“Só não pode parar de sorrir”: a precariedade silenciosa no trabalho de streaming

dc.contributor.advisor1CRUZ, Leonardo Ribeiro da
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7288675449844086
dc.creatorFERNANDES, Robson Gomes
dc.date.accessioned2026-08-31T14:34:43Z
dc.date.available2026-08-31T14:34:43Z
dc.date.issued2026-07-23
dc.description.abstractThis monograph aims to examine labor relations within the streaming service Twitch, currently considered the largest streaming platform. Our objective is to outline the socio-historical process that laid the foundation for the service's current status, as well as the monetization mechanisms that generate income for those engaged in this line of work, while connecting these aspects to sociological theories such as those proposed by Biazzi (2025) and Antunes (2020, 2022). Streaming work—particularly game streaming—involves a series of contradictions that blend the operational dynamics of "Platform Capitalism" with a "leisure-as-work" concept distinct from other similar occupations; this results in a pursuit of professional, personal, and economic satisfaction set against a backdrop of eroding labor rights and the shift toward independent contracting (or *pejotização*) (Antunes, 2020). This workforce of precarious laborers spans both sectors of this new model of underemployment; although the specific tools of the trade differ, the inconsistent rhetoric of "partnership"—used to mask underlying contradictions—remains constant. Because these platforms offer no job security, workers are constantly at the mercy of monetization schemes that can shift at any moment as the platform seeks new profit avenues—exploiting the worker in a manner akin to the extraction of relative surplus value (Marx, 1988). Thus, when comparing this with other companies that share this same mode of capital accumulation, our research hypothesis suggests that—whether in app-based delivery work or in streaming—analysis of the Brazilian context points to a similar phenomenon: the consolidation of a business model that exploits deregulation to render labor precarious and to concentrate income and data from both performers and audiences (Wagner, 2021).
dc.description.resumoA seguinte monografia tem como objetivo apresentar as relações de trabalho no serviço de streaming Twitch, considerada a maior plataforma de streaming hoje em dia. Nosso propósito é divulgar o processo histórico-social que serviu de base para o patamar que encontrado agora por este serviço, assim como o funcionamento de monetização que serve para possível renda daqueles que trabalham com esta ocupação, associando-os aos estudos teóricos sociológicos como os realizados por Biazzi (2025) e Antunes (2020, 2022). O trabalho com streaming, em especial o de jogos, compreende uma série de contradições que misturam a própria operabilidade do “Capitalismo de Plataforma” com um conceito de lazer-trabalho que é diferente de outras ocupações similares, resultando num composto de busca por satisfação profissional, pessoal e econômica inserida num contexto de redução de direitos e pejotização (Antunes, 2020). Este corpo de trabalhadores precarizados se prolongam por ambos os espaços deste novo modelo de subemprego onde, ainda que as ferramentas de trabalho estejam diferentes, o incoerente discurso de parceria para esconder o contraditório permanece. A forma de operação destas plataformas, por não garantirem nenhuma seguridade para seus trabalhadores, fazem estes sempre ficarem à mercê da organização de monetização da plataforma que ao qualquer momento podem buscar novas formas de lucro para explorarem o trabalhador como num exemplo de mais valia relativa (Marx, 1988). Assim, ao compararmos com outras empresas que compartilham desta mesma forma de acumulação de capital, podemos relacionar em nossa hipótese de pesquisa que tanto no trabalho de entregas por aplicativo quanto no streaming, a análise para o espaço brasileiro aponta para um fenômeno similar: a consolidação de um modelo de negócio que se beneficia da desregulamentação para precarizar o trabalho e concentrar renda e dados de apresentadores e audiência (Wagner, 2021).
dc.identifier.citationFERNANDES, Robson Gomes. “Só não pode parar de sorrir”: a precariedade silenciosa no trabalho de streaming. Orientador: Leonardo Ribeiro da Cruz. 2026. 44 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Sociais) - Faculdade de Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará. Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10048. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10048
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.licenseAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.source.uriDisponível na internet via correio eletrônico: bibhumanas@ufpa.brpt_BR
dc.subjectPrecariedadept_BR
dc.subjectTrabalhopt_BR
dc.subjectStreamingpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIApt_BR
dc.title“Só não pode parar de sorrir”: a precariedade silenciosa no trabalho de streaming
dc.typeTrabalho de Curso - Graduação - Monografia

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