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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização dos cnidários pelágicos associados à pesca de arrasto de camarão na Plataforma Continental Amazônica
    (2019-12-06) MARINHO, Yago Brito; BANHA, Thomás Nei Soto; http://lattes.cnpq.br/4230855400574319; MARTINELLI FILHO, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2080628833884538
    Fauna associada é definida como indivíduos, de qualquer espécie ou tamanho, que são capturados junto com a espécie-alvo da pescaria. Compondo essa fauna existem diversas espécies de medusas, que são organismos gelatinosos do zooplâncton e com estilo de vida pelagial. O objetivo deste trabalho foi descrever a composição de medusas (classes Scyphozoa e Cubozoa) da fauna associada à pesca de camarão e estimar a densidade e biomassa das espécies dominantes, através de equações de regressão comprimento - peso, em trechos da plataforma continental amazônica brasileira. As amostras foram obtidas de três campanhas que ocorreram durante os meses de agosto a setembro de 2016, abril a maio e junho a julho de 2017, através de redes de arrasto de fundo. A fauna foi armazenada em sacos plásticos e etiquetada dentro de tonéis, contendo formaldeído tamponado diluído em água do mar (concentração final de 4%). Em laboratório, foram realizadas as identificações taxonômicas e biometria. A densidade foi calculada a partir do volume de água filtrada e a quantidade de indivíduos estimados a bordo em cada campanha. Por fim, a biomassa foi estimada a partir da densidade em cada campanha e multiplicada pelos pesos médios, obtidos por equações de regressão disponíveis na literatura. Os valores das variáveis morfométricas (diâmetro da umbrela, comprimento do braço oral, volume e peso) variaram entre as campanhas. Foram identificadas somente duas espécies: Chiropsalmus quadrumanus e Stomolophus meleagris. Ambas as espécies durante o período seco apresentaram menores valores de biomassa (média 49,4 ± 26,5 g e 94,8 ± 55,5 g para C. quadrumanus e S. meleagris respectivamente), em relação ao período chuvoso (média é de 57,9 ± 21,2 g e 194,6 ± 75,3 g para C. quadrumanus e S. meleagris respectivamente). Durante o período seco, embora menores, os indivíduos foram mais abundantes (C. quadrumanus 4.103 ind.km-3 e S. meleagris 3,7.102 ind.km-3). Já no período chuvoso, os animais foram maiores e menos abundantes (C. quadrumanus 3,6.103 ind.km-3 e S. meleagris 2,6.102 ind.km-3). As diferenças espaciais entre as campanhas não foram significativas, embora a densidade seja maior para campanha 1, mais distante da costa, enquanto as campanhas 2 e 3 foram mais próximas da costa, com menor densidade. Esse trabalho foi o primeiro a estudar a biomassa e densidade dos cnidários pelágicos na Plataforma Continental da Amazônica e mostra a sua variabilidade em relação ao tempo.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Distribuição espacial e temporal do fitoplâncton no estuário Emboraí Velho, Augusto Corrêa (Pará, Brasil)
    (2026-06-19) RAMOS , Anailma da Silva; PINHEIRO, João Victor de Moraes Souza; http://lattes.cnpq.br/8574965825552560; COSTA , Rauquírio Marinho da; http://lattes.cnpq.br/4504677939464624; https://orcid.org/0000-0003-4461-3936
    Este estudo objetivou determinar a dinâmica espacial e temporal da biomassa e composição florística planctônica, assim como as inter-relações desta comunidade com as variáveis hidrológicas do estuário Emboraí Velho. Amostragens foram realizadas simultaneamente em ciclos nictimerais de 25 horas, durante marés de sizígia, em duas estações fixas (E1 e E2), no mês de abril (período chuvoso) e dezembro (período seco) de 2019. Os dados de temperatura, salinidade e turbidez foram obtidos a partir de CTDs. O pH, oxigênio dissolvido (OD) e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrato, nitrogênio total, ortofosfato, fósforo total e silicato) foram obtidos a partir da análise de amostras d’água coletadas com garrafas oceanográficas de Niskin. O fitoplâncton foi coletado através de redes cônicas de plâncton (malha de 64 μm). Amostras destinadas ao estudo quantitativo foram obtidas a partir de garrafas oceanográficas de Niskin. Foi constatada uma evidente variação sazonal da precipitação, com período chuvoso e seco bem definidos, conforme evidenciado pela média histórica dos últimos 20 anos anteriores. A temperatura, salinidade, pH, oxigênio dissolvido, nitrato, ortofosfato, nitrogênio total e silicato apresentaram padrões de distribuição sazonais, desde variações mais sutis, como observado para a temperatura, até variações mais destacadas, como constatado para a salinidade. A clorofila-a, indicadora de biomassa fitoplanctônica, não apresentou variação significativa em sua distribuição espacial e sazonal. Foram identificados 158 táxons fitoplanctônicos, com destaque para o filo Bacillariophyta (91%). A densidade total variou entre 213.981 ± 141.005 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em abril (período