Distribuição espacial e perfil epidemiológico da dengue no estado do Pará (2008 – 2022)

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

20-03-2025

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MORAES, Elison Sousa. Distribuição espacial e perfil epidemiológico da dengue no estado do Pará (2008 – 2022). Orientadora: Aline Andrade de Sousa; Coorientadora: Samires Avelino de Souza França. 2025. 33 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9586. Acesso em:.
Introdução: A Dengue é a arbovirose mais comum no Brasil, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e se configura um grave problema de saúde pública no país. Dessa forma, é fundamental entender os fatores epidemiológicos envolvidos na sua distribuição no Estado do Pará para melhor controle. Objetivo: Caracterizar o perfil clinico e sociodemográfico da distribuição dos casos notificados de dengue nas mesorregiões do Estado do Pará, no recorte temporal que compreende os anos de 2008 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e analítico transversal com abordagem quantitativa através da busca no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) no recorte temporal de janeiro de 2008 a dezembro de 2022. Resultados: Quanto a classificação final dos casos, a forma clínica que predominou em todas as mesorregiões foi a Dengue clássica, seguidos de casos inconclusivos/ignorado/branco. Quando se analisa a distribuição dos casos por faixa etária, os adultos são os mais acometidos, sendo a faixa etária de 20 a 39 anos o maior percentual de casos, seguido de 40 a 59 anos. Quanto aos casos notificados, O ano de 2011 teve o maior número de casos anual notificados, somando 19233 casos, seguido de 2012 com 16611 casos e 2008 com 16283 casos. Em contrapartida, 2020 registrou o menor número de casos no período, totalizando 3527 casos notificados no ano, que pode ser justificado pelo fenômeno da pandemia de Covid. Conclusão: A forma clinica predominante foi a Dengue Clássica, reproduzindo o padrão observado na literatura, que afirmam essa forma como a mais prevalente no Brasil. A cura predominou em todas as mesorregiões, um resultado positivo, refletindo a recuperação na maioria dos casos. A análise perfil epidemiológico de dengue nas diferentes mesorregiões do Pará revela padrões significativos de variação ao longo do tempo e entre regiões. A compreensão desses padrões e as implicações dos fatores que influenciam a incidência são fundamentais para desenvolver estratégias eficazes de controle e resposta.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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