Toxicidade do mercúrio à saúde cardiovascular: percepções de um estudo preliminar em comunidades ribeirinhas da Terra do meio, bacia do Xingu, Amazônia

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

19-03-2025

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MARINHO, Renatta Barbosa. Toxicidade do mercúrio à saúde cardiovascular: percepções de um estudo preliminar em comunidades ribeirinhas da Terra do meio, bacia do Xingu, Amazônia. Orientadora: Ozélia Sousa Santos. 2025. 44 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9280. Acesso em:.
A exposição ao mercúrio (Hg) representa um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões como a Amazônia, onde a dependência de recursos naturais é alta. Estudos recentes apontam que a exposição prolongada ao mercúrio pode resultar em hipertensão e outros problemas cardiovasculares, com uma relação dose-resposta observada entre os níveis de mercúrio e a pressão arterial. Além disso, há uma clara associação entre exposição ao Hg e lesão endotelial. No contexto da Terra do Meio, este estudo teve como objetivo investigar a relação entre a concentração de mercúrio capilar e a pressão arterial em uma população ribeirinha potencialmente, exposta. Amostras de cabelo de 182 indivíduos das Reservas Extrativistas de Iriri, Riozinho do Anfrísio e Xingu (RESEX), com idade entre 18 e 70 anos, foram coletadas para mensuração dos níveis de mercúrio total (HgT), e anotados dados socioeconômicos, demográficos e clínico-epidemiológicos. A aferição da pressão arterial obedeceu as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão vigentes durante a pesquisa e o corte foi de pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90 mmHg. Os resultados mostraram que a pressão arterial sistólica (PAS) está significativamente associada aos níveis de mercúrio, com maior prevalência de PAS acima de 120 mmHg em indivíduos com mercúrio superior a 2 μg/g. Em contraste, a pressão arterial diastólica (PAD) apresentou associação significativa apenas até 3 μg/g, sugerindo que a PAS é mais sensível à toxicidade do mercúrio.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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