Tuberculose na Amazônia legal: perfil epidemiológico, espacial e clusters de risco

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

04-04-2025

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Citar como

OLIVEIRA, Jônatan Duarte de; SILVA JÚNIOR, Reinaldo Fernandes da. Tuberculose na Amazônia legal: perfil epidemiológico, espacial e clusters de risco. Orientador: Denis Vieira Gomes Ferreira. 2025. 61 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9390. Acesso em:.
Introdução: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa com transmissão por aerossóis, provocada na maioria dos casos pelo M. tuberculosis e pode se manifestar tanto na forma pulmonar quanto extrapulmonar. O principal método diagnóstico é a baciloscopia e a cultura e o tratamento é ofertado pelo SUS, com esquemas padronizados. Epidemiologicamente, essa doença mantém alta incidência, com agravos de notificação pós pandemia de COVID-19. A Amazônia Legal é estratégica para o estudo da tuberculose por reunir fatores como vulnerabilidade social, mobilidade populacional e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e espacial da Tuberculose na Amazônia legal no período de 2019 a 2022. Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo com base nos casos de tuberculose notificados na Amazônia Legal no período de 2019 a 2022, extraídos do SINAN (TABWIN/DATASUS) e dados populacionais do IBGE. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e de desfecho. Tratamento e análise no Excel e RStudio, com frequências, gráficos e teste Qui-quadrado para associações. A análise espacial foi feita no QGIS®, com mapas de incidência por município. O estudo respeitou a LGPD e normas éticas, dispensando CEP por uso de dados públicos e anonimizados. Resultados: A maior incidência foi em 2022 (27,94%), março (8,86%). No sexo masculino (67,13%), em faixa etária socialmente ativa, raça parda (74,56%) e baixa escolaridade. A forma pulmonar foi a mais comum (88,17%), nas extrapulmonares, destacaram-se as formas pleural (4,60%) e ganglionar (1,81%). Com desfecho favorável para 63,74%. Sendo Santa Izabel do Pará a maior incidência (486,3 casos/100 mil habitantes). Conclusão: A tuberculose na Amazônia Legal mantém alta incidência, predominando em homens, pardos e com baixa escolaridade. Forma pulmonar prevalente e cura abaixo da meta. Desfechos desfavoráveis refletem desigualdades. Análise espacial indicou áreas críticas, exigindo ações regionais e foco em vulneráveis.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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