Faculdade de Educação - FACED/CBRAG
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Navegando Faculdade de Educação - FACED/CBRAG por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Arte e resistência: o artesanato de Maria como expressão da Cultura e identidade quilombola(2025-10-22) PEREIRA, Paula Roberta da Silva; CARDOSO, Maria Gorete Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/2012685775215935Este artigo analisa como o artesanato, enquanto prática cultural, contribui para a preservação da identidade quilombola. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, com revisão bibliográfica, que utilizou a entrevista biográfica realizada de forma online, via WhatsApp, com a artesã Maria, residente na comunidade remanescente de quilombo de Jacarequara. A análise das respostas abertas foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicam que o artesanato de barro atua como elemento articulador de ancestralidade, tradição, pertencimento e sobrevivência simbólica e econômica, fortalecendo a identidade cultural da comunidade. Conclui-se que discutir o artesanato como estratégia de resistência cultural e valorização patrimonial é fundamental, evidenciando sua contribuição para a visibilidade da comunidade e para o desenvolvimento do turismo local.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Culturas e tradições no município de Tracuateua: história, identidades e as festividades amazônicas(2025-10-14) SANTOS, Lucas da Silva; MACIEL, Rogerio Andrade; http://lattes.cnpq.br/4171802049479343; https://orcid.org/0000-0003-1673-5215O artigo analisa as culturas e tradições do município de Tracuateua, localizado no nordeste paraense, destacando sua formação histórica, as festividades amazônicas e a construção das identidades locais. Metodologicamente, a pesquisa é de caráter qualitativo, exploratório e descritivo e utiliza a pesquisa documental e análise documental. Os resultados evidenciam que o processo histórico do município de Tracuateua é marcado pela ferrovia Belém-Bragança, pela colonização de migrantes e pela emancipação política. Já as festividades religiosas, em especial a festa de São Sebastião e a Marujada, revelam-se como expressões de resistência cultural, de memória coletiva e de fortalecimento da coesão social, o que contribui para consolidar uma identidade cultural própria. Conclui-se que a preservação dessas culturas e tradições é fundamental não apenas para a afirmação da identidade amazônica, mas também para a valorização do patrimônio imaterial local amazônico tracuateuense.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Identidade das crianças quilombolas na Comunidade de Bela Aurora no Nordeste do Pará(2022-01-27) MATOS, Damaris da Silva; SANTOS, Raquel Amorim dos; http://lattes.cnpq.br/3387666784015912O estudo analisa a identidade de crianças quilombolas na comunidade de Bela Aurora no Nordeste do Pará. As infâncias quilombolas são vivenciadas por práticas históricas e socioculturais, relacionadas a preservação da memória, das festividades, da religiosidade em que as crianças participam no seu território pois tem, conquistado direitos e cada vez mais tem mostrado que a criança também é construtora de cultura e de conhecimento, por esse motivo deve ser valorizada e respeitada. O referencial teórico baseia-se em Mary Del Priore, Philippe Aries, Simei Andrade e Juliana Linhares. Para a discussão sobre identidade o referencial teórico baseou-se nas discussões de Nilma Gomes, Stuart Hall e Sheilla Zillane Almeida. O estudo é de abordagem qualitativa, com foco na pesquisa etnográfica. O método deu-se através da observação participante, rodas de conversa e grupo focal com base nas considerações de Bernadete Gatti. Para analisar os discursos das crianças o estudo baseou-se Mikhail Bakhtin a partir do conceito de dialogismo e polifonia. Os resultados do estudo revelam como as crianças do quilombo de Bela Aurora constroem suas identidades dentro do seu território. As relações estabelecidas entre elas são formadas por meio da natureza e sua cultura a partir daí, constroem e afirmam a identidade enquanto crianças quilombolas, pois as identidades não se constroem no isolamento, ou seja, precisa de interação entre o meio sociocultural. Logo, a identidade não é estável, sempre está em constante transformação. Concluo que a identidade das crianças do quilombo de Bela Aurora é formada por meio dos aspectos socioculturais ligados os saberes dos seus ancestrais, assim como os elementos naturais que o território oferece como o rio Gurupi.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Infâncias de crianças marujas na Festividade de São Benedito e na Marujada da Amazônia bragantina(2025-10-20) SOARES, Raimundo Rafael de Sousa; SOUZA, Ana Paula Vieira e; http://lattes.cnpq.br/8840758628880141; https://orcid.org/0000-0003-3340-1866A pesquisa analisa as discursividades de crianças marujas na Festividade de São Benedito e na Marujada da Amazônia bragantina na Região do Nordeste paraense. O objetivo principal é analisar os discursos de crianças marujas a respeito de suas infâncias no ciclo de São Benedito que inicia com a esmolação das Comitivas do Santo do campo, colônia e praia, os ensaios no barracão, missas e procissão a respeito das infâncias marujas. Esse estudo está vinculado às ações do Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Trabalho e Educação (GEPTE) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiras (NEAB), que privilegia pesquisar com crianças, e assume a concepção de infâncias no campo teórico da abordagem Afroperspectiva de Noguera, na qual as infâncias devem ser tratadas como modos de vida, uma infancialização como um princípio ético, de existir e terrexistir. Assim, as infâncias marujas são analisadas a partir das suas experiências e vivências nos cortejos e alguns adultos da Irmandade de São Benedito. Na geração de dados utilizamos as técnicas da entrevista de cunho jornalístico (roteiro de perguntas gravadas em áudio), observação participante e os registros fotográficos. Participaram desta pesquisa 62 crianças e 5 adolescentes marujas e, 4 pessoas da diretoria da Irmandade do São Benedito. As discursividades das crianças marujas revelam as vivências de suas infâncias em três dimensões que se entrelaçam na tradição das famílias, de cunho religioso e identidade cultural bragantina. As crianças marujas na Festividade de São Benedito cumprem promessas, manifestam a fé, brincam ao usar a indumentária de maruja. Elas expressam um sentimento de pertencimento ideológico e valorização da tradição da fé ao Santo Preto. Concluímos, que as infâncias marujas são aprendentes da Festividade e Marujada de São Benedito, das comitivas, danças, dos tambores, ritos e ladainha. Na participação das crianças nos ensaios do barracão existe uma infância de criança da Aprendências dos sete ritmos da dança (xote bragantino, valsa, roda, mazurca, retumbão, contradança/bagre, chorado), que devem ser valorizados como tradição. As crianças no contexto escolar revelam uma infância maruja atravessada pelo brincar. A pesquisa indica que as crianças marujas não têm um espaço definido na organização da Festividade pela Irmandade de São Benedito.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Juventudes esmoleiros na tradição da Festividade do Glorioso São Benedito, Bragança-Pará(2025-10-08) SILVA, Bruno Lima; PAZ, Francisco Cláudio Araújo de Castro da; http://lattes.cnpq.br/2383290251724952; SOUZA, Ana Paula Vieira e; http://lattes.cnpq.br/8840758628880141; https://orcid.org/0000-0003-3340-1866O Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia é resultado da pesquisa sobre juventudes esmoleiros na tradição da festividade do Glorioso São Benedito, em Bragança, Pará, buscando compreender como essas práticas culturais e religiosas se articulam com processos educacionais e formativos. O problema central da pesquisa reside em entender os motivos que levam a juventude a participar como esmoleiros nas comitivas, bem como as aprendizagens e sentidos atribuídos a essa vivência. O objetivo geral consiste em analisar os discursos das juventudes esmoleiros sobre a participação nas comitivas do Santo Preto, evidenciando a aprendizagem dos ritmos dos tambores, dos cantos, da musicalidade, ladainha e a espiritualidade, em sua relação com a religiosidade, tradição e identidade do povo bragantino. A metodologia se fundamenta na abordagem qualitativa, a técnica da entrevista privilegiando as falas de três jovens esmoleiros que peregrinam nas Comitivas do São Benedito da praia e da colônia. Como instrumento para a coleta de dados, adotou-se a técnica de entrevista semiestruturada e a análise de conteúdo como recurso para a interpretação dos resultados, que apontam para o vínculo familiar com a devoção à São Benedito e que se estende até a vivência das juventudes esmoleiras no ritual de esmolação. Nas comitivas as juventudes aprendem o ofício ao Santo, que se caracteriza na formação e contato com os saberes dos mais velhos para o manuseio dos instrumentos utilizados no ritual sagrado, assim como, na moral cristã que configura a identidade dos esmoleiros. Todos esses processos constituem uma educação não formal, com o repasse de valores, condutas e saberes pertencentes a comitiva.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Ludicidade e memória no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos: práticas pedagógicas com idosos no CRAS Caeté(2025-10-23) MORAIS, Paulene Fernanda da Silva; CARDOSO, Maria Gorete Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/2012685775215935O presente trabalho de conclusão de curso apresenta os resultados de uma experiência pedagógica desenvolvida no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Caeté, localizado no município de Bragança-PA. Essa experiência ocorreu no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) com um grupo de idosos e teve como objetivo analisar como práticas educativas fundamentadas na ludicidade e no resgate de memórias de infância podem contribuir para o fortalecimento dos vínculos comunitários e para a valorização da identidade cultural. As atividades foram realizadas em dois encontros: o primeiro consistiu em uma roda de conversa sobre brinquedos e brincadeiras tradicionais, e o segundo envolveu a confecção e exposição de brinquedos artesanais. Os resultados evidenciaram que a ludicidade favoreceu a socialização, a expressão de afetos e a preservação de práticas culturais, além de revelar o papel do pedagogo como mediador social em contextos de vulnerabilidade. A experiência demonstrou que a atuação pedagógica no CRAS extrapola a dimensão recreativa, consolidando-se como instrumento de inclusão e cidadania. Apesar das contribuições, identificaram-se desafios relacionados à escassez de recursos e à necessidade de maior articulação interdisciplinar, o que aponta para a importância de aprofundar estudos e práticas voltadas ao fortalecimento da educação não formal no âmbito da assistência social.