chuvoso), e 2.265.417 ± 1.097.851 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). A espécie de maior destaque, Cymatosira belgica, variou de 177.054 ± 81.785 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E1, em abril (período chuvoso), a 2.053.375 ± 1.027.941 x 10³ céls. L⁻¹ na estação E2, em dezembro (período seco). Os dois primeiros eixos da ACC explicaram 27,9% da variação dos dados. Das 13 variáveis testadas, apenas três foram significativas. A análise integrada das variáveis abióticas e biológicas evidenciou como fatores hidrológicos, sobretudo a precipitação pluviométrica, regulam as variações do sistema, incluindo a salinidade e nutrientes dissolvidos (nitrito, nitrogênio total e ortofosfato), refletindo diretamente sobre o metabolismo, desenvolvimento e ecologia do fitoplâncton.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da exclusão da precipitação sobre a taxa de mortalidade vegetal no sitio do projeto ESECAFLOR-Caxiuanã/PA
    (2008) SILVA, Diego da Costa; OLIVEIRA, Maria do Carmo Felipe de; http://lattes.cnpq.br/2246277149305271; COSTA, Antônio Carlos Lôla da; http://lattes.cnpq.br/8489039131103228
    Analisar os possíveis efeitos da redução da umidade do solo sobre a taxa de mortalidade vegetal no sítio experimental do projeto ESECAFLOR/LBA (01° 42’ 30’’ S e 51° 31’ 45’’ W), localizado na Floresta Nacional de Caxiuanã, Estação Científica Ferreira Penna, município de Melgaço, Pará. O experimento ESECAFLOR / LBA consiste na exclusão parcial da água da chuva em uma área de 1 hectares, para se estudar as possíveis conseqüência da redução da umidade do solo no ciclo da floresta, algo semelhante ao efeito el nino. Este experimento é constituído por duas parcelas de 1 hectare cada, sendo uma de controle (A) e outra de exclusão (B), onde são realizadas medições simultâneas desde o início do ano de 2001. Foram utilizados neste trabalho dados de mortalidade vegetal para ambas as parcelas, computadas a partir de janeiro de 2005. Os resultados indicaram que a taxa de mortalidade total na parcela B foi 63,7% maior que na parcela A, fato este justificado, principalmente, pela morte de grandes árvores. Esse comportamento está relacionado diretamente com a drástica exclusão da água da chuva na parcela B, proporcionando grande redução na disponibilidade da água no solo, fundamental para a existência da floresta.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Investigação do potencial tecnológico de cinzas de biomassas amazônicas para finalidades agronômicas
    (2019-12-13) GOMES, Higor Fernando Pina; ALBUQUERQUE, Alan Rodrigo Leal de; http://lattes.cnpq.br/6365736603862580; https://orcid.org/0000-0002-1081-5970; PAZ, Simone Patrícia Aranha da; http://lattes.cnpq.br/5376678084716817; https://orcid.org/0000-0002-5880-7638
    O Brasil é reconhecido mundialmente pela sua aptidão agrícola e florestal, porém sua baixa fertilidade de solos e insuficiência na produção de fertilizantes faz com que se recorra à importação, colocando o país entre os maiores consumidores mundiais de fertilizantes. Adicionalmente, temos a região amazônica como uma das maiores produtoras de biomassas, tal como coco e castanha-do-Pará, o que tem gerado uma grande quantidade de resíduos agrícolas. Estes resíduos apresentam grande potencial para serem utilizados na indústria como fonte de energia e seu coproduto da combustão, sob a forma de cinzas, pode ser aproveitado como fonte de nutrientes para plantas. Ao longo da história, as cinzas vegetais têm sido utilizadas como fonte alternativa de nutrientes para a agricultura, porém a sua variabilidade composicional pode limitar a sua aplicação. Neste contexto, com a finalidade de avaliar o potencial energético e fertilizante das biomassas e cinzas derivadas do endocarpo do coco-da-baía e do pericarpo (ouriço) e endocarpo da castanha-do-Pará foram aplicadas técnicas de caracterização química, mineralógica, morfológica e térmica; e para fins de comparação, caracterizou-se também a madeira do eucalipto. A análise química imediata (AQI) e poder calorífico superior (PCS) e inferior (PCI) revelaram que os resíduos das biomassas de coco-da-baía e castanha-do-Pará têm potencial para utilização industrial como fonte de energia e as suas cinzas, com rendimento entre 0,23 e 6,33, apresentam capacidade nutritiva para as plantas, pois as análises químicas e mineralógica por difração de raios X (DRX) combinadas com a análises por fluorescência de raios X (FRX) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) demostraram que as cinzas são ricas em compostos de potássio, fósforo e cálcio. Assim, a utilização de resíduos de biomassas e suas cinzas representam uma alternativa sustentável e economicamente viável para o país, uma vez os resíduos de biomassa da indústria alimentícia podem ser um fator que venha a aumentar a matriz energética e reduzir a grande dependência da importação de matérias-primas para a produção de fertilizante.
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