acervo de amostras para o curso de Minerografia que, eventualmente, é utilizado por professores do Instituto de Geociências que ministram aulas na pós-graduação. Atualmente o acervo possui 306 amostras, sendo 128 de depósitos das Províncias Carajás e Rio Maria e 178 amostras avulsas, pertencentes a depósitos variados dos quais se tem pouco conhecimento geológico. Deste total, 77 são pertencentes às amostras de depósitos da Bolívia (sigla SP), que foram doadas pelo Profº Dr. Daniel Howard da Universidade Tomas Frias (U.F.M.T.F.) e mostram uma diversidade minerográfica e textural de muito valor, cujos principais minerais são os sulfetos de Sb, Ag, Cu-Sb, Cu-Sn-Fe, Pb-Cu-Sb e Pb-Sn-Sb. A partir da organização, recuperação e catalogação das amostras deste acervo, foi possível montar a coleção do GGE, a qual possui amostras de depósitos específicos (Salobo, Pojuca, Carajás, Azul e Cumaru) e amostras cujas características minerográficas são de grande utilidade no campo da Geologia Econômica. Este trabalho permitiu identificar uma diversidade muito grande de minerais de minérios existentes nos depósitos das Províncias Carajás e Rio Maria, confirmando assim seus potenciais econômicos, enriquecendo o acervo do GGE do IG/UFPA, uma vez que seções foram recuperadas, outras confeccionadas, e novos minerais foram reconhecidos. Além disso, a autora adquiriu experiência de extrema importância no campo da geologia econômica, mais precisamente, no campo da Minerografia.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Estudo petrográfico e de inclusões fluidas das rochas hospedeiras e do minério aurífero sulfetado do alvo pista, depósito Coringa, Província Aurífera do Tapajós, Pará
    (2015) LIMA, Rafael Guimarães Corrêa; BORGES, Régis Munhoz Krás; http://lattes.cnpq.br/4220176741850416; KLEIN, Evandro Luiz; http://lattes.cnpq.br/0464969547546706
    O alvo Pista é um prospecto situado nas imediações do corpo de minério principal do depósito Coringa, localizado no extremo sudeste da Província Aurífera do Tapajós, nas proximidades do município de Novo Progresso (PA). O estudo petrográfico detalhado de amostras de testemunhos de sondagem indica um feldspato alcalino granito como o principal litotipo hospedeiro da mineralização, composto por feldspato potássico pertítico, quartzo e albita. Além deste, foi reconhecido um conjunto de rochas piroclásticas, formado por ignimbrito feldspato alcalino riolítico e lápili-tufo, além de brecha hidrotermal. Estas rochas foram afetadas por diferentes estágios de alterações hidrotermais. Foram reconhecidos sete tipos: albitização, propilitização, sericitização, silicificação, carbonatação, argilização e hematitização. Sericitização e silicificação constituem as alterações mais expressivas e a mineralização aurífera-sulfetada está relacionada a elas. Em zonas de intensa sericitização e brechação, mineralizadas, foram observados cristais de adulária associados a vênulas de quartzo e à sericita. A mineralização ocorre em estilos disseminado e fissural, inclui pirita, esfalerita, galena e calcopirita. Análises por MEV-EDS mostraram partículas de hessita (Ag2Te) com até 6,6% de Au e esfalerita com teores de Au entre 1,5 e 3,25%, indicando que o Au está associado à Ag e Zn. Vênulas de quartzo contêm inclusões fluidas que ocorrem em grupamentos, trilhas intra- e transgranulares e de forma isolada. Análises microtermométricas preliminares permitiram o reconhecimento de três fluidos distintos: (1) fluido aquocarbônico (fluido I) de baixa salinidade, de 3,0 a 8,0% de NaCl equiv. e frações molares de CO2 entre 0,06 e 0,7 (mol% de CO2); (2) fluido aquoso (fluido II) com salinidade entre 6,0 e 9,7% de NaCl equiv., ambos de provável origem magmática e formados por ebulição (boiling); (3) fluido aquoso de mais baixa salinidade (fluido III), entre 0,2 e 3,0% de NaCl equiv., com temperatura de homogeneização entre 190 e 310ºC, resultante de influxo de água meteórica. As rochas hospedeiras, o caráter polimetálico da mineralização, a ocorrência de adulária na alteração hidrotermal e a presença de fluidos aquosos e aquocarbônico de baixa salinidade são características que permitem sugerir ser o alvo Pista parte de um sistema mineralizado magmático-hidrotermal, possivelmente epitermal de baixa ou intermediária sulfetação.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Estudo petrográfico e geoquímico das rochas encaixantes e do minério do Alvo Visconde, Província Mineral de Carajás
    (2011) SILVA, Antonia Railine da Costa; VILLAS, Raimundo Netuno Nobre; http://lattes.cnpq.br/1406458719432983
    O depósito cupro-aurífero Visconde está localizado a 15 km a leste do congênere depósito do Sossego, na zona de transição entre o domínio Carajás e os terrenos granito-greenstone Rio Maria, Província Mineral de Carajás (PMC). O depósito Visconde é hospedado predominantemente por rochas metavulcânicas félsicas, granitoides e gabros/dioritos, embora, dacitos, rochas vulcânicas máficas e ultramáficas serpentinizadas também estejam localmente mineralizadas. Essas rochas mostram graus variados de alteração hidrotermal, constatando-se que alteração sódica (albita + escapolita), sódico-cálcica I (actinolita + turmalina + epidoto + magnetita), potássica (biotita ± alanita, K-feldspato), sódico-cálcica II (albita + calcita + actinolita + epidoto + quartzo + hematita) e cloritização ocorreram nesta ordem e em parte se superpuseram. O modo de ocorrência das fases hidrotermais foi controlado pelo regime tectônico, o qual passou de dúctil para rúptil-dúctil. A precipitação de sulfetos (pirita + calcopirita + bornita ± pentlandita ± molibdenita) se deu em praticamente todos os estágios, mas foi após biotitização que se formaram os maiores volumes (notadamente calcopirita e bornita), sobretudo nas brechas. A associação de sulfetos e óxidos reflete uma assinatura geoquímica caracterizada por Cu-Au-Fe-Mo, enquanto minerais de ganga (allanita, turmalina e apatita) evidenciam significativo aporte de ETRL, B e P pelos fluidos ao sistema hidrotermal. As paragêneses apontam para fluidos inicialmente muito salinos (escapolita marialítica), quentes e de caráter mais reduzido (magnetita), os quais, progressivamente, se tornaram menos salinos e mais frios e oxidados (hematita). As características do depósito Visconde, no que diz respeito às rochas encaixantes, tipos de alteração e mineralização, são muito semelhantes às do depósito de Sossego, o que os coloca em uma mesma categoria metalogenética.
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