Navegando por Assunto "Prison libraries"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de Ordenação
Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O bibliotecário no sistema prisional paraense(2026-07-20) RIBEIRO, Emilly Daiane Silva; SANTOS NETO, João Arlindo dos; http://lattes.cnpq.br/9296179246118904; https://orcid.org/0000-0003-1833-911XEsta pesquisa investiga a atuação do Bibliotecário e as práticas de Mediação da Informação no contexto das bibliotecas em prisões do estado do Pará, concentrando-se nas ações desenvolvidas durante o período de encarceramento de pessoas privadas de liberdade. O objetivo consistiu em investigar a atuação do Bibliotecário mediador em relação às práticas que favorecem o acesso à informação, a leitura e conhecimento, bem como suas atribuições para o desenvolvimento social dos custodiados. A pesquisa caracterizou como qualitativa, de carácter exploratório, fundamentada em revisão de literatura no campo da Ciência da Informação e da Biblioteconomia Social e complementada por uma entrevista semiestruturada, gravada e transcrita, realizada com a única bibliotecária atuante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (SEAP). Os resultados evidenciam a existência de projetos de incentivo a leitura, como o “Cine Literário’ na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina de Ananindeua (UCRF) e a implementação do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (ProLer), que está sendo inserido em colaboração com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) junto com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), que demonstram o potencial das bibliotecas prisionais como espaços de formação e acesso ao conhecimento. Entretanto, a pesquisa também identificou desafios relacionados à infraestrutura das bibliotecas, a ausência de recursos destinados a compra de novos acervo, a adaptação de espaço em razão da superlotação das unidades prisionais e a limitação do acesso dos PPLs as bibliotecas, em decorrência da disponibilidade reduzida de policiais penais para realizar o deslocamento. Concluiu que a atuação do Bibliotecário e as ações de Mediação da Informação contribuem para o fortalecimento do direito à leitura e para a remição da pena, porém a existência de apenas uma profissional responsável pelas bibliotecas das 54 unidades prisionais do estado, limita a ampliação dessas ações e evidencia a necessidade de maiores investimentos em políticas públicas voltadas às bibliotecas em prisões.