Transformação socioespaciais na RI Xingu ( 2000 - 2022):a relação da gravidez precoce, no contexto da AHE Belo Monte, na produção do espaço
| dc.contributor.advisor1 | SILVA, Michelle Sena da | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | https://lattes.cnpq.br/6188052805317189 | |
| dc.creator | BANDEIRA, Ozenilda da Silva | |
| dc.creator.Lattes | https://lattes.cnpq.br/6128962159410147 | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-07T20:40:53Z | |
| dc.date.available | 2026-03-07T20:40:53Z | |
| dc.date.issued | 2026-02-12 | |
| dc.description.resumen | La Región de Integración Xingu, en el estado de Pará, experimentó entre 2000 y 2022 profundas transformaciones socioespaciales, intensificadas por la implantación de la central hidroeléctrica de Belo Monte. Este proceso, articulado con políticas de integración nacional, promovió cambios demográficos, territoriales y socioeconómicos que repercutieron directamente en las condiciones de vida de la población. En este contexto, el embarazo precoz entre las niñas de 10 a 14 años emerge como un indicador revelador de las desigualdades estructurales y de la producción asimétrica del espacio, exponiendo la vulnerabilidad de los grupos sociales sometidos a procesos históricos de exclusión. La investigación analiza la espacialización del embarazo precoz en la RI Xingu, articulando referencias de la Geografía Humana, Regional y de la Geografía de la Salud, destacando cómo los flujos migratorios temporales impulsados por Belo Monte reorganizaron el espacio y agravaron las desigualdades. El rápido crecimiento urbano, la presión sobre los servicios públicos y la intensificación de las vulnerabilidades sociales han dado lugar a un escenario marcado por la baja eficacia de las políticas de prevención y la fragilidad de las redes de protección de la infancia y la adolescencia. Los datos del SINASC, el IBGE y el Ministerio de Salud revelan que, entre 2000 y 2022, persisten altas tasas de embarazo precoz en los municipios de la RI Xingu, con mayor incidencia en Altamira y Vitória do Xingu, áreas directamente afectadas por la instalación de la central. El bajo nivel educativo de las madres, la prematuridad, el bajo peso al nacer y la desigualdad racial refuerzan las configuraciones espaciales de las vulnerabilidades sociales. El predominio de los nacimientos entre adolescentes pardas, negras e indígenas indica la profundidad de las desigualdades socioeconómicas y étnico-raciales presentes en la región. La investigación demuestra que la dinámica migratoria asociada a las obras de Belo Monte desencadenó una reestructuración regional y un aumento de la población joven expuesta a riesgos sociales. La baja eficacia de las políticas públicas, especialmente en el ámbito de la educación sexual, la planificación reproductiva y la atención básica, contribuyó al mantenimiento de altos índices de embarazos no deseados. El poder local, aunque central en la gestión de la región, enfrenta limitaciones estructurales para responder a la magnitud de las demandas sociales surgidas con la reconfiguración regional. Así, el embarazo precoz se presenta como un fenómeno multiescala, que expresa las contradicciones entre el desarrollo económico y la desigualdad social, poniendo de manifiesto la necesidad de políticas integradas de salud, educación y asistencia, formuladas a partir de las especificidades territoriales de la Región de Integración Xingu. | |
| dc.description.resumo | A Região de Integração Xingu, no estado do Pará, passou, entre 2000 e 2022, por profundas transformações socioespaciais, intensificadas pela implantação do Aproveitamento Hidrelétrica de Belo Monte. Esse processo, articulado a políticas de integração nacional, promoveu mudanças demográficas, territoriais e socioeconômicas que repercutiram de forma direta sobre as condições de vida da população. Nesse contexto, a gravidez precoce entre meninas de 10 a 14 anos emerge como um indicador revelador das desigualdades estruturais e da produção assimétrica do espaço, expondo a vulnerabilidade de grupos sociais submetidos a processos históricos de exclusão. A pesquisa analisa a espacialização da gravidez precoce na RI Xingu, articulando referenciais da Geografia Humana, Regional e da Geografia da Saúde, destacando como os fluxos migratórios temporários impulsionados por Belo Monte reorganizaram o espaço e acirraram desigualdades. O crescimento urbano acelerado, a pressão sobre os serviços públicos e a intensificação das vulnerabilidades sociais produziram um cenário marcado pela baixa efetividade das políticas de prevenção e pela fragilidade das redes de proteção a crianças e adolescentes. Os dados do SINASC, IBGE e Ministério da Saúde revelam que, entre 2000 - 2022, persistem taxas elevadas de gravidez precoce nos municípios da RI Xingu, com maior incidência em Altamira e Vitória do Xingu, áreas diretamente impactadas pela instalação da usina. A baixa escolaridade materna, a prematuridade, o baixo peso ao nascer e a disparidade racial reforçam as configurações espaciais das vulnerabilidades social. O predomínio de nascimentos entre adolescentes pardas, pretas e indígenas indica a profundidade das desigualdades socioeconômicas e étnico-raciais presentes na região. A pesquisa demonstra que a dinâmica migratória associada às obras de Belo Monte desencadeou reestruturação regional e aumento da população jovem exposta a riscos sociais. A baixa efetividade de políticas públicas, especialmente no âmbito da educação sexual, do planejamento reprodutivo e da atenção básica, contribuiu para a manutenção de elevados índices de gestações indesejadas. O poder local, embora central na gestão da região enfrenta limitações estruturais para responder à magnitude das demandas sociais surgidas com a reconfiguração regional. Assim, a gravidez precoce se apresenta como fenômeno multiescala, que expressa as contradições entre desenvolvimento econômico e desigualdade social, evidenciando a necessidade de políticas integradas de saúde, educação e assistência, formuladas a partir das especificidades territoriais da Região de Integração Xingu. | |
| dc.identifier.citation | BANDEIRA, Ozenilda da Silva. Transformação socioespaciais na RI Xingu ( 2000 - 2022):a relação da gravidez precoce, no contexto da AHE Belo Monte, na produção do espaço. Orientadora: Michelle Sena da Silva. 2026. 67 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciado em Geografia) - Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9289. Acesso em: . | |
| dc.identifier.uri | https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9289 | |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.rights.license | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.source.uri | Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br | pt_BR |
| dc.subject | Produção do espaço | |
| dc.subject | Espacialização da gravidez precoce | |
| dc.subject | RI Xingu | |
| dc.subject | AHE Belo Monte | |
| dc.subject | Producción del espacio | |
| dc.subject | Espacialización del embarazo precoz | |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA HUMANA | |
| dc.title | Transformação socioespaciais na RI Xingu ( 2000 - 2022):a relação da gravidez precoce, no contexto da AHE Belo Monte, na produção do espaço | |
| dc.type | Trabalho de Curso - Graduação - Monografia | pt_BR |
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