Territorialidade, memória e deslocamento compulsório em Jacundá - PA após a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

28-08-2026

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SILVA, Tamires Ferreira da. Territorialidade, memória e deslocamento compulsório em Jacundá - PA após a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Orientadora: Nelissa Peralta Bezerra. 2026. 29 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Sociais) - Faculdade de Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará. Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10297. Acesso em:.
Este estudo qualitativo, de caráter descritivo e exploratório, analisa as experiências de antigos moradores atingidos pelo alagamento da Velha Jacundá (PA), decorrente da implantação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste paraense, com o objetivo de compreender os impactos do deslocamento compulsório sobre a territorialidade, a memória social e a justiça ambiental. A fundamentação teórica ampara-se no debate crítico sobre como a construção da hidrelétrica ocorreu sob decisões centralizadas, as quais priorizaram a integração nacional e os interesses econômicos de grandes projetos em detrimento dos impactos socioambientais locais. Metodologicamente, a coleta de dados realizou-se por meio de entrevistas semiestruturadas em formato remoto, submetidas posteriormente à análise de conteúdo de Bardin. O corpus documental organizou-se em quatro categorias centrais: "Modo de vida e pertencimento", "Deslocamento compulsório", "Silenciamento dos atingidos" e "Injustiça ambiental". Os resultados apontam que os sujeitos atingidos enfrentaram profundas rupturas materiais, afetivas e simbólicas em suas formas de reprodução socioeconômica ao serem compulsoriamente reassentados às margens da rodovia PA-150. Ademais, constatou-se que a imposição do projeto desenvolvimentista, sob a égide autoritária da ditadura militar, operou por meio do silenciamento sistemático e do não reconhecimento institucional de parcela expressiva das famílias na condição de atingidas, dinâmicas que estruturam e perpetuam a dimensão crônica de injustiça ambiental.

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