Navegando por Assunto "Estuaries"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Distribuição espacial e temporal do fitoplâncton no estuário Emboraí Velho, Augusto Corrêa (Pará, Brasil)(2026-06-19) RAMOS , Anailma da Silva; PINHEIRO, João Victor de Moraes Souza; http://lattes.cnpq.br/8574965825552560; COSTA , Rauquírio Marinho da; http://lattes.cnpq.br/4504677939464624; https://orcid.org/0000-0003-4461-3936Este estudo objetivou determinar a dinâmica espacial e temporal da biomassa e composição florística planctônica, assim como as inter-relações desta comunidade com as variáveis hidrológicas do estuário Emboraí Velho. Amostragens foram realizadas simultaneamente em ciclos nictimerais de 25 horas, durante marés de sizígia, em duas estações fixas (E1 e E2), no mês de abril (período chuvoso) e dezembro (período seco) de 2019. Os dados de temperatura, salinidade e turbidez foram obtidos a partir de CTDs. O pH, oxigênio dissolvido (OD) e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrato, nitrogênio total, ortofosfato, fósforo total e silicato) foram obtidos a partir da análise de amostras d’água coletadas com garrafas oceanográficas de Niskin. O fitoplâncton foi coletado através de redes cônicas de plâncton (malha de 64 μm). Amostras destinadas ao estudo quantitativo foram obtidas a partir de garrafas oceanográficas de Niskin. Foi constatada uma evidente variação sazonal da precipitação, com período chuvoso e seco bem definidos, conforme evidenciado pela média histórica dos últimos 20 anos anteriores. A temperatura, salinidade, pH, oxigênio dissolvido, nitrato, ortofosfato, nitrogênio total e silicato apresentaram padrões de distribuição sazonais, desde variações mais sutis, como observado para a temperatura, até variações mais destacadas, como constatado para a salinidade. A clorofila-a, indicadora de biomassa fitoplanctônica, não apresentou variação significativa em sua distribuição espacial e sazonal. Foram identificados 158 táxons fitoplanctônicos, com destaque para o filo Bacillariophyta (91%). A densidade total variou entre 213.981 ± 141.005 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em abril (período chuvoso), e 2.265.417 ± 1.097.851 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). A espécie de maior destaque, Cymatosira belgica, variou de 177.054 ± 81.785 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E1, em abril (período chuvoso), a 2.053.375 ± 1.027.941 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). Os dois primeiros eixos da ACC explicaram 27,9% da variação dos dados. Das 13 variáveis testadas, apenas três foram significativas. A análise integrada das variáveis abióticas e biológicas evidenciou como fatores hidrológicos, sobretudo a precipitação pluviométrica, regulam as variações do sistema, incluindo a salinidade e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrogênio total e ortofosfato), refletindo diretamente sobre o metabolismo, desenvolvimento e ecologia do fitoplâncton.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Uso da ictiofauna para avaliação da integridade biológica em estuários do Brasil - revisão de literatura(2023-07-11) BELFORT, Felipe Ari Araújo; FERREIRA, Cristiane de Paula; http://lattes.cnpq.br/7804816854015308Os estuários são ecossistemas complexos de interseção entre o continente e o mar, e são utilizados por diversos animais para alimentação, reprodução e abrigo. A proximidade desses ambientes a grandes cidades os expõe a diversas interferências estruturais e ambientais de origem humana. O presente estudo tem por objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre o uso das comunidades de peixes como ferramenta para avaliar a qualidade ambiental de estuários no Brasil e de que forma as atividades humanas afetam a biota aquática. Obteve-se trabalhos das 4 regiões que compõem a costa do Brasil, onde o Estado do Pará apresentou maior número de trabalhos, com um total de 4 estudos, e melhor classe de integridade, com índice de integridade bom. As demais regiões, Nordeste, Sudeste e Sul, apresentaram menores quantidades de estudo e uma baixa classe de integridade, com índices de integridade regular, pobre e muito pobre. A adaptação do índice requer o uso de métricas que melhor represente as características biológicas e ecológicas naturais da região. Dentre as métricas mais utilizadas para a avaliar os estuários brasileiros estão fenologia, distribuição das espécies, ecologia trófica e maturação sexual das espécies coletadas. Os impactos ambientais mais recorrentes as regiões estuarinas foram o0 lançamento de efluentes líquidos (domésticos e/ou industriais), a presença de áreas portuárias, a pesca industrial e a fragmentação da mata ciliar. A revisão mostra que a ictiofauna, como ferramenta metodológica, foi capaz de avaliar a qualidade ambiental dos estuários do Brasil, porém a baixa quantidade de trabalhos acarreta o desconhecimento da atual condição desses ecossistemas na costa do Brasil, o que dificulta a formulação de planos para gestão e preservação desses ambientes.