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Navegando IFCH - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas por Orientador "CAMPOS, Ipojucan Dias"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Moda, diabo e medo: demonização da indumentária feminina em a palavra (Belém, 1922-1930)(2026-02-23) CARNEIRO, Antonio Carlos Jobim Cardoso; CAMPOS, Ipojucan Dias; http://lattes.cnpq.br/0380400211532063O artigo busca interpretar como a Igreja Católica, em Belém do Pará, entre 1922 e 1930, mobilizou a figura do Diabo para construir um discurso de medo em torno das novas modas femininas no contexto das transformações urbanas e culturais da cidade. A partir do cruzamento de fontes, com destaque para o periódico A Palavra, o estudo dialoga com a historiografia sobre moda, Igreja e controle moral, propondo compreender as ações eclesiásticas também como práticas fundamentadas na fé e na crença. Argumenta-se que a associação entre moda feminina e ação demoníaca funcionou tanto como expressão da centralidade do Diabo no imaginário religioso do período quanto como instrumento de controle das mentes e dos comportamentos por meio de uma pedagogia do medo. O texto discute, assim, o conflito moral em torno da moda feminina e a construção desse discurso de demonização.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) “Os búzios respondem”: simpatias e mirongas (Belém-PA, 1985-1997)(2025-09-15) SILVA, Thamires Gabriele Santos da; CAMPOS, Ipojucan Dias; http://lattes.cnpq.br/0380400211532063As reflexões a seguir se debruçaram a compreender determinados deslocamentos afro-culturais exercidos pelo babalorixá Pai Serginho de Oxóssi. Este personagem acessou o público paraense por meio de dois canais de comunicação, quais sejam: o do jornal “Diário do Pará”, coluna “Os búzios respondem” e o do programa radiofônico “A Hora do Axé” transmitido pela “Rádio Clube do Pará”. Através destes veículos apresentou o poder que a sua crença religiosa exercia nas estruturas mentais amorosas-sentimentais daqueles desesperançados em face aos amores “perdidos”. O contato entre consulentes e consultante ocorria por intermédio de correspondências encaminhadas ao segundo, as quais eram respondidas por intermédio do citado periódico. Com efeito, a presente interpretação consiste na lógica de que asilar-se sob recursos do religioso em questão, ocorria ao tempo em que os consultadores haviam esgotado todo e quaisquer recursos ditos tradicionais pensados capazes de estabelecer reaproximações com o sujeito amado, por uma perspectiva; mas, por outra, o artigo firma posição de que os caminhos apresentados pelo afrorreligioso não teriam eficácias se aspectos psicológicos ficassem às margens das “magias” vislumbradas solucionadoras de desinteligências amorosas. À vista disso, os documentos utilizados à elaboração de tais propósitos, foram: matérias compulsadas no jornal “Diário do Pará” e trechos de uma entrevista concedida pelo religioso à autora desta reflexão.