A versão brasileira também odeia o Chris? Estereótipos raciais na dublagem

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

15-09-2025

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ALMEIDA, Melyssa Oliveira Carvalho. A versão brasileira também odeia o Chris? Estereótipos raciais na dublagem. 2025. 25 f. Trabalho de Curso (Bacharel em Comunicação Social) - Faculdade de Comunicação Social, Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9215. Acesso em:.
Este trabalho analisa criticamente a dublagem brasileira da série Todo Mundo Odeia o Chris (Everybody Hates Chris), investigando como estratégias de tradução e adaptação podem reforçar estereótipos raciais e naturalizar práticas de racismo estrutural. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na análise de conteúdo (BARDIN, 1977) e na análise de discurso (PÊCHEUX, 1990), a partir dos três primeiros episódios da primeira temporada. Foram examinadas expressões populares, substituições lexicais e decisões interpretativas que, ao buscar aproximar o humor da obra ao público brasileiro, incorporaram termos historicamente racistas, como “mulambo”, e ditados de origem escravocrata, como “debaixo desse angu tem caroço”. Além disso, são discutidas as escolhas de direção e escalação dos dubladores, a ausência de representatividade negra na equipe e o papel da dublagem como agente político-cultural. Os resultados demonstram que a domesticação (VENUTI, 1995) do texto original, sem a devida atenção ao contexto histórico e racial, contribui para transformar uma obra de crítica social em um produto que reforça estigmas e preconceitos. A pesquisa evidencia, assim, a necessidade de uma reflexão ética no campo da tradução audiovisual e da dublagem, especialmente em produções que abordam questões raciais.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibletras@ufpa.br