Esta pesquisa teve como objetivo analisar como docentes da educação infantil se posicionam diante da tensão entre o ensino formal e a brincadeira espontânea. Com abordagem qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com professoras de uma creche municipal em Abaetetuba-Pará, buscando compreender suas práticas e percepções. Os resultados revelaram desafios como a pressão institucional por cumprimento de conteúdos, expectativas familiares voltadas ao ensino formal, imprevisibilidade do brincar e limitações de recursos. Apesar disso, as docentes reconhecem o brincar como linguagem legitima de aprendizagem. Concluímos que conciliar o ensino formal e a brincadeira é possivel, desde que haja formação adequada, dialogo com as famílias e melhores recursos.