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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Comparação de modelos computacionais para pavimentos de lajes lisas
    (2026-02-27) AGUIAR, Lucas Viana; PEREIRA FILHO, Manoel José Mangabeira; https://lattes.cnpq.br/4765401390604065; https://orcid.org/0000-0001-9622-3863
    A crescente busca por sistemas estruturais mais eficientes e econômicos tem favorecido a adoção de lajes lisas em projetos contemporâneos. Entretanto, a análise e o dimensionamento desses pavimentos requerem atenção redobrada, em razão da complexidade do comportamento estrutural nas regiões de ligação entre laje e pilar. Nessas áreas, concentram-se elevados momentos fletores e esforços cortantes, podendo ocasionar a ruptura por punção. A escolha inadequada do modelo computacional pode levar a erros substanciais na previsão do comportamento estrutural, comprometendo a segurança do projeto. Neste contexto, este trabalho comparou os resultados de deslocamento, reação de apoio e momento desbalanceado nos pilares de centro e borda referente a três modelos computacionais realizados por método dos elementos finitos. Os modelos computacionais desenvolvidos neste estudo simularam um pavimento-tipo em laje lisa de concreto armado, com base em modelos experimentais documentados na literatura técnica. O primeiro modelo adotou pilares representados por elementos de barra e lajes por elementos de casca. O segundo modelo seguiu abordagem similar dos pilares em barras, porém incorporou um agrupamento de elementos de casca com rigidez elevada na região de projeção do pilar. Já o terceiro modelo utilizou elementos sólidos para os pilares e elementos de casca para as lajes. Os deslocamentos verticais, reações de apoio e momentos desbalanceados obtidos nos modelos computacionais foram comparados com os resultados experimentais. Como resultado, os modelos computacionais não influenciaram nos resultados de reação de apoio, igualmente para transferência de momento em pilares internos, tendo todos os modelos uma boa concordância com os resultados de Sherif e Dilger (2000). Na transferência de momentos de ligações laje-pilar de borda, o pilar modelado como elemento de barra obteve maior precisão dentre os demais modelos no instante da ruptura. Ademais, a aplicação do método de Branson (1965) junto aos modelos computacionais obtiveram ótimos resultados para os deslocamentos verticais na faixa do pilar, entretanto, o mesmo não aconteceu para a faixa interna.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Influência da esbeltez e do teor de agregado graúdo das lajes lisas na resistência ao puncionamento
    (2026-02-27) SILVA, Yan Santos da; OLIVEIRA, Dênio Ramam Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/1324105476558186; ******
    Com intuito de avaliar a influência do teor de agregados na resistência à punção de lajes lisas de concreto armado, bidirecionais e simétricas, sem a presença de armadura de cisalhamento, foram confeccionados 4 espécimes com dimensões em planta de (1400 x 1400) mm, sendo estes divididos em dois grupos contendo 2 lajes cada: o primeiro grupo denominado S90, possui 90 mm de espessura, enquanto o segundo grupo nomeado de S120 possui 120 mm de espessura. Em cada grupo variou-se a quantidade de agregados graúdos na mistura do concreto, no qual definiu-se um traço de referência chamado de Teor 100%, em seguida elevou-se para um Teor 150%. As resistências à compressão dos concretos variaram de 31,63 MPa a 38,27 MPa. A taxa de armadura longitudinal utilizada nas lajes S90 foi de 1,48% e 0,65% para S120. As cargas de ruptura foram estimadas por meio da NBR 6118 (ABNT, 2023). Sendo assim, são apresentadas variações nas cargas ultimas nas lajes S90 de 4% e nas lajes S120 de 21%. A redução da esbeltez nas lajes S120 (d = 95 mm) aumentou sua rigidez e a área da superfície crítica de punção em relação à série S90 (d = 65 mm). Esse ganho geométrico justifica o aumento na carga de ruptura da laje S120-150, sendo 50% maior em relação à laje S90-150. Apesar desse desempenho estrutural superior, observa-se que as prescrições da NBR 6118 se mantêm bastante conservadoras, evidenciando as limitações do modelo empírico da norma brasileira em capturar plenamente o ganho real de resistência ao cisalhamento em elementos menos esbeltos.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Resistência à punção de ligações laje-pilar de borda sem armadura de cisalhamento com transferência de momento: uma avaliação da atualização da ABNT NBR 6118
    (2025-12-11) ANDRADE, Mateus da Silva; PEREIRA FILHO, Manoel José Mangabeira; https://lattes.cnpq.br/4765401390604065; https://orcid.org/0000-0001-9622-3863
    A verificação da resistência à punção de ligações laje-pilar é um ponto crítico de lajes lisas. A norma brasileira ABNT NBR 6118:2023, que apresenta uma recente atualização, estabelece disposições de projeto para avaliação da resistência à punção. Neste trabalho, comparam-se os resultados de ensaios experimentais com as estimativas obtidas pelas versões de 2014 e 2023 da norma, utilizando bancos de dados com resultados experimentais. Os bancos de dados foram compostos por 67 resultados de ensaios em ligações laje-pilar de borda, sem armadura de cisalhamento e com momento desbalanceado, selecionados em 32 programas experimentais independentes. Todas as lajes romperam por punção com altura útil (𝑑) variando entre 97 mm e 209 mm, taxa de armadura de flexão (𝜌) entre 0,45% e 2,14%, resistência à compressão do concreto (𝑓) entre 20,7 MPa e 84,1 MPa, e excentricidade (𝑒) entre 29,27 mm e 1221,14 mm. O desempenho das normas foi avaliado através da razão da carga última obtida no ensaio e a carga teórica calculada pelas versões da norma (𝑉/𝑉 ). A dispersão e tendência de 𝑉/𝑉 foram observadas em função dos parâmetros d, ρ, 𝑓, e/d. A análise estatística da razão entre carga última experimental e teórica (𝑉/𝑉 ) revelou que ambas as versões normativas apresentam comportamento conservador, com médias de 1,51 (2014) e 1,73 (2023), respectivamente. A versão atualizada mostrou maior dispersão (CV = 76,3% contra 70,3%), mas melhorou o limite inferior de segurança (5%-quantil de 0,90 contra 0,82). Os resultados destacam avanços na NBR 6118:2023, particularmente no tratamento de lajes com alturas úteis elevadas e taxas de armadura extremas, embora ainda permaneçam desafios na previsão precisa de casos com parâmetros fora da faixa convencional. Este estudo fornece subsídios técnicos para a discussão sobre a evolução das normas brasileiras e a segurança estrutural contra falhas frágeis por punção.
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