Mortalidade por câncer no Pará: o caso da Região de Saúde Xingu

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

21-03-2025

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ROCHA, Ana Luísa Barbosa da. Mortalidade por câncer no Pará: o caso da Região de Saúde Xingu. Orientadora: Ilka Lorena de Oliveira Farias; Coorientadora: Tracy Martina Marques Martins. 2025. 48 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9242. Acesso em:.
Introdução: Neoplasia é um termo médico que se refere ao crescimento anormal de células, formando um tumor ou neoplasma. São classificadas de acordo com os aspectos histológicos e fisiopatológicos em benignas, malignas ou mistas. As neoplasias malignas são referidas coletivamente como cânceres, têm a periculosidade de poder levar à morte, com taxas globais de uma em cada seis mortes relacionadas à essa doença. Dessa forma, entende-se o câncer como uma condição ameaçadora à vida, sendo, portanto, uma relevante questão de saúde pública, que necessita de estudos e vigilância constantes. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo descritivo ecológico de abordagem quantitativa, com uso de dados secundários que dizem respeito à mortalidade por neoplasias malignas da Região de Saúde Xingu do Pará nos anos 2007 a 2023, coletados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) Resultados: Percebeu-se que durante o período estudado o número de óbitos na Região de Saúde Xingu apresentou crescimento, indo de 70 casos em 2007 para 220 em 2023. As neoplasias malignas de Brônquios e Pulmões (11%), de Próstata (10.3%), de Estômago (9%), de Colo Uterino (6.2%) e de Fígado e Vias Biliares Intra-Hepáticas (5.7%) foram as cinco categorias de câncer que mais causaram óbitos e mortalidade na região durante o período estudado. Os óbitos ocorreram em sua maioria entre a população masculina (57.2%), na faixa etária idosa (56%), de etnia parda (66%), com baixo nível de escolaridade (28,1%) e com status civil casado (41%). Comparativamente com o Estado do Pará e com o Brasil, a Região de Saúde Xingu foi a que apresentou maior crescimento percentual da taxa de mortalidade média durante os 17 anos estudados. Discussão: O crescimento do número de óbitos na Região de Saúde Xingu entre os anos 2007 a 2023 pode ser associado à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a qual mudou profundamente a dinâmica social da localidade, causando impactos também à saúde da população local. A pandemia de COVID-19 causou um efeito temporário de redução de óbitos e mortalidade na região entre os anos 2020 e 2021, com posterior aumento dos óbitos. As cinco neoplasias malignas que mais causam óbitos na Região de Saúde Xingu apresentam comportamentos específicos à localidade no que diz respeito à mortalidade, decorrentes do contexto em que ela é inserida. Os achados das variáveis sexo, idade, raça/cor, escolaridade e estado civil se assemelham aos que são encontrados na literatura. Conclusão: O câncer é uma importante questão de saúde pública, responsável por causar grande morbidade e mortalidade em todo o mundo, tendo a Região Xingu apresentado um crescimento importante nos 17 anos estudados. Dessa forma, estudos que busquem a compreensão dos cenários locais e regionais da mortalidade por câncer, bem como das linhas de cuidado existentes nas localidades, se torna fundamental para que se possam estabelecer políticas de prevenção, tratamento e controle, e com isso diminuir o impacto da doença na vida das populações.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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