Uso terapêutico do canabidiol para tratamento da doença de alzheimer

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

03-10-2024

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Citar como

SOUZA, Hugo Gabriel Carvalho. Uso terapêutico do canabidiol para tratamento da doença de alzheimer. Orientador: Luís Antônio Loureiro Maués. 2024. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2024. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9356. Acesso em:.
A doença de Alzheimer (DA) é a demência mais frequente no mundo, estima-se que no Brasil há 1,2 milhões e no mundo 35,6 milhões de pessoas com a doença. Ela ocorre por acúmulo do peptídeo β-amiloide (Aβ) com consequente formação de placas amiloides no cérebro e agregação de proteína tau, que forma emaranhado neurofibrilares intracelulares, sobretudo no lobo temporal medial e estruturas neocorticais. Este estudo tem como intuito descrever os possíveis mecanismos de ação do canabidiol (CBD), que exercem efeito na cascata patoetiológica da Doença de Alzheimer, podendo conceber um certo controle sobre esta patologia, sendo um possível fármaco alternativo a ser usado em pacientes com DA, sobretudo àqueles refratários ao tratamento convencional. Este trabalho foi realizado no modelo de revisão narrativa da literatura e a busca do acervo bibliográfico foi feita nas bases de dados Pubmed, MEDLINE e LILACS, com auxílio do Software EndNote. Extraiu-se das bases supracitadas os artigos mais pertinentes para satisfação dos objetivos deste trabalho com posterior análise crítica dos mesmos. Diversas literaturas mostraram resultados promissores quanto a eficácia do canabidiol como alternativa ao tratamento do Alzheimer, em suma, o CBD apresenta vários mecanismos de ação capazes de atenuar a cascata fisiopatológica da DA, por múltiplas vias, com suposta diminuição do estresse oxidativo, neuroinflamação, neurodegeneração, gliose reativa, ademais também há indícios de reduzir a produção e agregação do Aβ e a produção de emaranhados fibrilares intracelulares, características principais da fisiopatologia do Alzheimer. Somado a isso, diversos ensaios clínicos realizados em países onde há regulamentação do uso e cultivo medicinal da cannabis revelaram melhorias consideráveis no prognóstico dos pacientes submetidos a tratamento com CBD, nesse sentindo é importante que este e outros estudos no assunto ganhe maior visibilidade na comunidade médica e na sociedade civil brasileira, visando aumentar a quantidade de profissionais dispostos a lançar mão do tratamento alternativo com CBD, além de retirar o estigma enraizado na grande maioria da população acerca da maconha medicinal.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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