Mapeamento da palatalização de /L/ diante de /I/ em comunidades quilombolas de Abaetetuba e Moju

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

25-09-2026

Orientador(es)

DIAS, Marcelo Pires LattesORCID

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Tipo de acesso

Acesso Abertoaccess-logo

Citar como

RIBEIRO, Daiana Ribeiro e. Mapeamento da palatalização de /L/ diante de /I/ em comunidades quilombolas de Abaetetuba e Moju. Orientadora: Marcelo Pires Dias. 2026. 35 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa) – Faculdade de Ciências da Linguagem, Campus Universitário de Abaetetuba, Universidade Federal do Pará, Abaetetuba, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10439. Acesso em:.
Este trabalho investiga a palatalização da lateral alveolar /l/ diante de /i/ em comunidades quilombolas dos municípios de Abaetetuba e Moju, localizados na região do Baixo Tocantins, no estado do Pará. Fundamentado nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista e da Geolinguística, o estudo tem como objetivo mapear e descrever a ocorrência da variante palatalizada [ʎ], considerando sua distribuição em diferentes contextos linguísticos e espaciais. O corpus foi constituído a partir do banco de dados do Atlas Geossociolinguístico Quilombola do Nordeste do Pará (AGQUINPA), de Dias (2017), contemplando oito informantes e 39 ocorrências. Os dados foram submetidos à audição, transcrição fonética, codificação e tratamento quantitativo, com auxílio do programa Goldvarb X, além da representação cartográfica das localidades investigadas. Os resultados demonstraram predominância da variante palatalizada [ʎ], correspondente a 76,9% das ocorrências, enquanto a realização não palatalizada [l] representou 23,1%. Além disso, entre os fatores linguísticos analisados, observaram-se frequências mais elevadas em início de palavra e nos contextos precedidos pelas vogais /a/ e /i/. Em relação à tonicidade, os percentuais foram bastante próximos entre as posições pretônica e tônica. Quanto à distribuição espacial, a palatalização apresentou índices elevados nas três localidades consideradas, alcançando 100% nos dados de África e Laranjituba, 73,1% em Oxóssi da Ribeira e 71,4% em Rio Acaraqui/Campompema. Considerando as dimensões do corpus, os resultados descrevem o comportamento observado na amostra e contribuem para a descrição, documentação e compreensão da diversidade linguística das comunidades quilombolas do Baixo Tocantins.

Fonte

1 CD-ROM

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibabaetetuba@ufpa.br