Partículas presumivelmente compatíveis com microplásticos em uma solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano na amazônia: um estudo de caso em Tucuruí-Pará

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

13-07-2026

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CALDAS, Carla Ramos. Partículas presumivelmente compatíveis com microplásticos em uma solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano na amazônia: um estudo de caso em Tucuruí-Pará. Orientador: Davi Edson Sales e Souza. 2026. 24 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Engenharia Sanitária e Ambiental) – Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental, Campus Universitário de Tucuruí, Universidade Federal do Pará, Tucuruí, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9821. Acesso em:.
A ocorrência de microplásticos em águas destinadas ao consumo humano tem despertado crescente preocupação devido ao potencial de exposição da população a contaminantes emergentes. Apesar do aumento do número de estudos sobre sistemas convencionais de abastecimento, ainda são escassas as pesquisas voltadas às Soluções Alternativas Coletivas (SAC), amplamente utilizadas por comunidades que buscam fontes alternativas de água. Neste contexto, este estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de partículas presumivelmente compatíveis com microplásticos em uma SAC utilizada para consumo humano no município de Tucuruí, Pará, caracterizando sua concentração, morfologia, coloração e classes de tamanho. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem quantitativa, na qual foram obtidos e analisados dados numéricos referentes à concentração, morfologia, coloração e classe de tamanho das partículas presumivelmente compatíveis com microplásticos, desenvolvida por meio de estudo de caso. As amostras foram coletadas diretamente no ponto de abastecimento da população, em triplicata, utilizando recipientes de vidro e procedimentos de controle de contaminação. A identificação das partículas foi realizada por filtração, coloração com Vermelho Nilo e microscopia de fluorescência, conforme protocolos técnicos consolidados para estudos de triagem. As análises identificaram partículas presumivelmente compatíveis com microplásticos em todas as amostras, com concentração média de 12,2 ± 0,6 part·L−1, predominância de fibras (52,5%), partículas transparentes e azuis e maior frequência de partículas na faixa de 100 a 250 μm. Os resultados demonstram que a ocorrência dessas partículas não se restringe aos sistemas convencionais de abastecimento, estando também presente em fontes alternativas utilizadas pela população. O estudo representa uma das primeiras investigações sobre microplásticos em uma SAC na Amazônia brasileira, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre contaminantes emergentes e fornecendo subsídios para futuras ações de monitoramento da qualidade da água e vigilância sanitária.

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Disponível na internet via Sagitta