Forma-espaço na reconfiguração da Amazônia Oriental: correlação entre dinâmicas econômicas e o crescimeto urbano da cidade de Marabá

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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

11-09-2025

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FERREIRA, Sebastião Gabriel Guimarães. Forma-espaço na reconfiguração da Amazônia Oriental: correlação entre dinâmicas econômicas e o crescimeto urbano da cidade de Marabá. Orientador: José Júlio Ferreira Lima. 2025. 17 f. Trabalho de Curso (Graduação) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Instituto de Tecnologia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: Valor Idioma Editar https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9648 Acesso em:
Este trabalho analisa a configuração morfológica da cidade de Marabá, no sudeste do Pará, a partir de uma abordagem histórico-geográfica combinada com análise espacial. A pesquisa identifica quatro períodos morfológicos: O primeiro, de 1938 a 1970 é marcado pela economia extrativista e pela adaptação do tecido urbano aos rios; o segundo de 1971 a 1996 deve-se a integração regional com expansão dos núcleos Cidade Nova, Nova Marabá e Morada Nova, impulsionada por políticas públicas, rodovias e pelo Projeto Ferro Carajás; enquanto que no terceiro de 1997 a 2011, há intensificação da migração e industrialização, com expansão periférica e surgimento de franjas urbanas irregulares e quarto e último, de 2012 aos dias atuais consiste da consolidação de conjuntos habitacionais do PMCMV e de empreendimentos privados, configurando um padrão fragmentado e ortogonal em áreas públicas e radiocêntrico em bairros planejados. Os resultados indicam padrões diferenciados de acessibilidade e integração urbana, evidenciando áreas com maior ou menor acessibilidade global, especialmente daqueles localizados dentro de condomínios ou vilas, se relaciona com a configuração da malha urbana. A análise demonstra que os conjuntos habitacionais públicos do PMCMV, em geral, estão localizados em áreas menos integradas, enquanto empreendimentos privados tendem a se situar em locais mais conectados, refletindo uma segregação socioespacial que acompanha a lógica do mercado imobiliário e das políticas públicas.

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