Navegando por Assunto "Mulheres ribeirinhas"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Entre ervas e rezas: as mulheres constroem seus próprios caminhos de cura às margens do Rio Aranaizinho(2025-12-05) OLIVEIRA, Marina Vitória Barbosa Eustaquio de; CONRADO, Monica Prates; http://lattes.cnpq.br/6141735247260273A presente pesquisa investiga as dificuldades de acesso aos serviços de saúde enfrentadas pelas mulheres ribeirinhas, especialmente nas áreas de ginecologia e mastologia, com foco particular na comunidade Santo Antônio do Rio Aranaizinho. Além do mais, busca destacar como a medicina tradicional e a religiosidade popular, sobretudo a devoção a Santo Antônio, se cruzam em um cenário de autocuidado, fé e pertencimento. A análise foi conduzida a partir de uma abordagem etnográfica, utilizando pesquisa de campo e diálogos com as moradoras da comunidade. Os resultados indicam que as desigualdades no acesso aos serviços de saúde ultrapassam as barreiras geográficas, sendo de natureza estrutural e política. Entretanto, observam-se outras formas de autocuidado e conhecimento, definidas não pela carência, mas pela persistência de práticas ancestrais vinculadas ao território. Do mesmo modo, a religiosidade e a fé formam o corpo social que sustentam as relações de solidariedade e cuidado entre as mulheres da comunidade.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) As mulheres ribeirinhas e os estudos acadêmicos sobre violência(2024-11-04) NASCIMENTO, Gabriela da Silva; SOUZA, Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859violência doméstica contra mulheres que vivem às margens das águas, aqui sendo definidas pelo termo "mulheres ribeirinhas”. Desse modo, discorreu-se criticamente sobre a evolução de políticas públicas de enfrentamento à essa violência, considerando em como ela virou um problema público, especialmente por meio da luta das organizações feministas, e como o Estado as vêm implementando. O marco histórico de delimitação da pesquisa parte da “Lei Maria da Penha” (Lei nº 11.340) de 2006. A metodologia tem caráter de pesquisa bibliográfica, sendo utilizado o portal Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Por conseguinte, para organização da pesquisa foi criada uma lista de descritores, a fim de categorizar e obter dados necessários. A partir dos dados alimentados na planilha, foi utilizado como principal critério para a filtragem se o trabalho se aplicava ao debate teórico social em relação às mulheres (Pois vários trabalhos mencionam mulheres – especificando mulheres ribeirinhas, até mesmo – no entanto, sob um viés biológico, para tratar de assuntos relacionados principalmente à área da saúde). Como resultado, foi possível notar que a maioria das teses e dissertações que citam mulheres ribeirinhas, foram escritas por outras mulheres, porém, não há – em grande número dos textos – centralidade no debate de gênero. Em geral, esses trabalhos não falam sobre mulheres ribeirinhas e seus atravessamentos de identidade de gênero, território, raça e/ou etnia, de sexualidade e de classe. Boa parte limita essas mulheres ao trabalho e ao que é produzido por elas. Quando não nesse sentido, as reduzem a sua reprodução, ou seja, sua condição como mãe. Ambas limitações são facetas do sistema capitalista e, logo, do colonialismo, o qual a população em que essas mulheres estão inseridas socioculturalmente, ainda são fortemente afetadas, de acordo com a construção histórica brasileira. Assim, chegou-se à conclusão da falta de estudos específicos voltados para essas mulheres (ribeirinhas) e suas vulnerabilidades à violência, verificando que a Academia persiste numa lógica colonialista de epistemicídio, as invisibilizando e contribuindo para uma cultura de opressão sistemática e colonial.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O protagonismo das mulheres na resex Riozinho do Anfrísio/Pa(2024-08-30) MATOS, Luziane Pereira; PARENTE, Francilene de Aguiar; http://lattes.cnpq.br/9404017739145648“O Protagonismo das Mulheres na Resex Riozinho do Anfrísio” explora o papel central que as mulheres desempenham na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, localizada na bacia do Rio Xingu, na Terra do Meio/ Pará, mostrando como as práticas tradicionais e os conhecimentos das mulheres contribuem para a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável da região. O trabalho contextualiza a história de ocupação do território, destacando a importância da extração da borracha e a formação das comunidades ribeirinhas, assim como os desafios enfrentados pelas mulheres devido ao machismo enraizado, que perpetua a desigualdade de gênero na comunidade. O texto discute como as mulheres estão lutando por mais autonomia e pela preservação dos saberes tradicionais, como o uso de plantas medicinais e práticas de parteiras, que estão em risco de desaparecer, por meio das narrativas das mulheres ribeirinhas/extrativistas, com vistas a descortinar a invisibilidade das mulheres naquele território, colaborando para a promoção da igualdade de gênero, o desenvolvimento comunitário, o reconhecimento e a valorização do protagonismo feminino, essenciais para o futuro sustentável na Reserva Riozinho do Anfrísio.