Navegando por Assunto "Coloniality"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) A História Medieval no ensino fundamental: colonialidade, modernidade e eurocentrismo na BNCC e no ensino de História(2026-07-11) LIMA, Glendah Raieri Alves; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532O ensino de História desempenha papel fundamental na formação crítica dos estudantes, possibilitando a compreensão das transformações sociais, culturais, políticas e econômicas ao longo do tempo, contudo, o ensino de História Medieval ainda apresenta desafios relacionados à permanência de perspectivas eurocêntricas nos currículos, nos materiais didáticos e nas práticas pedagógicas. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi analisar como a História Medieval é abordada no Ensino Fundamental no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir das percepções de professores que atuam nessa etapa de ensino. Realizou-se uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica e aplicação de questionários a três professoras que atuam no Ensino Fundamental em uma escola pública municipal localizada no município de Capitão Poço, no estado do Pará. Para a análise dos dados, as respostas foram organizadas e interpretadas à luz do referencial teórico construído a partir das discussões sobre modernidade, colonialidade, eurocentrismo, ensino de História Medieval e BNCC. Os resultados mostraram que as participantes reconhecem a permanência de perspectivas eurocêntricas no ensino de História, embora desenvolvam estratégias pedagógicas voltadas à problematização de estereótipos, à valorização da diversidade cultural e à construção de abordagens mais críticas e reflexivas, além da identificação de desafios relacionados à formação docente e aos materiais didáticos. Conclui-se que a construção de um ensino de História Medieval mais significativo requer a superação de narrativas exclusivamente centradas na experiência europeia, favorecendo práticas pedagógicas que valorizem a pluralidade histórica e cultural.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Os livros didáticos de História e a África pré-moderna: historiografia e ensino de história(2026-07-11) SILVA, Analice Reis da; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532A presente pesquisa tem como tema a representação do continente africano no contexto do período medieval nos livros didáticos de História, sendo o objetivo da pesquisa, analisar a apresentação do conteúdo de África pré-moderna nesses materiais didáticos e em que medida suas narrativas dialogam com as perspectivas historiográficas atuais, discutindo os impactos da legislação, o papel do livro didático na formação da consciência histórica e apresenta os debates sobre a colonialidade do saber e o eurocentrismo, dialogando com autores que trabalham a partir dessa perspectiva. Para alcançar o objetivo desta pesquisa, realizou se uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico documental, fundamentada na revisão de literaturas especializadas na temática e na análise de livros didáticos do 6 ano do Ensino Fundamental. O resultado da pesquisa evidencia que apesar dos grandes avanços na historiografia e na legislação, ainda predomina no discurso histórico uma narrativa baseada nos ideais do eurocentrismo que restringe a diversidade histórica do continente africano e mantém um distanciamento entre a produção historiográfica e a sua efetiva incorporação nos materiais didáticos.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Teatro indígena e decolonialidade em "O Guarani"(2026-02-03) LOPES, Claudia Regina; SANTOS, Adriana Maria Cruz dos; http://lattes.cnpq.br/3379311795685098Este artigo analisa a montagem contemporânea de “Il Guarany”, de Carlos Gomes, realizada no Theatro Municipal de São Paulo em 2025, sob a concepção geral de Ailton Krenak e direção cênica de Cibele Forjaz. A partir do referencial do pensamento decolonial, discute-se como a obra se propõe decolonial ao inserir povos indígenas como criadores, protagonistas e portadores de saberes próprios, rompendo com a tradição eurocêntrica da ópera e do drama romântico. O texto contextualiza o conceito de colonialidade, apresenta o surgimento dos estudos decoloniais nas “Epistemologias do Sul” e debate como a remontagem de “O Guarani” opera deslocamentos epistêmicos e estéticos, reivindicando a centralidade das cosmologias indígenas na construção do teatro brasileiro. Ao final, retoma-se a afirmação de Ariano Suassuna: “o teatro brasileiro nasceu aqui”, reforçando a necessidade de reconhecer as dramaturgias e estéticas indígenas como parte fundamental da história do teatro nacional.