A História Medieval no ensino fundamental: colonialidade, modernidade e eurocentrismo na BNCC e no ensino de História

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Artigo

Data

11-07-2026

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LIMA, Glendah Raieri Alves. A História Medieval no ensino fundamental: colonialidade, modernidade e eurocentrismo na BNCC e no ensino de História. Orientador: Thiago de Azevedo Porto. 2026. 33 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em História) – Faculdade de História, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10180. Acesso em: .
O ensino de História desempenha papel fundamental na formação crítica dos estudantes, possibilitando a compreensão das transformações sociais, culturais, políticas e econômicas ao longo do tempo, contudo, o ensino de História Medieval ainda apresenta desafios relacionados à permanência de perspectivas eurocêntricas nos currículos, nos materiais didáticos e nas práticas pedagógicas. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi analisar como a História Medieval é abordada no Ensino Fundamental no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir das percepções de professores que atuam nessa etapa de ensino. Realizou-se uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica e aplicação de questionários a três professoras que atuam no Ensino Fundamental em uma escola pública municipal localizada no município de Capitão Poço, no estado do Pará. Para a análise dos dados, as respostas foram organizadas e interpretadas à luz do referencial teórico construído a partir das discussões sobre modernidade, colonialidade, eurocentrismo, ensino de História Medieval e BNCC. Os resultados mostraram que as participantes reconhecem a permanência de perspectivas eurocêntricas no ensino de História, embora desenvolvam estratégias pedagógicas voltadas à problematização de estereótipos, à valorização da diversidade cultural e à construção de abordagens mais críticas e reflexivas, além da identificação de desafios relacionados à formação docente e aos materiais didáticos. Conclui-se que a construção de um ensino de História Medieval mais significativo requer a superação de narrativas exclusivamente centradas na experiência europeia, favorecendo práticas pedagógicas que valorizem a pluralidade histórica e cultural.

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