O mito da corda ideal: investigando o hiato entre as representações dos livros didáticos e a realidade experimental no ensino de ondulatória

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

03-07-2026

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COSTA, Caio Felipe Souza da. O mito da corda ideal: investigando o hiato entre as representações dos livros didáticos e a realidade experimental no ensino de ondulatória. Orientador: Saulo de Mesquita Diles. 2026. 39 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Física) – Faculdade de Física, Campus Universitário de Salinópolis, Universidade Federal do Pará, Salinópolis, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10162. Acesso em:.
O presente trabalho aborda o ensino de Física, com foco no conteúdo de ondulatória, destacando as dificuldades enfrentadas pelos estudantes no processo de aprendizagem devido ao caráter frequentemente abstrato das abordagens tradicionais. Como alternativa à introdução puramente teórica, propôs-se uma metodologia ativa, baseada em atividades práticas com movimentos em cordas e simulações virtuais, que permite a observação direta dos fenômenos antes da formalização conceitual. A pesquisa, de natureza mista (quantitativa e qualitativa) e do tipo pesquisa-ação, foi conduzida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), com 33 estudantes do 2o ano do ensino médio da Escola Aracy Alves Dias. Os procedimentos experimentais envolveram três tentativas sistemáticas utilizando cordas de diferentes espessuras (3 mm, 6 mm e 8 mm), cabo de vassoura e argola. Adicionalmente, realizou-se um comparativo entre as representações estáticas dos livros didáticos e a visualização dinâmica oferecida pela plataforma PhET Interactive Simulations. Os resultados indicaram que a propagação ideal de pulsos descrita na teoria não foi reproduzida integralmente nas primeiras condições testadas; a formação de uma onda (neste caso, amortecida) só foi observada na terceira tentativa, utilizando a corda de 8 mm disposta horizontalmente no chão. Na análise quantitativa do questionário, 33% dos alunos responderam de forma completa, enquanto 67% o deixaram incompleto. A análise qualitativa revelou que os estudantes que concluíram a atividade demonstraram maior domínio sobre os conceitos de cristas, vales e propagação. Conclui-se que a articulação entre recursos práticos e tecnológicos torna a aprendizagem mais visual e significativa, embora o estudo evidencie a necessidade de explicitar as variáveis reais do laboratório para evitar o hiato entre a expectativa do livro didático e a realidade experimental.

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