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metadata.dc.type: Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação
Title: Estudo petrográfico e geoquímico das formações ferríferas e rochas associadas da mina pedra branca do Amapari (Amapá)
metadata.dc.creator: PAIVA, Hanna Paula Sales
metadata.dc.contributor.advisor1: VILLAS, Raimundo Netuno Nobre
Issue Date: Sep-2013
Citation: PAIVA, Hanna Paula Sales. Estudo petrográfico e geoquímico das formações ferríferas e rochas associadas da mina pedra branca do Amapari (Amapá). Orientador: Raimundo Netuno Nobre Villas. 2013. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geologia) - Faculdade de Geologia, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/jspui/handle/prefix/2740. Acesso em:.
metadata.dc.description.resumo: A mina Pedra Branca do Amapari está localizada à cerca de 18 km a SE da cidade de Serra do Navio, no estado do Amapá, e dela tem sido lavrado minério de ferro oriundo de formações ferríferas bandadas que pertencem à Suíte Metamórfica Vila Nova (SMVN), de idade paleoproterozoica. Este estudo objetivou caracterizar petrográfica e quimicamente essas formações, bem como as rochas a elas associadas, estimar as condições sob as quais o pacote rochoso foi metamorfisado e registrar possíveis evidências de atividade hidrotermal pós-metamorfismo na área da mina. Com base em dados mineralógicos e texturais, subsidiados por microscopia eletrônica de varredura (MEV-EDS) e difração de raios-X, foram identificadas três principais variedades litológicas: a) formações ferríferas (FFB); b) xistos; e c) rochas calciossilicáticas, nas primeiras reconhecidos tanto itabiritos como FFB com anfibólio. Compondo essas rochas, várias associações mineralógicas foram definidas: quartzo – hematita – magnetita ± pistacita ± apatita ± hercinita ± granada, quartzo – hematita – magnetita – actinolita ± pistacita ± apatita e actinolita – microclina – biotita – quartzo – diopsídio – hematita – magnetita ± titanita, respectivamente para os itabiritos, FFB com anfibólio e xistos, além de actinolita – quartzo – hematita - magnetita ± epidoto, diopsídio – calcita – actinolita – quartzo – hematita - magnetita ± hercinita e diopsídio – magnetita – quartzo - hematita para as rochas calciossilicáticas. Estas paragêneses são consistentes com derivação a partir de rochas sedimentares (químicas e clásticas), que foram depositadas em ambiente de plataforma passiva e, subsequentemente, submetidas a condições de metamorfismo regional da fácies epidoto-anfibolito. A presença de hercinita é indicativa de que podem ter prevalecido as condições de mais alta pressão desta fácies, de modo que seriam plausíveis, para a estabilização daquelas paragêneses, os intervalos de P=7-10 kb e T=500-650oC. As FFB tiveram como protólitos possivelmente jaspilitos ou rochas similares, admitindo-se no caso das FFB com anfibólio alguma contaminação dos sedimentos ferrífero-silicosos com material carbonático. Para os xistos, os protólitos podem ter sido grauvacas feldspáticas com matriz pelítico-carbonática, enquanto que as rochas calciossilicáticas foram possivelmente derivadas de margas. Quimicamente, FFB, xistos e rochas calciossilicáticas podem ser rigorosamente distinguidas em termos de SiO2, Fe2O3(t), CaO e MgO, que são seus principais componentes e refletem a abundância de quartzo, magnetita, hematita, actinolita e diopsídio. Os xistos, em especial, são as rochas mais ricas em K2O e TiO2 por conta das apreciáveis quantidades de microclina, biotita e titanita que apresentam. A discriminação química também pode ser feita com base nos conteúdos de determinados elementos traço. As FFB são enriquecidas em Sr, Ni, V e Cr, e empobrecidas em Co relativamente às demais rochas. Considerando que alguns desses elementos mostram baixa mobilidade no ambiente supergênico, eles podem auxiliar no mapeamento litológico daquelas rochas em áreas muito intemperizadas e pobres em afloramentos. Evidências de atividade hidrotermal advêm da presença de veios/vênulas de quartzo e de calcita que cortam as rochas, e principalmente do material rico em Mn que foi depositado em condutos abertos por zonas de cisalhamento de direção NW-SE.
Abstract: The Mina Pedra Branca do Amapari is located about 18 km SE of the Serra do Navio town, Amapá state. Iron ore has been extracted from it as part of the banded iron formations that belong to the Paleoproterozoic Vila Nova Metamorphic Suite (VNMS). This study aimed not only to characterize petrographically and chemically these formations, as well as the associated rocks, but also to estimate the conditions under which the whole rock pile was metamorphosed and record possible evidence of hydrothermal activity in the mine area. Based on mineralogical and textural data of selected samples, three main lithological varieties were recognized, for what SEM-EDS and X-ray diffraction techniques played an important role: a) banded iron formation (BIF); b) schists; and 3) calc-silicate rocks, the former divided into itabirites and amphibole-bearing BIF. Several mineralogical associations could then be defined: quartz – hematite – magnetite ± apatite ± pistacite ± hercynite ± garnet, quartz – hematite – magnetite – actinolite ± pistacite ± apatite and actinolite – microcline – biotite – diopside – quartz – hematite – magnetite ± titanite, respectively for itabirites, amphibole-bearing BIFs and schists, in addition to actinolite – quartz – hematite – magnetite ± pistacite, diopside – actinolite – calcite – quartz - hematite – magnetite ± hercynite and diopside – magnetite – quartz - hematite for the calc-silicate rocks. These parageneses are consistent with derivation from both chemical and clastic sedimentary rocks, which deposited on a passive shelf environment and were subsequently subjected to the epidote-amphibolite facies conditions of the regional metamorphism. The presence of hercynite is indicative that the high pressure environment of this facies may have been reached, so that ranges of 7-10 kb and 500-650oC could be plausible. As far as the protoliths are concerned, the BIF’s were most likely derived from iron-rich and siliceous chemical sediments produced by exhalative fluids. In case of the amphibole-bearing BIFs these sediments may have been contaminated by carbonate material. Schists and calc-silicate rocks had as possible protoliths feldspathic greywackes with carbonate-pelitic matrix and marls, respectively. Chemically, BIFs, schists and calc-silicate rocks can be easily distinguished in terms of SiO2, Fe2O3(t), CaO and MgO,which are the main components of these rocks and reflect the abundance of quartz, hematite, magnetite, actinolite and diopside. In particular, schists are the rocks richer in K2O and TiO2 due to the significant amounts of micriocline, biotite and titanite they present. The chemical discrimination can also be made on the basis of selected trace elements. The BIFs are enriched in Sr, Ni, V and Cr, and impoverished in Co comparatively to the other rocks. Considering that some of these elements show low mobility in the supergene envirnment, they could help in mapping lithological units in very weathered and outcrop-scarce areas. Quartz and calcite veins/veinlets are important records of hydrothermal activity in the mine area after the metamorphism. Other remarkable hydrothermal products are the Mn-rich material deposited along NW-SE-trending shear zones.
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA
Keywords: Petrologia
Formações Ferríferas Bandadas
Rochas calciossilicáticas
Fácies epidoto-anfibolito
Discriminação química
Mina Pedra Branca do Amapari
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Appears in Collections:Faculdade de Geologia - FAGEO/IG

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