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) As memórias e as vivências de uma mulher quilombola da Amazônia na UNICAMP(2023-10-30) ROSA, Graciane do Socorro Araújo da; COSTA, Norma Cristina Vieira; http://lattes.cnpq.br/0195364822232443O presente trabalho trata-se das memórias vivenciadas por mim, mulher Quilombola da Amazônia paraense durante o estágio realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Que teve como objetivo um intercâmbio entre estudantes ribeirinhos, indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais de diferentes cursos e Campi da universidade Federal do Pará e os projetos de pesquisas científicas da UNICAMP. O estágio aconteceu no laboratório de Inovação de Alimentos (LINA)FE/UNICAMP, no projeto de pesquisa “métodos de preservação da qualidade de alimentos”, onde foi desenvolvido várias técnicas industriais de preservação de alimentos e utilizado vários equipamentos para esse processo. O bjetivo desse estágio era que a partir das minhas vivências pudesse conhecer outros métodos de preservação de alimentos e assim me proporcionar novas experiências a cerca da preservação de alimentos e que esses conhecimentos futuramente fossem colocados em prática na minha comunidade. Assim, o estágio me proporcionou vivenciar outras culturas, saberes e costumes, além de me fazer entender a importância da ciência e do conhecimento empírico para a sociedade e principalmente para os povos de comunidades tradicionais.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Organização e saberes tradicionais no extrativismo do Caranguejo Uçá em Caratateua, Bragança/PA, Amazônia(2025-10-06) SILVA , Flavina de Oliveira; OLIVEIRA, Marcelo do Vale; http://lattes.cnpq.br/2841179890845657; https://orcid.org/0000-0001-6047-939X; SILVA JUNIOR , Sebastião Rodrigues da; http://lattes.cnpq.br/3931008488643780Nosso objetivo é compreender a organização e os saberes tradicionais da pesca artesanal do caranguejo-uçá na comunidade de Caratateua, em Bragança. Buscou-se evidenciar a transmissão desses saberes, a organização para a coleta do caranguejo-uçá e como essas práticas produtivas culturais e identitárias configuram e garantem a reprodução social e econômica dos pescadores artesanais. A pesquisa se fundamenta em referenciais teóricos sobre povos tradicionais, saberes tradicionais e pesca artesanal de acordo com Diegues (2005), Furtado (1990), Maneschy (2005) e Oliveira (2013) dialogando com estudos que abordam a relação entre comunidade extrativista e os saberes sobre os ciclos naturais. Metodologicamente, a pesquisa adotou uma abordagem de cunho qualitativa, conforme destaca Haguette (2003), fundamentada em levantamento bibliográfico, pesquisa de campo e entrevista semiestruturada realizada com um tirador de caranguejo da comunidade de Caratateua. Os resultados mostram que a pesca do caranguejo-uça é organizada coletivamente, considerando fatores ambientais como a maré, vegetação, ciclos lunares, além de envolver técnicas especificas de capturas, que são transmitidas por meio da vivência prática e da herança intergeracional.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Políticas de ações afirmativas e permanência quilombola de estudantes do Campus Universitário de Bragança da Universidade Federal do Pará(2025-10-09) RIBEIRO, Gizele da Costa; BRAGA, Simone Bittencourt; http://lattes.cnpq.br/9251749849213435; SOUZA, Ana Paula Vieira e; http://lattes.cnpq.br/8840758628880141; https://orcid.org/0000-0003-3340-1866O Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia é resultado da pesquisa sobre as ações afirmativas e a permanência de estudantes quilombolas no Campus Universitário de Bragança da Universidade Federal do Pará. O objetivo principal foi analisar, a partir das experiências de discentes quilombolas, de que forma as políticas contribuíram para a permanência nos cursos de graduação, considerando os desafios e possibilidades enfrentados ao longo da trajetória acadêmica, na perspectiva da Pedagogia inclusiva e da equidade racial. O método utilizado constituiu na abordagem qualitativa, fundamentada na revisão bibliográfica e nas entrevistas semiestruturadas aplicadas a estudantes quilombolas dos cursos de licenciatura em Pedagogia, Letras Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Naturais. Essa pesquisa é relevante conforme amplia discussões da temática sobre a Pedagogia inclusiva e as ações afirmativas, apresentando as especificidades do contexto amazônico e da realidade do Campus universitário de Bragança, além de contribuir para a democratização do Ensino Superior e a promoção da equidade racial. Os resultados da pesquisa apontam que os estudantes quilombolas percebem o ingresso na Universidade Federal do Pará como uma conquista pessoal e coletiva, mas enfrentam múltiplos desafios como barreiras econômicas, deslocamento geográfico, defasagens na formação básica, exigências acadêmicas da universidade, responsabilidades familiares, gênero e maternidade, fatores que interferem diretamente na adaptação ao ensino superior e no risco de evasão. Conclui-se que a efetiva democratização do ensino superior exige uma articulação entre políticas de acesso, assistência estudantil e estratégias pedagógicas inclusivas, que considerem as desigualdades históricas e as demandas específicas dos quilombolas.