Infecção de sítio cirúrgico em cirurgias abdominais: uma revisão integrativa de fatores de risco, epidemiológicos e medidas preventivas

Carregando...
Imagem de Miniatura

Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

22-08-2025

Título(s) alternativo(s)

Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

SANTOS, Jade Pinto dos. Infecção de sítio cirúrgico em cirurgias abdominais: uma revisão integrativa de fatores de risco, epidemiológicos e medidas preventivas. Orientadora: Amanda Caroline Duarte Ferreira; Coorientador: Denis Vieira Gomes Ferreira. 2025. 48 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9366. Acesso em:.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma complicação prevalente em cirurgias abdominais, com impacto significativo na morbimortalidade e nos custos hospitalares. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores de risco, a epidemiologia, os microrganismos prevalentes e as medidas preventivas da ISC. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados SciELO, LILACS, Medline e Google Scholar. Foram selecionados 9 artigos publicados entre 2015 e 2023. Os resultados indicaram que a incidência de ISC é heterogênea, variando de 1% em cirurgias bariátricas a 19% em pacientes oncológicos. Cirurgias laparoscópicas apresentaram taxas de 0,5%, significativamente menores que as cirurgias abertas (3%) em procedimentos bariátricos. A subnotificação de casos pós-alta hospitalar foi um desafio identificado. Os fatores de risco foram categorizados em intrínsecos (idade avançada, Diabetes Mellitus descontrolado, obesidade, classificação ASA, tabagismo, desnutrição, hiperglicemia perioperatória e morar sozinho no pós-operatório) e extrínsecos (longa duração do procedimento, tipo de acesso, necessidade de reabordagem, potencial de contaminação, tempo de internação pré-operatória prolongado, uso de drenos e cateterização vesical, perda sanguínea e necessidade de internação em UTI). O perfil microbiológico predominante incluiu Enterococcus faecalis e bactérias Gram-negativas como Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter cloacae e Escherichia coli. A discussão ressaltou a heterogeneidade da incidência e o desafio da subnotificação, a complexidade dos fatores de risco e a importância do perfil microbiológico para a antibioticoprofilaxia. As medidas preventivas eficazes, implementadas em pacotes de cuidados (bundles), incluem antibioticoprofilaxia adequada, banho pré-operatório com clorexidina, tricotomia criteriosa, controle rigoroso da glicemia e normotermia perioperatória, além da adesão ao Checklist de Cirurgia Segura da OMS e o uso de curativos especiais. Os desafios persistentes envolvem a carência de estudos conclusivos em nichos cirúrgicos específicos e a sustentabilidade dos programas de melhoria. A colaboração multiprofissional é essencial. Conclui-se que a prevenção da ISC é multifatorial, exigindo a implementação rigorosa de protocolos baseados em evidências, vigilância contínua e adaptabilidade das equipes de saúde, além de um planejamento de alta hospitalar que considere o suporte domiciliar do paciente. O investimento em capacitação, monitoramento e pesquisa é crucial para aprimorar a qualidade da assistência e garantir desfechos clínicos favoráveis.

Fonte

Fonte URI

Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

Aparece na Coleção